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sábado, 13 de fevereiro de 2016

A GESTANTE, MICROCEFALIA E O EMBRIÃO...

Carta aberta ao MINISTRO DA SAÚDE:



Assunto: A GESTANTE, MICROCEFALIA E O EMBRIÃO...

Senhor Ministro!



Alguns fatores estão afetando a gestante, entre os quais, a dengue, vacinas vencidas/estragadas pela má conservação, bem como se sabe que a vacina contra a Rubéola NÃO deve ser aplicada na gestante, e outro fator MUITO MAIS GRAVE vem atingindo o embrião/feto no estágio inicial da gestação, e gerando graves anomalias no bebê, que é o uso indiscriminado de AGROTÓXICOS nas lavouras brasileiras!
Estes fatores que estão atingindo mãe e embrião, no estágio inicial da gestação, o primeiro trimestre da gestação, durante a formação do embrião criam riscos realmente altos! Más formações, deficiências graves e importantes anomalias no bebê!
No caso da gestante sofrer a infecção pelo vírus da DENGUE no primeiro trimestre da gestação os riscos são realmente altos!
Não sei qual a sua formação, senhor ministro, suponho que seja medicina, assim como acredito que o senhor possui conhecimento suficiente para saber que o que estou questionando é conhecimento cientifico, que estudo há bastante tempo, que pesquiso o inseto vetor, a patologia, o vírus envolvido, os sintomas, os fatores que agravam esta doença infecciosa!
A gestante, caso sofra DENGUE, o bebê em seu ventre estará sofrendo sua PRIMEIRA DENGUE antes ainda de nascer! Entre 04 e 05 anos poderá ser reinfectado, sofrendo então a SEGUNDA DENGUE de sua vida! Recordo ao senhor que, devido a diferentes fatores, esta segunda dengue apresenta reações bastante exacerbadas, é a “briga” entre os ANTICORPOS (defesa do organismo) lutando contra os ANTÍGENOS (vírus invasores)!
Como nas células da criança existe um registro da presença do vírus da DENGUE anterior, os anticorpos se voltam contra a célula, gerando rompimento de capilares e extravasamento do sangue no organismo...
Este extravasamento é o princípio hemorrágico que, na maioria das vezes evolui para um quadro grave, podendo levar ao óbito!

A FORMAÇÃO DO EMBRIÃO:

Placa neural, sulco neural e cristas neurais. Até estar completamente formado o embrião passa por diversas etapas: segmentação, blastulação, gastrulação, neurulação, e organogênese.
É na terceira e quarta semana que o embrião se desenvolve, a partir da placa neural, sendo este o primeiro vestígio do sistema nervoso. (neurulação). Momento crítico!

FORMAÇÃO DO TUBO NEURAL: 

A placa neural aparece como espaçamento do ectoderma embrionário localizado cefalicamente em relação ao nó primitivo. A placa neural é induzida a formar-se pela notocorda em desenvolvimento e pelo mesênquima adjacente. Um sulco neural, longitudinal, desenvolve-se na placa neural; o sulco neural ladeado pelas pregas neurais, que se juntam e se fundem para originar o tubo neural. O desenvolvimento da placa neural e seu dobramento para formar o tubo neural são denominados como neurulação.

FORMAÇÃO DA CRISTA NEURAL: Com a fusão das pregas neurais para formar o tubo neural, células neuroctodérmicas migram ventrolateralmente para constituir a crista neural, entre o ectoderma superficial e o tubo neural. A crista neural logo se divide em duas massas que dão origem aos gânglios sensitivos dos nervos cranianos e espinhas. Outras células da crista neural migram do tubo neural e dão origem a varias estruturas.
Na formação dos primórdios das estruturas internas e externas essenciais que ocorrem durante o período embrionário, a fase compreendia entre a quarta e a oitava semana constitui o período mais crítico do desenvolvimento. Distúrbios do desenvolvimento nesta altura podem originar grandes malformações congênitas no embrião.
Justamente nestas duas fases, caso a gestante tenha DENGUE o embrião será afetado de forma irreversível, pela MICROCEFALIA. E, possivelmente, outras seqüelas. É também nesta etapa que, em muitos casos ocorre o aborto.
Não esquecer que, caso o embrião sobreviva, como ele, juntamente com a mãe sofreu DENGUE, então este bebe, aos 04 anos (período de imunidade natural entre uma dengue e outra) esta criança poderá sofrer outra DENGUE de conseqüências muito mais graves... Todo o bebe cuja mãe sofra esta infecção viral durante a gestação este bebe irá sofrer Dengue entre os 04 ou 05 aninhos e necessitará cuidados especiais, pois SEMPRE uma segunda Dengue cursará de forma grave, com princípios hemorrágicos de grande importância!
Notificações de abortos sofridos e as causas determinantes são, na maioria das vezes omitidas, e passam despercebidos e não notificados.

OUTRAS POSSÍVEIS E IMPORTANTES CAUSAS DA MICROCEFALIA:

Tornam-se evidentes que os elevados números de casos de MICROCEFALIA pode ainda envolver outras causas, outros determinantes. E, acredite: Os casos de MICROCEFALIA não tiveram início agora, repentinamente! Como sempre, a omissão de dados importantes costuma ocorrer e o Ministério da Saúde, como sempre, apático e omisso...  Eu pergunto: O que será da vida destas mães, destas famílias e principalmente destes bebes, vítimas inocentes, que caso sobrevivam, carregarão pela vida toda esta seqüela?

AGROTÓXICOS: São graves as conseqüências para as gestantes e toneladas de potentes venenos são despejadas sem qualquer controle, nas lavouras pelo país todo! Li vários artigos sobre o tema e um deles cito, pela importância: “ Dos 50  princípios ativos mais usados no Brasil, 22 destes estão BANIDOS em outros países”...
Esta é uma denuncia da ABRASCO- Associação Brasileira de Saúde Coletiva em dossiê que leva o título “Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde”  em 2012 fora 823.226  toneladas e continua aumentando ano após ano! A partir de 2009 o Brasil passou a ser o maior consumido de agrotóxicos no mundo!
Câncer, má formação fetal, impotência sexual, doenças cardíacas e nervosas são algumas das seqüelas citadas!

“VACINA ESTRAGADA” é outro fator comentado e imediatamente abafado pela Saúde Pública... Este deve ser apenas a “ponta do iceberg” que envolve a Saúde Pública brasileira...
Eventualmente vaza alguma informação como a que circulou dias atrás na mídia: Novamente foram descobertas toneladas de medicamentos JÁ VENCIDOS guardados em depósito e que NÃO FORAM repassados em tempo aos municípios (Mato Grosso), enquanto a população carente morre esperando pelo medicamento... Ao ir à uma unidade de saúde, com a receita a resposta é, invariavelmente a mesma: “não tem”..
Deixar vacina estragar por falta de acondicionamento adequado é um absurdo, mas acontece e muito!
Então, senhor Ministro, estou escrevendo ao senhor por que foi o único que admitiu, de certa forma, que ALGO ESTÁ MUITO ERRADO, mas, continuar sem fazer o correto irá agravar mais e mais a situação...
SUGESTÃO:

Metodologia correta, com o uso dos insumos adequados, horários e intervalos. Este trabalho sendo executada em todos os municípios, estados, durante 03 meses, observação o ano todo, repetição, se necessário, no final de 2016 ou início de 2017 e teremos qualidade de vida, o Ministério da Saúde dispõe dos insumos corretos, mas, lamentavelmente não são utilizados!
Em tempo: O que se usa atualmente em matéria de inseticida é ótimo... Para baratas, não para mosquitos!
Coloco-me a disposição para quaisquer esclarecimentos que se faça necessário.
BEATRIZ ANTONIETA LOPES
BIÓLOGA- UFMT
Especialização em ENTOMOLOGIA MÉDICA- FIOCRUZ-RJ
Acadêmica em DIREITO- ANHANGUERA

“Tudo parece impossível, até que seja feito!” Nelson Mandela

domingo, 31 de janeiro de 2016

Carta aberta ao MINISTRO DA SAÚDE:

Carta aberta ao MINISTRO DA SAÚDE:

Assunto: A GESTANTE, MICROCEFALIA E O EMBRIÃO...

Senhor Ministro!

Alguns fatores estão afetando a gestante, entre os quais, a dengue, vacinas vencidas/estragadas pela má conservação, bem como se sabe que a vacina contra a Rubéola NÃO deve ser aplicada na gestante, e outro fator MUITO MAIS GRAVE vem atingindo o embrião/feto no estágio inicial da gestação, e gerando graves anomalias no bebê, que é o uso indiscriminado de AGROTÓXICOS nas lavouras brasileiras!
Estes fatores que estão atingindo mãe e embrião, no estágio inicial da gestação, o primeiro trimestre da gestação, durante a formação do embrião criam riscos realmente altos! Más formações, deficiências graves e importantes anomalias no bebê!
No caso da gestante sofrer a infecção pelo vírus da DENGUE no primeiro trimestre da gestação os riscos são realmente altos!
Não sei qual a sua formação, senhor ministro, suponho que seja medicina, assim como acredito que o senhor possui conhecimento suficiente para saber que o que estou questionando é conhecimento cientifico, que estudo há bastante tempo, que pesquiso o inseto vetor, a patologia, o vírus envolvido, os sintomas, os fatores que agravam esta doença infecciosa!
A gestante, caso sofra DENGUE, o bebê em seu ventre estará sofrendo sua PRIMEIRA DENGUE antes ainda de nascer! Entre 04 e 05 anos poderá ser reinfectado, sofrendo então a SEGUNDA DENGUE de sua vida! Recordo ao senhor que, devido a diferentes fatores, esta segunda dengue apresenta reações bastante exacerbadas, é a “briga” entre os ANTICORPOS (defesa do organismo) lutando contra os ANTÍGENOS (vírus invasores)!
Como nas células da criança existe um registro da presença do vírus da DENGUE anterior, os anticorpos se voltam contra a célula, gerando rompimento de capilares e extravasamento do sangue no organismo...
Este extravasamento é o princípio hemorrágico que, na maioria das vezes evolui para um quadro grave, podendo levar ao óbito!
A FORMAÇÃO DO EMBRIÃO:
Placa neural, sulco neural e cristas neurais. Até estar completamente formado o embrião passa por diversas etapas: segmentação, blastulação, gastrulação, neurulação, e organogênese.
É na terceira e quarta semana que o embrião se desenvolve, a partir da placa neural, sendo este o primeiro vestígio do sistema nervoso. (neurulação). Momento crítico!
FORMAÇÃO DO TUBO NEURAL: A placa neural aparece como espaçamento do ectoderma embrionário localizado cefalicamente em relação ao nó primitivo. A placa neural é induzida a formar-se pela notocorda em desenvolvimento e pelo mesênquima adjacente. Um sulco neural, longitudinal, desenvolve-se na placa neural; o sulco neural ladeado pelas pregas neurais, que se juntam e se fundem para originar o tubo neural. O desenvolvimento da placa neural e seu dobramento para formar o tubo neural são denominados como neurulação.
FORMAÇÃO DA CRISTA NEURAL: Com a fusão das pregas neurais para formar o tubo neural, células neuroctodérmicas migram ventrolateralmente para constituir a crista neural, entre o ectoderma superficial e o tubo neural. A crista neural logo se divide em duas massas que dão origem aos gânglios sensitivos dos nervos cranianos e espinhas. Outras células da crista neural migram do tubo neural e dão origem a varias estruturas.
Na formação dos primórdios das estruturas internas e externas essenciais que ocorrem durante o período embrionário, a fase compreendia entre a quarta e a oitava semana constitui o período mais crítico do desenvolvimento. Distúrbios do desenvolvimento nesta altura podem originar grandes malformações congênitas no embrião.
Justamente nestas duas fases, caso a gestante tenha DENGUE o embrião será afetado de forma irreversível, pela MICROCEFALIA. E, possivelmente, outras seqüelas. É também nesta etapa que, em muitos casos ocorre o aborto.
Não esquecer que, caso o embrião sobreviva, como ele, juntamente com a mãe sofreu DENGUE, então este bebe, aos 04 anos (período de imunidade natural entre uma dengue e outra) esta criança poderá sofrer outra DENGUE de conseqüências muito mais graves... Todo o bebe cuja mãe sofra esta infecção viral durante a gestação este bebe irá sofrer Dengue entre os 04 ou 05 aninhos e necessitará cuidados especiais, pois SEMPRE uma segunda Dengue cursará de forma grave, com princípios hemorrágicos de grande importância!
Notificações de abortos sofridos e as causas determinantes são, na maioria das vezes omitidas, e passam despercebidos e não notificados.

OUTRAS POSSÍVEIS E IMPORTANTES CAUSAS DA MICROCEFALIA:

Tornam-se evidentes que os elevados números de casos de MICROCEFALIA pode ainda envolver outras causas, outros determinantes. E, acredite: Os casos de MICROCEFALIA não tiveram início agora, repentinamente! Como sempre, a omissão de dados importantes costuma ocorrer e o Ministério da Saúde, como sempre, apático e omisso...  Eu pergunto: O que será da vida destas mães, destas famílias e principalmente destes bebes, vítimas inocentes, que caso sobrevivam, carregarão pela vida toda esta sequela?
AGROTÓXICOS: São graves as conseqüências para as gestantes e toneladas de potentes venenos são despejadas sem qualquer controle, nas lavouras pelo país todo! Li vários artigos sobre o tema e um deles cito, pela importância: “ Dos 50  princípios ativos mais usados no Brasil, 22 destes estão BANIDOS em outros países”...
Esta é uma denuncia da ABRASCO- Associação Brasileira de Saúde Coletiva em dossiê que leva o título “Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde”  em 2012 fora 823.226  toneladas e continua aumentando ano após ano! A partir de 2009 o Brasil passou a ser o maior consumido de agrotóxicos no mundo!
Câncer, má formação fetal, impotência sexual, doenças cardíacas e nervosas são algumas das sequelas citadas!
“VACINA ESTRAGADA” é outro fator comentado e imediatamente abafado pela Saúde Pública... Este deve ser apenas a “ponta do iceberg” que envolve a Saúde Pública brasileira...
Eventualmente vaza alguma informação como a que circulou dias atrás na mídia: Novamente foram descobertas toneladas de medicamentos JÁ VENCIDOS guardados em depósito e que NÃO FORAM repassados em tempo aos municípios (Mato Grosso), enquanto a população carente morre esperando pelo medicamento... Ao ir à uma unidade de saúde, com a receita a resposta é, invariavelmente a mesma: “não tem”..
Deixar vacina estragar por falta de acondicionamento adequado é um absurdo, mas acontece e muito!
Então, senhor Ministro, estou escrevendo ao senhor por que foi o único que admitiu, de certa forma, que ALGO ESTÁ MUITO ERRADO, mas, continuar sem fazer o correto irá agravar mais e mais a situação...
SUGESTÃO:
Metodologia correta, com o uso dos insumos adequados, horários e intervalos. Este trabalho sendo executada em todos os municípios, estados, durante 03 meses, observação o ano todo, repetição, se necessário, no final de 2016 ou início de 2017 e teremos qualidade de vida, o Ministério da Saúde dispõe dos insumos corretos, mas, lamentavelmente não são utilizados!
Em tempo: O que se usa atualmente em matéria de inseticida é ótimo... Para baratas, não para mosquitos!
Coloco-me a disposição para quaisquer esclarecimentos que se faça necessário.
BEATRIZ ANTONIETA LOPES
BIÓLOGA- UFMT
Especialização em ENTOMOLOGIA MÉDICA- FIOCRUZ-RJ
Acadêmica em DIREITO- ANHANGUERA

“Tudo parece impossível, até que seja feito!” Nelson Mandela

sexta-feira, 11 de abril de 2014

DENGUE: EU BEM QUE AVISEI....

Não é simpático dizer “eu bem que avisei”, mas não é mesmo minha intenção ser simpática ou boazinha neste artigo!

Sim, venho alertando sobre os riscos e, especialmente agora que o Mato Grosso irá sediar jogos da COPA DO MUNDO, e os visitantes levarão daqui uma ‘recordação inesquecível’ uma infecção viral provocada pelo Aedes aegypti, o vetor da DENGUE...

Dor intensa, mal estar e risco de vida! Sem contar com o despreparo da Saúde Publica que a tudo atesta “é só uma virose”...

Se analisarmos alguns dados, vamos perceber que acima de 400 mil casos de DENGUE ocorreram em 2001, quase 800 mil casos em 2002 e acima de 300 mil casos em 2003= total aproximado: Um milhão e 500 mil pessoas tiveram DENGUE na EPIDEMIA que envolveu 2001 a 2003, no Brasil. (http://www.combateadengue.com.br/estatisticas-da-dengue-no-brasil/)

Todos os anos eu publico artigos questionando ações (ou melhor, FALTA DE AÇÕES), sugerindo que seja aplicada a METODOLOGIA CORRETA, mas, pergunto: Quem tem interesse em acabar com a DENGUE???

Preste atenção!  Esta lista abaixo apresenta produtos químicos para combater a DENGUE que cada Secretaria Estadual de Saúde solicita ao Ministério da Saúde, verifique que o inseticida correto e adequado para eliminar os vetores da Dengue faz parte desta lista e o MS fornece, basta solicitar!

 O GOVERNO FEDERAL via MINISTÉRIO  DA SAÚDE FORNECE!
A opção pelo produto errado é dos estados, que solicita os produtos! Observe:

Inseticidas, larvicidas e equipamentos enviados aos estados:

RONDÔNIA
9.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.000 quilos de Temephos²
3.600 quilos de Cipermetrina¹
10 nebulizadores portáteis motorizados
12 borrifadores manuais
5 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê

ACRE
7.500 cargas de Alfacipermetrina¹
1.280 litros de Deltametrina¹
15.000 quilos de Temephos²
20 quilos Diflubenzuron²

Mato Grosso
6.000 cargas de Alfacipermetrina¹
6.380 litros de Deltametrina¹
30.000 quilos de Temephos²

MATO GROSSO DO SUL
33.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.700 litros de Deltametrina¹
50 quilos de Diflubenzuron²
16.000 quilos de Temephos²
25.021 quilos de BTI²
6 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê

GOIÁS
7.500 cargas de Alfacipermetrina¹
2.100 litros de Deltametrina¹
300 quilos de Diflubenzuron²
6.000 litros de Malathion¹
170.000 quilos de Temephos²

MINAS GERAIS
106.500 quilos de Temephos²
5.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.000 litros de Deltametrina¹
8.000 litros de Malathion¹
460 quilos de Diflubenzuron²
6.000 quilos Fenitrothion¹
26 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê

SÃO PAULO
2.800 cargas de Alfacipermetrina¹
17.000 litros de Malathion¹
13.682 quilos de BTI²
4.000 quilos de Fenitrothion¹
15.0       ilos de Temephos²
08 Equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê
FONTE: SVS EM REDE é editado pelo Núcleo de Comunicação da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

*SÃO PAULO vive hoje uma monumental epidemia...Possivelmente deixou de usar o insumo ou parou de seguir a Metodologia correta!  


Os seguintes estados continuam a fazer uso de produtos comprovadamente sem eficácia (Alfacipermetrina, Cipermetrina) na eliminação do mosquito vetor da Dengue e outros vetores alados:

 Rondônia, Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás.

Se você pesquisar vai ver a situação trágica da DENGUE nestes estados! Milhares de pessoas infectadas e inúmeras mortes! Leia este parágrafo do artigo "MATO GROSSO É O QUINTO EM CASOS DE DENGUE":  
"O Acre lidera a lista, com 3.157,3 casos por 100 mil habitantes, seguido de Mato Grosso do Sul, com 2.507,8 casos/ a 100 mil habitantes. Depois aparecem: Rondônia (1.585,1 casos/100 mil hab) e Goiás (1.114,9 casos/100 mil hab). Minas aparece atrás de Mato Grosso. Estes dados se referem de 1º de janeiro até o dia 3 de abril 2011,com  447.769 casos de dengue em todo o país). http://www.mtcontradengue.com.br/blog/2010/05/mato-grosso-e-o-quinto-em-casos-de-dengue-no-brasil/#more-694)

Embora o Ministério da Saúde forneça o inseticida indicado para eliminar mosquitos É NECESSÁRIO QUE OS ESTADOS E  MUNICÍPIOS SOLICITEM!

Caso contrário é fornecido apenas Piretróides, que só espantam temporariamente o inseto, que depois, retornam ‘com tudo'!

Como o inseto ‘desaparece' por 03 dias e depois retorna, alguns costumam afirmar erroneamente que ‘o inseto criou resistência', quando a verdade é outra: Uso de produtos inadequados!

Outra afirmativa equivocada é esta, "A estratégia de prevenção de dengue tem se baseado no controle do vetor, com ênfase ao uso de inseticidas. Este tipo de controle, quando utilizado por longos períodos, pode ter sua eficácia comprometida devido ao surgimento de resistência dos vetores aos inseticidas utilizados'.
 Insisto:
"Não basta usar o produto correto. É necessário fazer o uso correto, obedecer às dosagens, aplicações e intervalos! Importante: O horário dever ser: Pela manhã, das 06 horas até no máximo 08 horas. À tarde, das 17 horas até as 19,30 horas".


O Brasil está vergonhosamente dominado pelos vetores!
                                             Aedes aegypti, vetor da DENGUE
Praticamente todos os estados brasileiros estão ‘tomados' pelos insetos vetores, que continuam a fazer vítimas ano após ano, devido a inoperância e incompetência de gestores que assumem cargos políticos e não possuem a formação necessária para determinar as ações corretas para o desenvolvimento do trabalho gerando o quadro caótico que ai está!

Especificamente falando sobre o Mato Grosso, o caos na Saúde Pública é o reflexo da atuação de gestores aleatoriamente ‘alçados' a cargos críticos e importantes na área de saúde e o resultado é este que acompanhamos no dia a dia do cidadão que, não tendo uma Saúde Pública Preventiva funcionando vai cair na rede da Saúde Pública Curativa...

Um estado que não investe em Saúde Preventiva vai ter uma população com diferentes e alguns graves problemas que buscarão a Saúde Curativa! E irão encontrar o que?

Saúde sucateada, deficiente, postos de saúde sem médico, um Pronto Socorro superlotado... Aliás, aqui no Mato Grosso que encontrei pacientes "internados" durante meses, aguardando atendimento cirúrgico! Havia aprendido que o "pronto socorro" era para atender a urgência/emergência e, havendo necessidade, internar o paciente em hospital para o tratamento necessário...
Dados atualizados podem fazer o MT subir no Ranking...
Lendo o título do artigo "MATO GROSSO É O QUINTO EM CASOS DE DENGUE", e ouvindo certas ‘ôtoridades da saúde' alegarem, para disfarçar a incompetência, que ‘tem dengue no Brasil todo' eu questiono:

Por que não fazer o certo e servir de exemplo? Ou então, não sabendo como fazer pode COPIAR de quem sabe...

Alguns municípios do estado de São Paulo aplicam Malathion/Fenitrothion corretamente e é claro, funciona!

Outras cidades insistem em utilizar Piretróides e justificam o fracasso na eliminação do vetor: "o inseto adquiriu resistência"... Uma esfarrapada e equivocada desculpa para o descaso!


 ATENÇÃO: Não basta usar o Malathion! Deve ser aplicado corretamente, com os intervalos, dosagens e horários adequados!



                                                                                                                                                                                      
Assunto do próximo artigo:


      


                                                                                                  FLEBÓTOMO/ LEISHMANIOSE
              

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

DENGUE: À ESPERA DE UM MILAGRE

Os sucessivos equívocos cometidos sugerem isto.
As ações distorcidas nesta área são visíveis através dos números de casos, que só aumentam na maioria das cidades em todos os estados brasileiros, nas sucessivas epidemias de Dengue.
Outra terrível patologia em alta é a Leishmaniose, com números aumentando de forma preocupante, envolvendo casos de extrema gravidade.
O sistema público de saúde transfere a culpa das falhas cometidas para a população, que, agredida pelo mosquito e por estas acusações, fica a mercê de um milagre...
Ambientalistas dizem que a culpa toda é do aquecimento global, e, enquanto isso, o mosquito domina tudo, infectando milhares de pessoas a cada ano com um crescente número de óbitos.
Mas, o mais provável, a causa principal mesmo, seja a negligência e incompetência das autoridades envolvidas, tanto na prevenção quanto no combate e no tratamento dos pacientes infectados.
Depois da descentralização do controle, que era Federal, foram transferidas aos estados e municípios as ações de combate aos vetores, provocando o que temos ai: descontrole total!
Como bióloga que acredita na vida e que luto por ela, pergunto: onde estão os ecologistas que condenam o uso do inseticida correto para a eliminação dos vetores patogênicos, que fecham comodamente os olhos (e a boca) ante os milhões de toneladas de agrotóxicos pulverizadas nas lavouras?
Outro importante enfoque é o do Dr. Renan Marino, de Rio Preto-SP, alertando que o tratamento curativo da Dengue está matando a população, pois o uso excessivo do paracetamol, de alta ação tóxica ao fígado, já afetado pela Dengue(...). (CMI-CENTRO DE MÍDIA INDEPENDENTE).
Isto se pode confirmar acessando o site do CEATOX, onde o presidente do órgão, o doutor Anthony Wong fala sobre a agressão causada ao fígado pelo uso do paracetamol e, aproveito para recordar a presença desse princípio ativo em uma infinidade de medicamentos para dor, febre e gripe, à venda em ‘qualquer esquina’.

GESTANTES E DENGUE

No Rio de Janeiro, em 2002, mãe e bebê morreram de dengue no Hospital Estadual Azevedo Lima e, novamente outra gestante, em 2008, no 7º mês de gestação, morreu junto com seu bebê tão sonhado. E esses são apenas dois relatos, mas o número de casos não divulgados é bem maior.
A propósito, em antigos artigos já alertava que, a gestante, ao sofrer Dengue, seu filho está tendo a 1ª Dengue de sua vida, no que fui contestada, mas a realidade é esta: gestante ao ter dengue seu bebê também está sendo infectado e, aos 04 anos, poderá ter dengue novamente, a que será a segunda dengue de sua vida, com maior risco hemorrágico, portanto.
Está na hora de mudar enfoques equivocados e idéias milagreiras tipo ‘mosquitoeiras’. Se fosse rato, vá lá, mas mosquito!... Larvicida só funciona no local onde é colocado. E os milhares de criadouros que existem nos terrenos baldios? Circo montado em dia “D”, folhetos, etc., isto serve para “mostrar serviço”, mau serviço!
Se for feito uma análise, o oba-oba do tal dia “D” (afinal, no Brasil tem dia pra tudo), este dia sempre ocorre depois de centenas de pessoas terem sido infectadas. Assim, logo sai na mídia a redução dos números de casos, o que não é devido às ações do dia “D”, mas, sim, porque quem teve a dengue só irá ter novamente, depois de 4 ou 5 anos. Mas a mídia, mal informada, costuma publicar declarações tipo “caiu 80, 90 ou outro percentual qualquer, o número de casos de dengue”.... O que é desinformação.
Está certo o epidemiologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Roberto Medronho, que disse não querer ver chegar o fim da epidemia (2008) ouvindo as autoridades dizendo “que as medidas tomadas foram fundamentais para conter o surto”, pois, para ele, todas têm sido insuficientes para controlar a pior crise da história do país, devido ao Aedes aegypti.
Com isso parece claro que se não for feito o que tem de ser feito (usar o fumacê da maneira correta), novas e cruéis epidemias se aproximam...
Acabo de receber um e-mail do doutor Julio Castro, outro pesquisador do assunto, enviando noticias de “dengue em Santa Cruz de La Sierra”, que, pelos números relatados, se trata de uma epidemia de grandes proporções, fato que estaria deixando o MS brasileiro “em alerta”... Interessante se preocupar com os mosquitos dos outros! Temos aqui o suficiente, se preocupem, pois, com a eliminação deles!
E, daí sim, passe-se a prestar ajuda – recomendável – aos vizinhos, sem usar do problema deles para justificar o nosso.