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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

PESQUISA NO BRASIL: A ARANHA, A ZICA, DENGUE, CHIKUNGUNYA



Tudo o que estou ouvindo (a contragosto) sobre esta patologia, vetorada pelo Aedes aegypti e que já recebeu, ao longo dos séculos as mais diferentes denominações, atualmente é chamada de “zica”.
*Significado do Nome Zica- Dicionário.
s.f. Brasil. Gíria. Informal. Designação comum que denota azar, falta de sorte, infortúnio: “hoje aconteceu tanta coisa ruim que preciso dormir para me livrar desta zica”!
Imagino que, algum ‘pesquisador’ ao perceber que algo não deu certo deve ter dito isto e quem ouviu e saiu divulgando é o mesmo tipo de pessoa que antes denominava de “virose” toda e qualquer patologia mal investigada...

uma importante pesquisa brasileira:

A ARANHA

Certa vez um grupo de pesquisadores se reuniu para realizar pesquisas sobre um espécime de ARANHA.
Fotografaram, filmaram, fizeram anotações e gravações frenéticas durante longas horas, observando a ARANHA que andava de lá para cá, dentro do recipiente de vidro...
Sábios e possuidores de notável inteligência (assim se consideravam eles) depois de muito olhar decidiram remover uma das perninhas da ARANHA depois disseram:
---Anda! E ela andou, quase sem dificuldades... Mais discussões e anotações!
No dia seguinte, lá estava ela, andando dentro do recipiente, quase tranquilamente. Claro, ela mancava um pouco, mas como ARANHAS possuem 04 pares de pernas, das 08 sobraram sete...
Neste dia a reunião e as discussões se prolongaram praticamente o dia todo, enquanto a ARANHA digeria uma mosca que lhe serviram como almoço.
No final do dia e da exaustiva reunião, a decisão já estava tomada: Prosseguindo as experiências, iriam arrancar DUAS perninhas da ARANHA, no dia seguinte!
Cedo, todos de jalecos brancos, gorros e máscaras cirúrgicas dirigiram-se para o laboratório, olharam um longo tempo para a criatura dentro do recipiente, que também os observava com seus 04 pares de olhinhos (08 olhos no total)...
O Chefe da equipe deu novamente a ordem:
---Anda! E ela andou... Eles se entreolharam, cheios de sabedoria, repletos de saber!
Então o Chefe da equipe de pesquisa apanhou a ARANHA e removeu DUAS perninhas, com precisão cirúrgica, colocando a paciente ARANHA novamente em seu recipiente e ordenou:
---Anda! A pequena criatura pareceu hesitar, depois andou, com certa dificuldade, enfim, tinha ainda 05 patinhas, até o almoço que estava servido, outra mosca, e comeu lentamente...
Dias e dias se passaram e os ‘pesquisadores’ observavam  muitas anotações frenéticas, muita troca de olhares entre eles...
O Chefe da equipe, coça a barba branca, e os componentes da equipe, coçam a cabeça, se olham, enfim, estão quase a descobrir o que tanto pesquisam...
O chefe, com toda a sabedoria, ordena:
---Anda, aranha!
E ela andou, com certa dificuldade.
Foi então, removida do recipiente e sem anestesia, removeram 03 perninhas! Recolocada no lugar, novamente a ordem:
---Anda, aranha! Com apenas 02 pernas (ou seriam braços?) dianteiras, depois de uma relativa demora, arrastando a bunda, ela se movimentou, lentamente, por um motivo que os deixou eles perplexos, recusou o almoço, que era uma apetitosa mosca...
No laboratório só se escutava o ruído das anotações (alguns utilizando o Laptop), outros, no entanto preferiam rabiscar no papel o relato das conclusões, sentindo que estavam a cada momento mais próximo da descoberta da verdade...
Era o último dia da pesquisa, inclusive a coletiva de jornalistas já estava agendada, seria ao final da tarde, a glória total da descoberta importantíssima para a CIÊNCIA!
Cedo, reuniram-se os estudiosos, para as conclusões  finais. Novamente o Chefe da equipe, cerimoniosamente, já todos devidamente paramentados, diga-se com novos jalecos fabricados às pressas, caríssimos, mas extremamente necessários, foram produzidos inclusive sem licitação, (enfim, o fabricante era, salvo engano, filho do presidente da instituição de pesquisa governamental),pela importância do momento, as coisas foram assim decididas as pressas...
O Chefe da equipe de pesquisa observou, ele e toda a equipe, a paciente ARANHA, objeto da pesquisa enquanto ela, a ARANHA, um tanto pálida, com profundas olheiras, nos 04 pares de olhinhos, os observava atentamente...
Então o Chefe da equipe, disse:
---Anda, aranha! Ela apenas observava, com certo ar interrogativo.
E o chefe gritou:
---ANDA, ARANHA! E nada! Ele curvou-se sobre o recipiente e tornou gritar mais alto:
---ANDA, ARANHA! E ela lentamente usando as patinhas e arrastando a bunda com relativa dificuldade...
Troca de olhares, anotações e finalmente a paciente e pálida ARANHA foi removida para a mesa de cirurgia, onde o importante Chefe de equipe remove com precisão cirúrgica, as duas ultimas perninhas da ARANHA!
Suspense total! Novas trocas de olhares entre a equipe, enquanto o Chefe de equipe ordena:
---Anda, ARANHA! Mas ela permanece totalmente imóvel. E ele grita, autoritário como todo o chefe:
---Anda, ARANHA!
E nada, nenhuma reação por parte da aranha! Então ele grita ainda mais alto:
---ANDA, ARANHA! Nada, nenhuma reação, apenas os 04 pares de olhos olhando para o nada...
Entreolham-se, anotações rápidas, balançam a cabeça, afirmativamente, felizes com a descoberta:

A ARANHA, sem pernas, fica completamente SURDA!
E dirigem-se para o auditório, responder as perguntas dos repórteres, gravação e filmagens...
Se gostarem ou não da história, não interessa, a realidade é esta.
A pesquisa brasileira (salvo raras exceções) é o que acompanhamos na mídia, mídia esta que parece haver recebido um “protocolo governamental” para repetir de forma automática e robotizada “a zica, a chikungunya, a dengue”...
A patologia, de origem viral é vetorada pelo mosquito, Aedes aegypti. Já recebeu muitos nomes diferentes ao longo dos tempos...
A pesquisa brasileira (salvo raras exceções) é o que acompanhamos na mídia, mídia esta que parece haver recebido um “protocolo governamental” para repetir de forma automática e robotizada “a zica, a chikungunya, a dengue”...
Raras pessoas questionam. Outras, no entanto, anunciam orgulhosas, em entrevistas aleatórias, “estou com zica”...
Burrice coletiva! Seriam então seguidores de ordens da ilustre presidente?
Esta busca, ferrenhamente, fazer crer que o mosquito está incriminado com o surgimento de centenas de casos de MICROCEFALIA. É assustador acompanhar algumas notícias onde médicos SE CALAM e se OMITEM e outros, ficam repetindo baboseiras sem medidas, envolvendo algo tão grave como o que está ocorrendo em algumas regiões do país!
O Brasil, país essencialmente tropical, é bastante propício a Patologias de Origem Tropical. Médicos infectologistas carregam um fardo pesado, de responsabilidade, frente aos casos graves de doenças infecciosas pela TOTAL FALTA DE MEDICINA PREVENTIVA!
E o que o país oferece? Poucos profissionais, atendimento deficiente nas frentes de atendimento, que realizam mal e precariamente a MEDICINA CURATIVA, que sequer ameniza a situação caótica da Saúde Pública brasileira!

Beatriz Antonieta Lopes
Bióloga-UFMT
Especialização em Entomologia Médica-  FIOCRUZ

Acadêmica em Direito - Anhanguera

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

DENGUE 4 NO BRASIL

A notícia, da Agencia Estado, que publica questionamento da população, sob o titulo: “Sociedade questiona governo e diz que vírus 4 da dengue está no Brasil desde os anos 80” Agencia Estado-AE


O presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), Marcelo Simão Ferreira, disse acreditar que o sorotipo 4 do vírus da dengue "entrou há muito tempo" no país.

Realmente ele tem razão, sobre a presença do vírus no Brasil, apenas é necessário fazer uma ressalva: O vírus ‘não entrou no país’! São pessoas sobreviventes, (poucas) que já tiveram o4 vezes a Dengue!

Já nos anos 80 pessoas que haviam sofrido uma, duas, três vezes a Dengue e sobreviveram, estes, no caso estão sofrendo novamente a DENGUE, e, caso sejam feitos os exames agora, (Sorologias COM Isolamento viral) certamente será detectado o Sorotipo 4.

Diz ainda, sobre sorologias de dengue 4: "sempre esteve lá, desde os anos 80, mas não se detecta porque são casos esporádicos". Ora, muitos não resistiram a uma 2ª Dengue...

Isto é tão evidente que me pergunto:

“O que estão fazendo os virologistas, infectologistas, enfim, os pesquisadores de área, que estão nos laboratórios de pesquisa nas diferentes instituições espalhadas pelo país, que não conseguem observar o óbvio?” Por que ninguém analisa esta informação de forma adequada?

Lamentavelmente são grupos fechados que não permitem o acesso de quem estuda e tem interesse em esclarecer este detalhe, fundamental para a pesquisa de uma vacina, embora eu acredite que o melhor mesmo seria mudar a metodologia e os inseticidas, eliminar o este vetor e outros vetores que retornaram: o da Leishmaniose, da Malária, elefantíase etc.

"Ministério da Saúde está enrolando", diz ainda o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcelo Simão Ferreira, em referencia ao fato de que já havia sido encontrado este resultado de sorotipo 4, em Boa Vista-RR.

Concordo plenamente com esta afirmativa e acrescento ainda que tem mais ‘enrolação’ de parte do ministério da saúde: Por que continuam usando produtos ineficientes no combate ao mosquito vetor? Por que continuam comprando e estimulando o uso do paracetamol, apesar dos problemas graves provocados por este medicamento?

Já o Ministério da Saúde emitiu alerta a todos os Estados sobre quatro casos suspeitos de contaminação pelo sorotipo 4 do vírus da dengue em Boa Vista (RR), depois de 28 anos... Minha explicação ao MS é a mesma: Estas pessoas já haviam sofrido dengue por três vezes anteriormente e agora o mosquito, presença constante em nosso país, picou e transmitiu o vírus da dengue novamente, e o Isolamento Viral detectou a quarta dengue do paciente e não um NOVO VÍRUS como querem fazer crer!

Durante as atividades de fusão viral o receptor do vírus se liga ao receptor da célula e, por endocitose penetra na célula, iniciando a replicação. O vírus da dengue/febre amarela (Flavivírus) possui filamento único de Ácido Ribonucléico positivo (RNA +), com envoltório. Durante a estratégia de entrada na célula ocorre o desenvelopamento e o início da replicação.

Com a entrada do antígeno (vírus) os anticorpos são ativados, iniciando as reações: Febre, calafrios, cefaléia intensa, dor no fundo do olho, dor nos ossos e articulações. Estas reações ocorrem durante a primeira infecção e, dependendo das condições de saúde do indivíduo pode ser um mal estar de alguns dias, podendo ser confundido com um simples resfriado.

Já a segunda infecção os sintomas são mais fortes: Além do mal estar descrito acima o sistema imune possui o registro da Dengue anteriormente sofrida e a ação dos anticorpos é rápida, atacando os antígenos, mas volta-se também contra o registro da memória celular atacando as células, (lesão do endotélio vascular) e isto faz com que se inicie um princípio hemorrágico (processo imune e inflamatório) que, se não controlado adequadamente, poderá se encaminhar para um quadro de choque e o óbito!

A terceira infecção caso o paciente esteja em boas condições físicas e receba atendimento adequado, poderá evoluir lentamente para a melhora. Este paciente terá maiores chances não tendo usado o princípio ativo paracetamol/Tyllenol, pois seu fígado não estará fragilizado pela agressão deste medicamento.

Muito bem: 12 anos ou mais, depois da primeira Dengue, este ‘sobrevivente’ volta a ter a doença! É a sua quarta infecção pelo vírus da Dengue. Na Sorologia com o Isolamento Viral irá acusar DEN 4, o que não quer dizer que exista um mosquito, com um ‘crachá’ com os dizeres: Sou o mosquito do vírus 4!

SINAIS DE ALARME E URGENTE ATENÇÃO MÉDICA

Os “sinais de alarme”, citados em diversos manuais de tratamento, a saber: dor abdominal intensa, vômitos freqüentes, agitação psicomotora/sonolência e palidez cutâneo-mucosa. Estes sinais que podem surgir já na primeira dengue e pode estar ligados ao fato do paciente estar fazendo uso de medicamento que contenha o princípio ativo AAS (Acido Acetil Salicílico) ou outros medicamentos anticoagulantes, muito utilizados em pacientes cardíacos.

Seja a primeira, segunda, terceira ou quarta DENGUE a atenção médica adequada é fundamental para salvar a vida!

O Brasil, um país tropical é altamente propício a estas Patologias Tropicais e cada profissional da área de saúde deve suspeitar e solicitar os exames necessários para comprovar ou descartar a Dengue!