Mostrando postagens com marcador saúde preventiva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saúde preventiva. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ISTO É UM ABSURDO COMETIDO CONTRA A POPULAÇÃO!



Preste atenção!  Esta lista abaixo apresenta produtos químicos para combater a DENGUE que cada Secretaria Estadual de Saúde solicita ao Ministério da Saúde, verifique que o inseticida correto e adequado para eliminar os vetores da Dengue faz parte desta lista e o MS fornece, basta solicitar!
Inseticidas, larvicidas e equipamentos enviados aos estados
Rondônia
9.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.000 quilos de Temephos²
3.600 quilos de Cipermetrina¹
10 nebulizadores portáteis motorizados
12 borrifadores manuais
5 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê
Acre
7.500 cargas de Alfacipermetrina¹
1.280 litros de Deltametrina¹
15.000 quilos de Temephos²
20 quilos Diflubenzuron²
Mato Grosso
6.000 cargas de Alfacipermetrina¹
6.380 litros de Deltametrina¹
30.000 quilos de Temephos²
Mato Grosso do Sul
33.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.700 litros de Deltametrina¹
50 quilos de Diflubenzuron²
16.000 quilos de Temephos²
25.021 quilos de BTI²
6 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê
Goiás
7.500 cargas de Alfacipermetrina¹
2.100 litros de Deltametrina¹
300 quilos de Diflubenzuron²
6.000 litros de Malathion¹
170.000 quilos de Temephos²
Minas Gerais
106.500 quilos de Temephos²
5.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.000 litros de Deltametrina¹
8.000 litros de Malathion¹
460 quilos de Diflubenzuron²
6.000 quilos Fenitrothion¹
26 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê
São Paulo
2.800 cargas de Alfacipermetrina¹
17.000 litros de Malathion¹
13.682 quilos de BTI²
4.000 quilos de Fenitrothion¹
15.000 quilos de Temephos²
8 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fuma
FONTE: SVS EM REDE é editado pelo Núcleo de Comunicação da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
Os seguintes estados continuam a fazer uso de produtos comprovadamente sem eficácia (Alfacipermetrina, Cipermetrina) na eliminação do mosquito vetor da Dengue e outros vetores alados:
 Rondônia, Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás.
Se você pesquisar vai ver a situação trágica da DENGUE nestes estados! Milhares de pessoas infectadas e inúmeras mortes! Leia este parágrafo do artigo “MATO GROSSO É O QUINTO EM CASOS DE DENGUE”:

O Acre lidera a lista, com 3.157,3 casos por 100 mil habitantes, seguido de Mato Grosso do Sul, com 2.507,8 casoas/ a 100 mil habitantes. Depois aparecem: Rondônia (1.585,1 casos/100 mil hab) e Goiás (1.114,9 casos/100 mil hab). Minas aparece atrás de Mato Grosso.Estes dados se referem de 1º de janeiro até o dia 3 de abril 2011,com  447.769 casos de dengue em todo o país). http://www.mtcontradengue.com.br/blog/2010/05/mato-grosso-e-o-quinto-em-casos-de-dengue-no-brasil/#more-694)
Embora o Ministério da Saúde forneça o inseticida indicado para eliminar mosquitos É NECESSÁRIO QUE O ESTADO E OS MUNICÍPIOS SOLICITEM!
Caso contrário é fornecido apenas Piretróides, que apenas espantam temporariamente        o inseto, que depois, retornam ‘com tudo’!
Como o inseto ‘desaparece’ por 03 dias e depois retorna, alguns costumam afirmar erroneamente que ‘o inseto criou resistência’, quando a verdade é outra: Uso de produtos inadequados!
Outra afirmativa equivocada é esta, “A estratégia de prevenção de dengue tem se baseado no controle do vetor, com ênfase ao uso de inseticidas. Este tipo de controle, quando utilizado por longos períodos, pode ter sua eficácia comprometida devido ao surgimento de resistência dos vetores aos inseticidas utilizados’.
Não basta usar o produto correto. É necessário fazer o uso correto, obedecer às dosagens, aplicações e intervalos! Importante: O horário dever ser: Pela manhã, das 06 horas até no máximo 08 horas. À tarde, das 17 horas até as 19,30 horas.

O Brasil está vergonhosamente dominado pelos vetores!
Praticamente todos os estados brasileiros estão ‘tomados’ pelos insetos vetores, que continuam a fazer vítimas ano após ano, devido a inoperância e incompetência de gestores que assumem cargos políticos e não possuem a formação necessária para determinar as ações corretas para o desenvolvimento do trabalho gerando o quadro caótico que ai está!
Especificamente falando sobre o Mato Grosso, o caos na Saúde Pública é o reflexo da atuação de gestores aleatoriamente ‘alçados’ a cargos críticos e importantes na área de saúde e o resultado é este que acompanhamos no dia a dia do cidadão que, não tendo uma Saúde Pública Preventiva funcionando vai cair na rede da Saúde Pública Curativa...
Um estado que não investe em Saúde Preventiva vai ter uma população com diferentes e alguns graves problemas que buscarão a Saúde Curativa! E irão encontrar o que?
Saúde sucateada, deficiente, postos de saúde sem médico, um Pronto Socorro superlotado... Aliás, aqui no Mato Grosso que encontrei pacientes “internados” durante meses, aguardando atendimento cirúrgico! Havia aprendido que o “pronto socorro” era para atender a urgência/emergência e, havendo necessidade, internar o paciente em hospital para o tratamento necessário...
Lendo o título do artigo “MATO GROSSO É O QUINTO EM CASOS DE DENGUE”, e ouvindo certas ‘ôtoridades da saúde’ alegarem, para disfarçar a incompetência, que ‘tem dengue no Brasil todo’ eu questiono:
Por que não fazer o certo e servir de exemplo? Ou então, não sabendo como fazer pode COPIAR de quem sabe...
Alguns municípios do estado de São Paulo aplicam Malathion/Fenitrothion corretamente e é claro, funciona!
Outras cidades insistem em utilizar Piretróides e justificam o fracasso na eliminação do vetor: “o inseto adquiriu resistência”... Uma esfarrapada e equivocada desculpa para o descaso!






quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A SAÚDE QUE MERECEMOS

Ocorreu, dias atrás, uma “passeata de desagravo” aos profissionais da saúde. Correto! Pois eles realmente trabalham! Aliás, grande maioria trabalha em condições adversas, sem meios ou materiais para proporcionar o atendimento que a população tem direito!

Médicos em número insuficiente para receber não só a demanda que ocorre no município, parte devido aos desmandos na condução das ações necessárias e essenciais ao atendimento a que o cidadão tem direito, mais os pacientes oriundos dos municípios vizinhos em função do Consórcio de Saúde.

Funcionários da saúde ficam de “mãos amarradas”, sem ter o que fazer frente às centenas de pessoas que buscam atendimento.

Tristes casos ocorrem, como o daquela jovem que chegou cedo ao PA, passando mal, com muita dor e ficou esperando atendimento até à noite, quando morreu! E por um problema tão simples: apendicite.

Puxando a passeata, uma das coordenadoras da saúde, que há muito colocada à frente no controle das doenças causadas por vetores (Dengue, Leishmaniose, Calazar), se registrando muitas ações equivocadas na condução do combate deles, falhas determinantes a que muitas pessoas tivessem dengue, ocasionando vários óbitos.

E o mais grave: o Flebótomo, responsável pela Leishmaniose, que fez várias vitimas fatais em Rondonópolis, continua se reproduzindo e infectando pessoas, silenciosamente. E, às vezes, até que a doença seja descoberta, a evolução poderá ser fatal.

Há muito tempo venho pedindo providências em relação aos vetores patogênicos ao homem e animais domésticos (como é o caso dos milhares de cães infectados pela Leishmaniose e sacrificados, eles que são também vitimas inocentes, como nós).

A população de Rondonópolis tem direito à saúde e este direito passa pelo controle de vetores que deveriam ser eliminados garantindo assim uma vida mais saudável à população.

Pergunto: depois de eliminar o último cão de nosso município, seguindo seu raciocínio, partirá para a eliminação dos animais silvestres ou selvagens, muito próximos de nós? Gambás (marsupiais) são reservatórios para as Leishmânias, nos quais o inseto se alimenta e, depois, ao alimentar-se com o sangue canino ou humano irá disseminar a doença.

Depois irá derrubar cada árvore dos quintais, das ruas de nossa cidade? Porque sob elas caem folhas onde as larvas do Flebótomo vetor da Leishmaniose prolifera!

E depois, dona Rosana, fará o que mais? Afinal a senhora foi quem esteve à frente dessas ações na saúde ao longo desses anos...

Não estou criticando, estou apontando as falhas, não sem mostrar onde está o erro; a prova é o PROJETO RONDONÓPOLIS SEM DENGUE, que protocolei encaminhado ao senhor prefeito municipal, bem como vários ofícios solicitando e sugerindo providências. Entrei com denúncia na promotoria pública e a prefeitura fez uma “parceria” com a promotoria. Outros óbitos ocorreram, e muitas pessoas estão infectadas.

Finalmente entrei com um pedido na Justiça Federal contra o Ministério da Saúde, pois tanto o estado como o município dizem que cumprem normas do ministério (e este, de acordo com ofício que recebi do Gabinete Pessoal do Presidente da República, explica que “conforme determina nossa Constituição, o chefe do Executivo Federal não pode interferir em questões administrativas dos municípios.”), mas ainda não sei quais providências foram tomadas.

Assim em vez dos inúmeros e seqüenciais, digamos “equívocos”, a coisa certa seria, pura e simplesmente, ELIMINAR O MOSQUITO VETOR, seja ele o da Dengue, da Leishmaniose ou outros que por ai estão proliferando, se adotando procedimentos adequados. Ou matar a tapas...

Com referência aos inseticidas errados, inadequados, “preconizados” pelo Ministério da Saúde, eu gostaria de saber: eles são Deus e temos de aceitar suas determinações sem questioná-las? Não, senhora, não é assim! De minha parte, digo “amém” somente em minhas orações...

Já escrevi e volto a repetir: Rondonópolis poderia ser exemplo em Saúde Pública para muitos outros lugares!

Que saúde é essa que a senhora apregoa d. Rosana? É essa saúde em que a senhora esteve à frente ao longo desses últimos anos?

Não d. Rosana, isto não é saúde! A saúde que queremos para nós e para nossas famílias é bem diferente....

Na falta de ações concretas e corretas para garantir à população um nível saudável de vida, e a isto se chama Saúde Preventiva, o município, o estado e a federação arcam com os custos da Saúde Curativa, o que não é, de forma alguma, o desejado!

Em RADIS (publicação sobre saúde da FIOCRUZ) 08/ 2008 o deputado Jofran diz, com ironia: “A saúde não tem preço, mas tem custo” e eu concordo. Mas as verbas destinadas à saúde deveriam ser aplicadas na saúde!

Essa edição de RADIS foi comemorativa aos 20 anos da Constituição, e na pagina 25 publica o capítulo da saúde, que inicia com o Art.196: “A saúde é direito de todos e dever do Estado (governos municipais, estaduais e federal), garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução de risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.

A impressão que tenho é a de que está ocorrendo um sério desvio, pois quando se fala de políticas de saúde é os cuidados básicos a que tem direito o cidadão e não se trata de fazer “política na saúde” como ocorre hoje.

A população tem direito ao acesso à saúde com dignidade; o local deveria ser higienizado; pintura suja e descascada não é o padrão aceito pela vigilância sanitária, que aplica pesadas multas em clínicas particulares que não estejam adequadas aos padrões exigidos.

Para o visual político das propagandas percebemos que alguns locais (Secretaria Municipal de Saúde) receberam um colorido novo “prá ficar bonito na foto”... Mas a população necessita com urgência de providências tais como médicos suficientes no atendimento para não ultrapassar 01 hora de espera. Precisa de um trabalho eficiente na eliminação dos vetores patogênicos à saúde e assim não haverá superlotação nos postos de atendimento médico e hospitais. Melhorias mais efetivas no trânsito para reduzir o número bastante alto de acidentes com feridos graves e elevado número de óbitos.

E assim, cara senhora, teremos uma população saudável e uma vida melhor.

BEATRIZ ANTONIETA LOPES
BIÓLOGA com especialização em ENTOMOLOGIA MÉDICA

bia_utopia@yahoo.com.br ou bialolara@gmail.com