Mostrando postagens com marcador Ministério da Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ministério da Saúde. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 18 de março de 2014

DENGUE: AQUI OS GRANDES EQUÍVOCOS

Bia Lopes:
De tantos absurdos em relação à DENGUE, este é impressionante!

“Militares das Forças Armadas atuam na eliminação de focos de dengue no setor de indústria de Ceilândia, no Distrito Federal, onde foram identificados vários criadouros do mosquito vetor da doença”.
Não, não estou ficando louca! Questiono é o TIPO DE AÇÕES e a TOTAL falta de ESTRATÉGIA!
O horário das ações: Ao nascer (5:30) e ao pôr do sol (6:00).
O uso do fumacê (mas o artigo não esclarece se foram utilizados os insumos corretos, Malathion e o Óleo Mineral)
Deve (deveria ser aplicado em TODA a cidade, bairro a bairro, com intervalos de 05 a 07 dias entre uma aplicação e outra, durante 03 meses). Isto a notícia não esclarece...
Já sugeri ações envolvendo Exército, Marinha, Aeronáutica, Bombeiros, Polícias Rodoviária, Civil e Militar... Exagero meu? Não, em absoluto! Mas a confusão é pensar que eles devem  sair de quintal em quintal catando latinhas!

Devem sim é acompanhar, orientar sobre a importância da aplicação do “fumacê”, obter a permissão “por bem ou” para o acesso às comunidades de difícil acesso...
Este trabalho deve se supervisionado e orientado por Engenheiro Agrícola e um Químico com amplo conhecimento em inseticidas (JAMAIS um ‘indicado político’ qualquer...)

Aqui um erro de avaliação:

“Depois de registrar aumento de mais de 706% no número de casos confirmados de dengue em 2013, o DF apresentou queda de 69,8% na primeira quinzena de 2014, em comparação com o mesmo período do ano passado”.
Eu explico: O aumento até atingir o espantoso percentual de 706% deve-se evidente a novos infectados somados a outro já em sua 2a Dengue, 3a Dengue, 4a Dengue...

AQUI OS GRANDES EQUÍVOCOS:

Está faltando JORNALISMO INVESTIGATIVO!   Veja só: “ o DF apresentou queda de 69,8% na primeira quinzena de 2014, em comparação com o mesmo período do ano passado”. Quando uma notícia é assim divulgada PARECE que alguma coisa mágica foi feita, que resolveu o problema... E NÃO É VERDADE! Na verdade, o percentual de pessoas QUE NÃO sofrerão Dengue nos próximos 04 anos é o número de infectados que TEVE dengue em 2013 e 2014. Poderá até diminuir estes números (não acredito muito), pois novas pessoas serão infectadas, PELA FALTA DE AÇÕES, ou pela execução de AÇÕES EQUIVOCADAS!!!  Bia

 Atualizado em 18/03/2014 13h12

a notícia:

"No 1º bimestre, DF fica em 9º lugar em casos de dengue, diz ministério
Mais de 1,4 mil casos da doença foram registrados em janeiro e fevereiro.
No mesmo período, país teve 87 mil casos, 80% menos do que em 2013".
Filipe Matoso Do G1 DF


Casos de dengue caem 80% no 1º bimestre de 2014, diz ministério
Casos de dengue aumentam 749% no DF em 2013, diz Saúde
O Distrito Federal ficou em nono lugar no ranking nacional de municípios que registraram casos de dengue no primeiro bimestre deste ano, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (18) pelo Ministério da Saúde. No total, foram notificados 1.483 casos no período.
De acordo com o ranking do governo federal, em todo o país foram registrados 87 mil casos no primeiro bimestre deste ano, o que representou diminuição de 80% na comparação com o mesmo período no ano passado. O estado com a maior incidência de casos da doença foi Goiás.
No total, foram analisados, segundo o ministério, 1.459 municípios. De acordo com a pasta, o levantamento apontou que 321 cidades brasileiras estão em situação de risco, 725 em situação de alerta e 413 em situação considerada satisfatória. O percentual de municípios identificados em situação de risco foi de 22% em 2014. No mesmo período de 2013, o índice era de 27%.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Isto é um absurdo cometido contra a população!

Preste atenção!  Esta lista abaixo apresenta produtos químicos para combater a DENGUE que cada Secretaria Estadual de Saúde solicita ao Ministério da Saúde, verifique que o inseticida correto e adequado para eliminar os vetores da Dengue faz parte desta lista e o MS fornece, basta solicitar!

 GOVERNO FEDERAL- MINISTÉRIO  DA SAÚDE FORNECE!
A opção pelo produto errado é dos estados, que solicita os produtos! Observe:

Inseticidas, larvicidas e equipamentos enviados aos estados 

Rondônia
9.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.000 quilos de Temephos²
3.600 quilos de Cipermetrina¹
10 nebulizadores portáteis motorizados
12 borrifadores manuais
5 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê

Acre
7.500 cargas de Alfacipermetrina¹
1.280 litros de Deltametrina¹
15.000 quilos de Temephos²
20 quilos Diflubenzuron²

Mato Grosso
6.000 cargas de Alfacipermetrina¹
6.380 litros de Deltametrina¹
30.000 quilos de Temephos²

Mato Grosso do Sul
33.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.700 litros de Deltametrina¹
50 quilos de Diflubenzuron²
16.000 quilos de Temephos²
25.021 quilos de BTI²
6 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê

Goiás
7.500 cargas de Alfacipermetrina¹
2.100 litros de Deltametrina¹
300 quilos de Diflubenzuron²
6.000 litros de Malathion¹
170.000 quilos de Temephos²

Minas Gerais
106.500 quilos de Temephos²
5.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.000 litros de Deltametrina¹
8.000 litros de Malathion¹
460 quilos de Diflubenzuron²
6.000 quilos Fenitrothion¹
26 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê

São Paulo
2.800 cargas de Alfacipermetrina¹
17.000 litros de Malathion¹
13.682 quilos de BTI²
4.000 quilos de Fenitrothion¹
15.000 quilos de Temephos²
8 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê


FONTE: SVS EM REDE é editado pelo Núcleo de Comunicação da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Os seguintes estados continuam a fazer uso de produtos comprovadamente sem eficácia (Alfacipermetrina, Cipermetrina) na eliminação do mosquito vetor da Dengue e outros vetores alados:

 Rondônia, Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás.

Se você pesquisar vai ver a situação trágica da DENGUE nestes estados! Milhares de pessoas infectadas e inúmeras mortes! Leia este parágrafo do artigo "MATO GROSSO É O QUINTO EM CASOS DE DENGUE":



"O Acre lidera a lista, com 3.157,3 casos por 100 mil habitantes, seguido de Mato Grosso do Sul, com 2.507,8 casoas/ a 100 mil habitantes. Depois aparecem: Rondônia (1.585,1 casos/100 mil hab) e Goiás (1.114,9 casos/100 mil hab). Minas aparece atrás de Mato Grosso.Estes dados se referem de 1º de janeiro até o dia 3 de abril 2011,com  447.769 casos de dengue em todo o país). http://www.mtcontradengue.com.br/blog/2010/05/mato-grosso-e-o-quinto-em-casos-de-dengue-no-brasil/#more-694)


Embora o Ministério da Saúde forneça o inseticida indicado para eliminar mosquitos É NECESSÁRIO QUE O ESTADO E OS MUNICÍPIOS SOLICITEM!

Caso contrário é fornecido apenas Piretróides, que só espantam temporariamente        o inseto, que depois, retornam ‘com tudo'!

Como o inseto ‘desaparece' por 03 dias e depois retorna, alguns costumam afirmar erroneamente que ‘o inseto criou resistência', quando a verdade é outra: Uso de produtos inadequados!

Outra afirmativa equivocada é esta, "A estratégia de prevenção de dengue tem se baseado no controle do vetor, com ênfase ao uso de inseticidas. Este tipo de controle, quando utilizado por longos períodos, pode ter sua eficácia comprometida devido ao surgimento de resistência dos vetores aos inseticidas utilizados'.

Não basta usar o produto correto. É necessário fazer o uso correto, obedecer às dosagens, aplicações e intervalos! Importante: O horário dever ser: Pela manhã, das 06 horas até no máximo 08 horas. À tarde, das 17 horas até as 19,30 horas.


O Brasil está vergonhosamente dominado pelos vetores!

Praticamente todos os estados brasileiros estão ‘tomados' pelos insetos vetores, que continuam a fazer vítimas ano após ano, devido a inoperância e incompetência de gestores que assumem cargos políticos e não possuem a formação necessária para determinar as ações corretas para o desenvolvimento do trabalho gerando o quadro caótico que ai está!

Especificamente falando sobre o Mato Grosso, o caos na Saúde Pública é o reflexo da atuação de gestores aleatoriamente ‘alçados' a cargos críticos e importantes na área de saúde e o resultado é este que acompanhamos no dia a dia do cidadão que, não tendo uma Saúde Pública Preventiva funcionando vai cair na rede da Saúde Pública Curativa...

Um estado que não investe em Saúde Preventiva vai ter uma população com diferentes e alguns graves problemas que buscarão a Saúde Curativa! E irão encontrar o que?

Saúde sucateada, deficiente, postos de saúde sem médico, um Pronto Socorro superlotado... Aliás, aqui no Mato Grosso que encontrei pacientes "internados" durante meses, aguardando atendimento cirúrgico! Havia aprendido que o "pronto socorro" era para atender a urgência/emergência e, havendo necessidade, internar o paciente em hospital para o tratamento necessário...
Dados atualizados podem fazer o MT subir no Ranking...
Lendo o título do artigo "MATO GROSSO É O QUINTO EM CASOS DE DENGUE", e ouvindo certas ‘ôtoridades da saúde' alegarem, para disfarçar a incompetência, que ‘tem dengue no Brasil todo' eu questiono:

Por que não fazer o certo e servir de exemplo? Ou então, não sabendo como fazer pode COPIAR de quem sabe...

Alguns municípios do estado de São Paulo aplicam Malathion/Fenitrothion corretamente e é claro, funciona!

Outras cidades insistem em utilizar Piretróides e justificam o fracasso na eliminação do vetor: "o inseto adquiriu resistência"... Uma esfarrapada e equivocada desculpa para o descaso!


 ATENÇÃO: Não basta usar o Malathion! Deve ser aplicado corretamente, com os intervalos, dosagens e horários adequados!









segunda-feira, 20 de maio de 2013

LEISHMANIOSE- MÉDICOS SEM FRONTEIRAS EXPLICAM E ORIENTAM



Leia o que dizem dois especialistas Médicos Sem Fronteiras sobre esta patologia, o vetor e o parasita, um protozoário, (Leishmania) envolvido! A doença é terrível, pode ser fatal, e o vetor prolifera livremente em nosso país, fazendo vítimas humanas ou caninas (e outros animais silvestres).
Importantíssimo seria FAZER A ELIMINAÇÃO DO VETOR, e com urgência...
Beatriz.






20 de maio de 2013 - Durante o 5º Congresso Mundial de Leishmaniose (Worldleish), realizado em Porto de Galinhas (PE) de 13 a 17 de maio, especialistas do mundo todo estiveram reunidos para a troca de conhecimentos acerca da doença. Dois profissionais da organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) responderam questões sobre a leishmaniose em entrevista exclusiva ao site de MSF-Brasil. O epidemiologista Raman Mahajan atualmente trabalha com MSF na Índia, como responsável pela administração de sistemas de informação de saúde e pelo desenvolvimento de pesquisas operacionais do projeto; e o Dr. Sakib Burza atua em medicina comunitária, e acumula experiência em países como Sudão, Gâmbia, Palestina, Uzbequistão e Afeganistão. Confira abaixo as perguntas e respostas dos dois profissionais:


1.  O que é leishmaniose? E o que é a leishmaniose visceral?
Leishmaniose é um grupo de doenças causadas por infecção por um parasita chamado Leishmania. Não é uma bactéria nem um vírus, mas, sim, um protozoário. Há muitas espécies diferentes de parasitas de Leishmaniose e eles causam estes quatro principais tipos da doença:
- Leishmaniose cutânea, que causa úlceras cutâneas, que, normalmente, formam-se em áreas expostas, como a face, os braços ou as pernas. Geralmente, tais úlceras são curadas em poucos meses, mas deixam cicatrizes.
- Leishmaniose cutânea difusa, que causa lesões cutâneas generalizadas e crônicas, semelhantes àquelas encontradas na lepra lepromatosa. O tratamento é difícil.
- Leishmaniose mucocutânea, que, além de afetar a pele, podem destruir, parcial ou integralmente, as membranas mucosas do nariz, cavidades bucais e da garganta e tecidos do entorno. 
- Leishmaniose visceral (LV), também conhecida como calazar, é causada pelas espécies Leishmania donovani, L.infantum, L.tropica ou L.chagasi. No sudeste da Ásia, o L.donovani é o parasita que mais provoca a LV ou calazar. É diferente das outras estirpes de leishmaniose, uma vez que o parasita afeta órgãos internos, causando uma doença sistêmica. Se não for tratada, a LV pode ter uma taxa de fatalidade de até 100% em dois anos.

2. Como as pessoas são infectadas?
As pessoas são infectadas a partir da picada de mosquitos-palha fêmeas que, por terem picado pessoas infectadas ou um hospedeiro animal, transmitem a infecção para outro ser humano.

3.  Quais tratamentos MSF usa em cada região em que trabalha?
Na Índia, MSF utiliza diferentes regimes de tratamento, como a dose única de amBisome, uma combinação de amBisome e sete dias de miltefosina e uma outra combinação, de paramomicina e miltefosina.

Em outros projetos na África, MSF usa diferentes tipos de medicamentos, como o estibogluconato de sódio (SSG) e mantém a utilização de AmBisome para casos complicados ou resistentes.

4. Existe alguma conquista recente em termos de pesquisa e desenvolvimento associada ao calazar?
Infelizmente, por ser uma doença negligenciada, o calazar não é beneficiado com pesquisa e desenvolvimento, ainda que haja uma demanda clara por investimentos em diagnóstico, tratamento e prevenção. O teste rápido RK39 é bastante funcional para o diagnóstico primário de VL no subcontinente indiano, mas é preciso desenvolvimento no campo de teste para a África Oriental, dedicando atenção especial ao diagnóstico preciso de pacientes coinfectados com HIV.

Um avanço recente é a dose única de anfotericina B liposomal, que vai melhorar significativamente a adesão ao tratamento. 

É preciso urgentemente investimento no desenvolvimento de medicamentos, já que os atuais apresentam desvantagens. Enquanto isso, a avaliação de terapias baseadas na combinação de medicamentos existentes continua sendo uma prioridade. É essencial ressaltar que uma vacina melhoraria significativamente o controle de LV, assim como novos métodos de controle do reservatório animal em áreas endêmicas – coleiras para cachorros, por exemplo – ou prevenção da infecção humana, com a distribuição de mosquiteiros com inseticidas. 

5.  Há algum tipo de vacina para a doença?
A natureza do ciclo de vida do parasita e o fato de que a cura e a recuperação protegem os indivíduos de uma nova infecção indica que pode ser possível desenvolver uma vacina contra a LV. Até o momento, no entanto, o progresso no desenvolvimento de uma vacina contra as diferentes estirpes de leishmaniose tem sido limitado.

6. Como o calazar pode ser prevenido?
Por meio de cuidados higiênicos, da pulverização das casas e do diagnóstico antecipado, além de tratamento.

As estratégias atuais baseiam-se no controle dos reservatórios e vetores, bem como no diagnóstico e tratamento precoces. O mosquito-palha é suscetível aos mesmos inseticidas que o vetor da malária e a pulverização das casas e abrigos de animais tem se mostrado efetiva na Índia. Outro componente é o controle do ambiente, que envolve o revestimento de buracos nas paredes das casas e alterações no estilo de vida, como afastar-se do local em que ficam os animais. O uso de mosquiteiros com inseticidas pode também prevenir a LV e outras doenças vetoriais, como a malária. No entanto, há pouca evidência de que os mosquiteiros de fato protejam a população, já que sua efetividade está associada aos hábitos de sono da população e aos hábitos dos vetores locais. 

7. O calazar ocorre da mesma forma em todos os lugares do planeta? Quais são as diferenças?
As infecções ocorrem da mesma forma por todo o planeta, mas as manifestações clínicas podem variar sensivelmente de um lugar ao outro. Por exemplo, as espécies de parasitas diferem entre si, bem como as formas de transmissão, envolvendo animais ou não.

A LV é causada por duas espécies, L.donovani ou L.infantum, dependendo da região geográfica. A L.infantum infecta, principalmente, crianças e indivíduos imunodeficientes, enquanto a L.donovani infecta grupos de todas as idades.
Há um número estimado de 500 mil novos casos de Leishmaniose Visceral e mais de 50 mil mortes relacionadas à doença a cada ano, uma letalidade superada apenas pela malária, entre as doenças parasitárias. É comum que a LV não seja reconhecida nem reportada. A maioria dos casos, mais de 90%, ocorre em apenas seis países: Bangladesh, Índia, Nepal, Sudão, Etiópia e Brasil. A imigração, a ausência de medidas de controle e coinfecção com HIV são os três principais fatores que levam ao aumento da incidência de LV. A doença afeta comunidades pobres, geralmente localizadas em regiões remotas e rurais. Normalmente, é endêmica em países das regiões menos desenvolvidas do mundo (como o Nepal), ou nas regiões mais pobres do planeta.

8. Além do HIV, há algum outro tipo de coinfecção relacionado ao calazar?
O calazar é uma doença imunossupressora, o que faz com que a pessoa infectada fique extremamente suscetível a outras infecções. As mais comuns são a malária e, muito frequentemente, a tuberculose (TB). Também devido aos sintomas clínicos, os pacientes estão, por muitas vezes, desnutridos. 

9. Os governos de Bangladesh, da Índia e do Nepal chegaram a apresentar um plano para eliminar a doença até 2015. Esse plano ainda existe? É uma perspectiva realista?
Apesar das dificuldades para controlar a LV no mundo, há diversos fatores específicos que fazem com que a erradicação da doença seja factível no subcontinente indiano: os fatores biológicos incluem o ciclo em que os seres humanos são os únicos reservatórios e o mosquito-palha da espécie Phlebotomus argentipes o único vetor, novos e mais efetivos testes para diagnósticos e medicamentos são acessíveis e podem ser utilizados em campo. O mais importante, no entanto, é o forte comprometimento político e a colaboração entre os países. 

A iniciativa para eliminar a LV foi lançada em 2005 com a assinatura de um memorando entre os países citados. A meta era alcançar o objetivo em 2015, com a redução da incidência anual de calazar para menos de 1 em cada 10 mil pessoas em nível distrital ou subdistrital e reduzir a taxa de fatalidade. No entanto, a evolução do cenário está paralisada por diversos motivos e a erradicação da doença pode não ser alcançada em 2015.

10. Qual tratamento é utilizado no Brasil?
De acordo com as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os regimes de tratamento recomendados para a LV causada pelo L.infantum na América do Sul são à base da anfotericina B liposomal, antimoniais pentavalentes e o deoxicolato de anfotericina B.

http://www.msf.org.br/noticias/1662/perguntas-e-respostas-sobre-a-leishmaniose/?utm_source=facebook&utm_medium=social+media&utm_content=2013-05-20_leishmaniose&utm_campaign=facebook-noticias

sábado, 21 de abril de 2012

DESCULPEM EU ESTAR ‘GRITANDO’, MAS: CUIDADO! A LEISHMANIOSE MATA MESMO!




Agora, em primeiro lugar, é necessário tratar os animais doentes... Centenas e centenas foram eliminados... Mas, preciso da 'força' de todos os grupos, ONGs para CONSCIENTIZAR a SAÚDE PÚBLICA para a eliminação dos vetores! A isto chamo de MEDICINA PREVENTIVA, isto NÃO DEIXAR a doença se instalar! A população ignora, mas existem MUITAS PESSOAS com Leishmaniose, correndo risco de morrer... Esta patologia age silenciosamente no organismo, tanto dos cães quanto das pessoas... Pode parecer, inicialmente, um simples mal-estar!
As pessoas se preocupam, fazem o que podem (e sabem), mas os cuidados técnicos ‘estão’ sob o comando dos municípios, estados e federação! Eles possuem as verbas para as ações de controle e erradicação, mas há mais de 20 anos NÃO FAZEM O CORRETO, O QUE DEVERIA SER FEITO!!!!
Para isto é necessário o envolvimento de TODOS para cobrar estas ações!
Se APENAS tratar os animais doentes, APENAS colocar coleiras neles e deixar o mosquito se reproduzindo aos milhares... Tem mais: O mosquito precisa e vai sugar, pois é de sangue que ele vive...
Adivinha o sangue de QUEM o mosquito vai sugar e TRANSMITIR a patologia terrível, a Leishmaniose? Vai sugar O SEU SANGUE, DOS SEUS FILHOS, O MEU E DA MINHA FAMÍLIA!
O Ministério da Saúde, em sua “cômoda redoma” está lá, distante e despreocupado... Este órgão é de onde partem as ações voltadas à Saúde Pública de todo o Brasil. A eles compete determinar, fiscaliza e exigir que estados e município executem as ações corretas!
O Ministério fornece os insumos aos estados e municípios, mas aqui no Mato Grosso lamentavelmente a pessoa RESPONSÁVEL pelos 141 municípios insiste em manter uma metodologia incorreta e ineficaz, sendo que FAZER O CERTO seria o melhor, pois as cidades gastariam menos tendo que dar atendimento aos doentes, as empresas tem perdas, pois funcionário doente, seja por Dengue, Leishmanioses e outras doenças vetoradas por insetos representam perdas financeiras...
ESTA É A VERDADE:
Preste atenção!  Esta lista abaixo apresenta produtos químicos para combater a DENGUE e outros vetores, que cada Secretaria Estadual de Saúde solicita ao Ministério da Saúde, verifique que o inseticida correto e adequado para eliminar os vetores da Dengue faz parte desta lista e o MS fornece, basta solicitar!
Inseticidas, larvicidas e equipamentos enviados aos estados
Rondônia
9.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.000 quilos de Temephos²
3.600 quilos de Cipermetrina¹
10 nebulizadores portáteis motorizados
12 borrifadores manuais
5 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê
Acre
7.500 cargas de Alfacipermetrina¹
1.280 litros de Deltametrina¹
15.000 quilos de Temephos²
20 quilos Diflubenzuron²
Mato Grosso
6.000 cargas de Alfacipermetrina¹
6.380 litros de Deltametrina¹
30.000 quilos de Temephos²
Mato Grosso do Sul
33.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.700 litros de Deltametrina¹
50 quilos de Diflubenzuron²
16.000 quilos de Temephos²
25.021 quilos de BTI²
6 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê
Goiás
7.500 cargas de Alfacipermetrina¹
2.100 litros de Deltametrina¹
300 quilos de Diflubenzuron²
6.000 litros de Malathion¹
170.000 quilos de Temephos²
Minas Gerais
106.500 quilos de Temephos²
5.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.000 litros de Deltametrina¹
8.000 litros de Malathion¹
460 quilos de Diflubenzuron²
6.000 quilos Fenitrothion¹
26 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê
São Paulo
2.800 cargas de Alfacipermetrina¹
17.000 litros de Malathion¹
13.682 quilos de BTI²
4.000 quilos de Fenitrothion¹
15.000 quilos de Temephos²
8 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fuma
FONTE: SVS EM REDE é editado pelo Núcleo de Comunicação da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Por que este coordenador insiste no erro? É tão fácil corrigir! Será que não ‘pesa na consciência’ (se é que ele tem) as mortes pela DENGUE, a LEISHMANIOSE,  causadas pela ineficiência e inoperância de suas ações erradas????
Olha a situação epidêmica em Cuiabá, que se alastra por todo o Estado!
Já passou da hora de alguém tomar providências neste sentido! Ou ficaremos novamente (sob risco) assistindo a monumental e avassaladora epidemia que se alastra sobre o Mato Grosso?
E outro erro: Colocar o exército LIMPAR terrenos baldios, obrigação dos municípios! O trabalho (importantíssimo) do Exército seriam as estratégias de aplicação do fumacê, de FORMA CORRETA, com o óleo adicionado, para aderência, obedecendo a horário, velocidade e aplicações corretas!
Até quando a população permanecerá em silencio olhando seus filhos, sua família ser morta por um miserável mosquito e um incompetente e radical coordenador que não PERCEBE e CORRIGE OS ERROS cometidos?
Desculpem meus leitores, mas não estou aqui escrevendo para “passar a mão na cabeça” de ninguém! Acordem! Reajam! Cobrem as ações corretas!

sábado, 18 de dezembro de 2010

É URGENTE A NECESSIDADE DE MUDAR O ENFOQUE DAS EPIDEMIAS NO BRASIL

DENGUE: Especialistas afirmam que a doença poderia ter sido evitada se o controle tivesse sido feito a tempo”...


Com medidas de controle e prevenção muitas patologias poderiam ser evitadas. E o termo correto é este mesmo: EPIDEMIA. Podemos denominar como surto, casos eventuais que ocorrem em determinada região.

A Dengue é uma das principais doenças que atingem a população brasileira. Outra é a Leishmaniose. E as duas são transmitidas por mosquitos, o Aedes aegypti e o Flebótomo.

Não são doenças novas. Já haviam sido erradicadas e retornaram graças ao jogo de interesses políticos e o “jogo de empurra”, onde o Governo Federal ‘lavou as mãos’ e transferiu aos estados e municípios o controle e vale lembrar: As verbas também.

INSETICIDA OU APENAS REPELENTE?

O mosquito é um ser “sem pai nem mãe”, pois a partir do momento que o Governo Federal transferiu a incumbência ao Estado para gerenciar as ações, substituiu o inseticida por motivos, digamos obscuros, por outro produto ÚNICO NO MERCADO, só troca o nome, mas todos são Piretróides. O consumidor vem sendo lesado de duas formas:

Quando chega ao supermercado e adquire um inseticida ou veneno, como era antigamente denominado o produto, a pessoa compra, não percebe efeito nenhum, pois o inseto continua ou se afasta temporariamente, então substitui, compra outro, de outra marca e embalagem muitas vezes de preço mais elevado, mas não percebe estar adquirindo o MESMO PRINCÍPIO ATIVO! Todos são Piretróides que possuem apenas momentâneo efeito de repelência, oferecendo proteção mínima, o que não é suficiente para proteger a pessoa.



ZEBRAS E MOSQUITOS

Zebras e mosquitos podem causar graves problemas de saúde pública, devido os equívocos cometidos por certos gestores, que, não possuindo interesses em se qualificar adequadamente acabam confundindo mosquitos com zebras e vice-versa, embora a zebra não seja comum em nosso país... A semelhança entre um e outro está nas listras e no país de origem: África.

A zebra, definição: nome feminino

1. ZOOLOGIA mamífero perissodátilo, da família dos Eqüídeos, domesticável, com pelagem listrada de faixas escuras, representado por várias espécies e subespécies africanas.



A zebra não transmite DENGUE...

Isso qualquer um sabe. Mas, devido a algumas semelhanças podem as zebras ser eliminadas para ‘combater a dengue’, assim como ‘especialistas’ eliminam os cães para acabar com a Leishmaniose, quando o correto seria eliminar o mosquito vetor!



O Aedes aegypti, definição: Aedes (Stegomyia) aegypti é a nomenclatura taxonômica para o mosquito que é popularmente conhecido como mosquito da DENGUE, é um mosquito da família Culicidae proveniente da Africa, atualmente distribuido por quase todas as partes do mundo, especialmente nas regiões tropicais e subtropicais.


Esta é uma fêmea Aedes aegypti, facilmente identificada. A diferença entre um e outro reside aonde mesmo? Ah, sim: Um é vetor da DENGUE. O outro é um animal  da família dos Eqüídeos, domesticavel...

MEDICAMENTO OU VENENO?

O Governo Federal, através do Ministério da Saúde, distribui FARTAMENTE, o medicamento de princípio ativo PARACETAMOL, que é o mesmo TYLLENOL, estranhamente é o único que nunca falta para distribuir nas unidades de saúde pública.

Este ‘medicamento’ teve o uso proibido há muitos anos nos Estados Unidos e, aproximadamente 30 anos, no Rio Grande do Sul foi retirado de circulação pelos graves problemas de saúde desencadeados pelo princípio ativo Paracetamol.

Ocorre também que, passado o efeito do medicamento volta a dor e a febre, e o paciente (ou familiares) faz uso novamente do Produto (medicamento), ocorre então um depósito, pois transforma-se, tornando-se um composto que vai se acumular no fígado.

O uso de tal medicamento juntamente com antiinflamatórios pode paralisar as funções renais levando a um quadro irreversível.

Leia a denuncia do doutor Anthony Wong, toxicologista do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas   http://noticias.uol.com.br/uolnews/saude/entrevistas/2005/12/08/ult2748u82.jhtm

E do doutor Renan Marino:

http://uniaodasdistrofias.blogspot.com/2010/08/dengue-hemorragica-e-paracetamol-vida-e.html

ou

http://www.liderfm.com.br/noticiaDetalhes/99/medicamento-pode-ser-prejudicial-ao-figado-se-utilizado-em-doses-extras



Trata-se de uma tragédia anunciada! Quantos morrem a cada ano pelo uso deste princípio ativo de alta toxicidade? E mais grave ainda: muitas pessoas pensam que o Tyllenol ou Paracetamol (nome do princípio ativo) serve como proteção “para não ter Dengue”!

Muitas mães compram (sem receita médica, não precisa...), e dão ao bebê, em caso de febre, e como a febre retorna ANTES de passar às oito horas de intervalo, repetem a dose! O fígado do bebê é gravemente agredido pelo ‘medicamento’! Então, Caso este bebê esteja com DENGUE à agressão ao órgão hepático é dupla e pode levar ao óbito...

Neste artigo você pode analisar os obscuros fatos que envolvem a DENGUE:

1- Por que o MINISTÉRIO DA SAÚDE adquire e distribui FARTAMENTE um produto que funciona como repelente (temporariamente)? Permetrina não é inseticida!

2- Por que o MINISTÉRIO DA SAÚDE adquire e distribui FARTAMENTE o Paracetamol, medicamento que teve o uso proibido nos Estados Unidos já há muitos anos?

3- Ninguém é obrigado a saber sobre patologias, vetores ou inseticidas... Mas para assumir como gestor de Saúde Pública tem que ter pelo menos a assessoria de especialistas que conheçam sobre insetos vetores, que pertença a área de Infectologia, Biologia, Medicina Veterinária (zoonoses), Agronomia (conhecimento químico de inseticidas). É necessário formação e competência para mudar o quadro epidêmico brasileiro!

Até aonde vai a falta de respeito à saúde do cidadão? Além disto, tudo ainda o governo gasta polpudas verbas na mídia, para culpar o cidadão pela ingerência de seus indicados incompetentes para administrar a Saúde Pública!

É inadmissível que esta situação continue!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

DENGUE 4 NO BRASIL

A notícia, da Agencia Estado, que publica questionamento da população, sob o titulo: “Sociedade questiona governo e diz que vírus 4 da dengue está no Brasil desde os anos 80” Agencia Estado-AE


O presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), Marcelo Simão Ferreira, disse acreditar que o sorotipo 4 do vírus da dengue "entrou há muito tempo" no país.

Realmente ele tem razão, sobre a presença do vírus no Brasil, apenas é necessário fazer uma ressalva: O vírus ‘não entrou no país’! São pessoas sobreviventes, (poucas) que já tiveram o4 vezes a Dengue!

Já nos anos 80 pessoas que haviam sofrido uma, duas, três vezes a Dengue e sobreviveram, estes, no caso estão sofrendo novamente a DENGUE, e, caso sejam feitos os exames agora, (Sorologias COM Isolamento viral) certamente será detectado o Sorotipo 4.

Diz ainda, sobre sorologias de dengue 4: "sempre esteve lá, desde os anos 80, mas não se detecta porque são casos esporádicos". Ora, muitos não resistiram a uma 2ª Dengue...

Isto é tão evidente que me pergunto:

“O que estão fazendo os virologistas, infectologistas, enfim, os pesquisadores de área, que estão nos laboratórios de pesquisa nas diferentes instituições espalhadas pelo país, que não conseguem observar o óbvio?” Por que ninguém analisa esta informação de forma adequada?

Lamentavelmente são grupos fechados que não permitem o acesso de quem estuda e tem interesse em esclarecer este detalhe, fundamental para a pesquisa de uma vacina, embora eu acredite que o melhor mesmo seria mudar a metodologia e os inseticidas, eliminar o este vetor e outros vetores que retornaram: o da Leishmaniose, da Malária, elefantíase etc.

"Ministério da Saúde está enrolando", diz ainda o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcelo Simão Ferreira, em referencia ao fato de que já havia sido encontrado este resultado de sorotipo 4, em Boa Vista-RR.

Concordo plenamente com esta afirmativa e acrescento ainda que tem mais ‘enrolação’ de parte do ministério da saúde: Por que continuam usando produtos ineficientes no combate ao mosquito vetor? Por que continuam comprando e estimulando o uso do paracetamol, apesar dos problemas graves provocados por este medicamento?

Já o Ministério da Saúde emitiu alerta a todos os Estados sobre quatro casos suspeitos de contaminação pelo sorotipo 4 do vírus da dengue em Boa Vista (RR), depois de 28 anos... Minha explicação ao MS é a mesma: Estas pessoas já haviam sofrido dengue por três vezes anteriormente e agora o mosquito, presença constante em nosso país, picou e transmitiu o vírus da dengue novamente, e o Isolamento Viral detectou a quarta dengue do paciente e não um NOVO VÍRUS como querem fazer crer!

Durante as atividades de fusão viral o receptor do vírus se liga ao receptor da célula e, por endocitose penetra na célula, iniciando a replicação. O vírus da dengue/febre amarela (Flavivírus) possui filamento único de Ácido Ribonucléico positivo (RNA +), com envoltório. Durante a estratégia de entrada na célula ocorre o desenvelopamento e o início da replicação.

Com a entrada do antígeno (vírus) os anticorpos são ativados, iniciando as reações: Febre, calafrios, cefaléia intensa, dor no fundo do olho, dor nos ossos e articulações. Estas reações ocorrem durante a primeira infecção e, dependendo das condições de saúde do indivíduo pode ser um mal estar de alguns dias, podendo ser confundido com um simples resfriado.

Já a segunda infecção os sintomas são mais fortes: Além do mal estar descrito acima o sistema imune possui o registro da Dengue anteriormente sofrida e a ação dos anticorpos é rápida, atacando os antígenos, mas volta-se também contra o registro da memória celular atacando as células, (lesão do endotélio vascular) e isto faz com que se inicie um princípio hemorrágico (processo imune e inflamatório) que, se não controlado adequadamente, poderá se encaminhar para um quadro de choque e o óbito!

A terceira infecção caso o paciente esteja em boas condições físicas e receba atendimento adequado, poderá evoluir lentamente para a melhora. Este paciente terá maiores chances não tendo usado o princípio ativo paracetamol/Tyllenol, pois seu fígado não estará fragilizado pela agressão deste medicamento.

Muito bem: 12 anos ou mais, depois da primeira Dengue, este ‘sobrevivente’ volta a ter a doença! É a sua quarta infecção pelo vírus da Dengue. Na Sorologia com o Isolamento Viral irá acusar DEN 4, o que não quer dizer que exista um mosquito, com um ‘crachá’ com os dizeres: Sou o mosquito do vírus 4!

SINAIS DE ALARME E URGENTE ATENÇÃO MÉDICA

Os “sinais de alarme”, citados em diversos manuais de tratamento, a saber: dor abdominal intensa, vômitos freqüentes, agitação psicomotora/sonolência e palidez cutâneo-mucosa. Estes sinais que podem surgir já na primeira dengue e pode estar ligados ao fato do paciente estar fazendo uso de medicamento que contenha o princípio ativo AAS (Acido Acetil Salicílico) ou outros medicamentos anticoagulantes, muito utilizados em pacientes cardíacos.

Seja a primeira, segunda, terceira ou quarta DENGUE a atenção médica adequada é fundamental para salvar a vida!

O Brasil, um país tropical é altamente propício a estas Patologias Tropicais e cada profissional da área de saúde deve suspeitar e solicitar os exames necessários para comprovar ou descartar a Dengue!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

CUIDADO! “VIROSE” PODE SER DENGUE

Outro agravante detectado para a subnotificação e a desinformação em nossa cidade (e país), é um especialista que tem um diagnóstico na ponta da língua. Veja o diálogo a seguir, registrado num dos mutirões da dengue. Em bairro de nossa cidade, conversei com algumas pessoas e, a pergunta que fiz, foi simples e básica:
--A senhora já teve DENGUE?
--NÃO! – Negativa feita rapidamente.
--Alguém de sua família teve?
--NÃO!!! – Sempre uma resposta negativa...
Mas, ao perguntar:
--E virose?
- Ah, sim! O médico disse que eu estava com virose... meu marido e meu filho estiveram com virose no inicio do mês...
E assim tem sido com cada pessoa que já entrevistei.
Este especialista, o chamado “Dr. Virose”, lamentavelmente está por aí diagnosticando “virose” para toda e qualquer etiologia febril. Sem exames ou investigação mais aprofundada, rabisca uma receita de Paracetamol (Tyllenol) e dá por terminada a consulta, sem solicitar sequer um hemograma...
Também tem sido atestado como “virose” a Leishmaniose. O que é um equívoco gravíssimo, pois tal patologia não é de origem viral, já que se trata de um protozoário da família Tripanosomatidae. E a demora na identificação da doença pode colocar a vida do paciente em risco.

A falta de exames específicos gera subnotificação e, pior: com isto ocorre uma redução no repasse das verbas ao município. Essa perda é ruim para nossa cidade. E a perda maior quem sofre é a população, pois existe a doença camuflada como “virose inespecífica”, superlotando o Pronto Atendimento, que, numa sistemática gerencial equivocada fica com menor verba para cuidar da sua saúde.
Sabe-se, a cada ano, que muitas pessoas tiveram Dengue e a falta de comprovação laboratorial omite números ao Ministério da Saúde (MS), Organização Pan Americana de Saúdes (OPAS) e Organização Mundial de Saúde (OMS). A desinformação existente fez com que eu, há 16 anos, recém chegada ao Mato Grosso, ao sofrer a 1ª Dengue aceitasse a explicação de que “não adiantaria fazer o exame, pois até que o mesmo ficasse pronto eu já estaria bem”..
O médico DEVE solicitar as sorologias necessárias, bem como o isolamento viral, para identificar se o paciente está passando sua 1ª, 2ª ou 3ª Dengue, mesmo que demore até 03 meses (absurdo!) para ficar pronto o exame.
Ter este resultado é importante devido às seqüenciais epidemias que ocorrem em nosso estado (e no Brasil todo), até mesmo para auxiliar o atendimento médico em caso de evolução hemorrágica.
Sempre é importante recordar que o inseto vetor da Leishmaniose está envolvido em outra letal infecção bacteriana, a Bartonella bacilliformis ou febre de La Oroya, uma doença típica da região dos Andes, na província de Madre de Diós, que faz fronteira com o Brasil. (Anna Paula Buchalla e Giuliana Bergamo-TERRA É O PARAÍSO) e poderá rapidamente estar entre nós, matando!
E é bom repetir que as ações até hoje realizadas se revelam ineficientes, pois não eliminam os vetores, se fazendo necessária uma URGENTE revisão dos conceitos, que determine a mudança do atual modelo de controle, caso contrário epidemias se sucederão, uma após outra e o número de óbitos será bastante elevado.
A principal mudança deverá ocorrer em relação aos inseticidas utilizados, que, além de ineficazes são inadequados e, em não funcionando, deixam prosperar a justificativa errada de “que o inseto adquiriu resistência”!!!
O enfoque dado pelo sistema de Vigilância Epidemiológica brasileira deixa muito a desejar e o aumento dos números de casos comprovam isto (sejam eles de Dengue, Leishmaniose, Malária, Esquistossomose, Chagas). Se o modelo atual está errado por que continuar com ele?
Faz-se urgente uma revisão nos inseticidas utilizados nesses últimos anos bem como se corrigir o erro de aplicações eventuais, aleatoriamente, sem a continuidade exigida.
A desculpa usada é a de que “o inseto adquiriu resistência” e isto mostra o descaso, a irresponsabilidade de quem está à frente das ações (MS), que nem pára para pensar, pois já deveriam ter ocorrido mudanças de procedimento frente aos números de infectados anualmente, com as epidemias se intercalando.
“Nesta perspectiva, nossa preocupação volta-se não apenas para a manifestação dos casos de doenças, mas, principalmente, para os contextos de vida, aos ambientes e aos mecanismos pelos quais se reproduzem e são renegociados constantemente os processos endêmico-epidêmicos. (Rosely Magalhães de Oliveira). Cad. Saúde Pública vol.14 supl.2 1998
“O interesse volta-se menos para as causas das doenças e mais para os processos e os efeitos desencadeadores dos problemas de saúde” a partir daí podemos analisar, no caso da leishmaniose, o porquê da eliminação dos cães e não dos mosquitos: Ai reside um grande equívoco em que persistindo irá ter proporções inimagináveis. Sempre pergunto: e quando se eliminar o último cão se irá eliminar os animais silvestres e, depois? Muitas pessoas estão infectadas... Serão os próximos?

Definições:
“Endemia”: O dicionário define como doença própria de uma região, que se manifesta constantemente.
“Epidemia”: Doença contagiosa que atinge rapidamente pessoas de uma região.
“Epizootia”: Doença que atinge, ao mesmo tempo, um grande número de animais de um mesmo lugar.
“Protozoário”: qualquer animal unicelular. Ex: Amebas.
“Vírus”: Agente infeccioso, microscópico, causador de várias doenças (AIDS, gripe...) e provoca produção de anticorpos, para combater os antígenos invasores.
É permitida a utilização parcial ou total desde que citada autoria e fonte.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

DENGUE. EU NÃO AGUENTO MAIS...

... Acompanhar a sucessão de equívocos ao longo dos últimos 15 anos. É terrível!
Se fossem apenas perdas financeiras eu sequer me ocuparia disto. Mas são vidas. Crianças e adultos que morrem anualmente em quase todos os estados brasileiros, vindo a caracterizar descaso, incompetência!
“Conforme a Portaria nº 1172, de 15 de Junho de 2004, que estabelece as competências da União, Estados e Municípios na Área de Vigilância em Saúde, define-se que o provimento dos inseticidas (inclusive para o controle do Aedes aegypti) para os estados e municípios, é responsabilidade da União. Assim, é vedado aos estados e municípios o uso de recursos do TFVS para a aquisição desses insumos”.
“O Programa Nacional de Combate a Dengue (PNCD) coordenado pela Secretaria de Vigilância à Saúde do Ministério da Saúde preconiza o uso de determinados inseticidas e larvicidas para todos os estados e municípios, com base em análises técnicas de suscetibilidade e resistência do vetor.”
“Os produtos fornecidos pelo Ministério da Saúde e utilizados atualmente são o Temephós (larvicida organofosforado) e Alfacypermetrina (adulticida piretróide).”
Faz-se urgente uma reavaliação de tal norma do MS, na indicação de Alfacypermetrina, um piretróide de efeito repelente e como bem diz o nome, a ação de tal produto é repelente, não elimina o mosquito! Se funcionasse, a DENGUE não estaria ano após ano fazendo novas vítimas!
O larvicida organofosforado (eu testei) elimina as larvas, sim, mas devido ao grau de dificuldade para atingir TODOS OS CRIADOUROS, que se espalham pelos mais inusitados locais onde os insetos proliferam, sua eficiência fica reduzida à metade.
O inseticida organofosforado (Malathion) que eliminava os insetos adultos de forma eficiente caiu, ‘por motivos desconhecidos’, no desagrado de quem determina o uso! A usual desculpa para não usar mais este inseticida é de que “o inseto adquiriu resistência”. Eis o que ocorre: quando foi transferido aos municípios o trabalho de controle e erradicação ele passou a ser feito de forma inadequada, aleatoriamente, e, assim, o inseto passou a proliferar de forma descontrolada e passamos a enfrentar epidemias de grande magnitude.
Funcionários do Ministério da Saúde entendem perfeitamente o que estou denunciando, pois assistem ações desenvolvidas envolvendo metodologias erradas, em relação à aplicação de inseticidas, com horários, manuseio e equipamentos inadequados.
Ações assim desenvolvidas tem como resultado o aumento desenfreado de insetos e de casos de pessoas infectadas. Outro erro brutal é “preconizar” como normal infestações de 2%! O normal seria índice zero do mosquito e da patologia.
“Se o procedimento de um gestor público é ineficiente e ineficaz, abre-se o caminho para que ele preste os devidos esclarecimentos sobre sua conduta por que a sociedade não admite mais este modo de agir”, escreve o Ministro Valmir Campelo, do Tribunal de Contas da União (TCU), na decisão que deu origem a um processo.
Em outras palavras, para acabar com a Dengue no Brasil é preciso matar o mosquito e também o descaso. (Veja, Marcelo Bortoloti)
Eu espero – ansiosa – uma urgente revisão por parte do Ministério da Saúde no enfoque dado ao combate aos vetores patogênicos.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

A Dengue vai ao Tribunal de Contas

Pode se tornar repetitivo o assunto (já está), mas a cada artigo meu vou continuar pedindo providências – e urgentes (!) –, para o combate aos vetores patogênicos, que aumentam a cada dia.
Já me acostumei em ouvir as mais diferentes justificativas para o quadro que se apresenta Brasil afora: “que o mosquito criou resistência aos inseticidas, que o vírus sofreu mutações, que a culpa é da população, (e parte é mesmo)”, mas, a maior parcela de culpa pode-se debitar aos gestores, sejam eles municipais, estaduais ou federais e às suas ações erradas, ou à falta de ações.
Isto no caso do Aedes. Já o Flebótomo, que está implicado na transmissão da leishmaniose (visceral, cutânea ou muco-cutâneo), um protozoário, é ainda mais grave: o mosquito está envolvido em outra letal infecção bacteriana, a Bartonella bacilliformis ou febre de La Oroya, uma doença típica da região dos Andes, na província de Madre de Diós, que faz fronteira com o Brasil. (Anna Paula Buchalla e Giuliana Bergamo-TERRA É O PARAÍSO)
E não nos esqueçamos da Malária, que atinge vários estados e que, segundo o Ministério da Saúde, houve uma redução: “entre 2007 e 2008, o número de casos de malária caiu de aproximadamente 400 mil para 270 mil”. Mas os números continuam elevadíssimos, como dá para constatar.
Mas, parece que surgiu um aliado poderoso aos meus questionamentos. O Tribunal de Contas da União – TCU –, que vai punir maus gestores e exigir explicações sobre desvio ou malversações de verbas públicas, isto é, o destino tais verbas desviadas para outros fins que não sejam o combate ao vetor da dengue, por exemplo.
As verbas tem realmente sido mal-aplicadas, como se conclui pelo avanço que as doenças vem tendo, e, a prova, está ai: milhares de pessoas infectadas anualmente! As ações corretas deixam de ser executadas, com verbas aplicadas em revistinhas, em publicidade, em faixas e em muitas outras atividades sem efeitos práticos na eliminação dos vetores.
O Tribunal de Contas da União declara ainda que “o exemplo de Campo Grande, que em 2006 recebeu 4 milhões de reais do Ministério da Saúde para enfrentar a dengue e descumpriu as metas”, teve como resultado uma das piores epidemias no verão seguinte (2007/2008).
O TCU questiona ainda onde foi parar os 541 milhões de reais repassados a estados e municípios desde 2006 pelo Programa Nacional de Controle da Dengue. E fez auditoria em 23 municípios de14 estados.
Já questionei em artigo anterior, sobre “onde foram parar os carros e os equipamentos UBV entregues aos municípios em 2002”, e uma das explicações que ouvi foi esta: “viraram sucata”... Como assim, volto a questionar? Faz-se necessário uma investigação, pelo TCU, para ver onde foram parar veículos e equipamentos.
No Rio de Janeiro, por exemplo, a prefeitura não gastou 5,5 milhões destinados ao combate à Dengue em 2006, resultando em 25.000 casos da doença em 2007 com 26 mortes. Mais grave ainda: 123 mil casos em 2008 com 106 óbitos!
“Se o procedimento de um gestor público é ineficiente e ineficaz, abre-se o caminho para que ele preste os devidos esclarecimentos sobre sua conduta, porque a sociedade não admite mais esse modo de agir” escreve Valmir Campelo, Ministro do Tribunal de Contas, na decisão que deu origem ao processo.
Torna-se urgente as providências (aplicação do Ultra Baixo Volume – “fumacê”), pois nova epidemia está em andamento, revelando-se pelo grande número de pessoas infectadas, sendo necessárias ações rápidas para evitar um aumento explosivo dos casos. E que uma exigência seja cumprida: que cada caso suspeito passe pela sorologia e pelo isolamento viral, com a notificação dos resultados ao Ministério da Saúde.

As informações da ação do TCU estão na Revista Veja, Edição 2094, de 7/Jan/09, página 44, “Uma Medida Exemplar”.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

DENGUE: É PRECISO ATITUDE E COERÊNCIA

“Eu não trabalho com o "achômetro”,declarou uma coordenadora da saúde. Não a contrario neste aspecto, mas, minha opinião, é de que ela deveria trabalhar com o “desconfiômetro” a indicar que existe um erro muito grave nas ações executadas, pois se estivesse tudo muito certo não haveria nem o mosquito da dengue e nem o da leishmaniose ou outras patologias transmitidas por vetores, matando a população!
Quanto ao “achômetro” na saúde, tem gente que acha que está tudo bem; acha que as ações desenvolvidas estão corretas... Acha, também, que reuniões, palestras e panfletos vão eliminar os mosquitos e acabar com a dengue e a leishmaniose, achando ainda, que aparecer na mídia com declarações, não vou dizer mentirosas, mas bem equivocadas, com dados fantasiosos e omissos sobre o número de casos e até mesmo sobre o número de óbitos em conseqüência destas patologias, esquecendo que, se a pessoa foi a óbito, tem a família, amigos e vizinhos para questionar os dados incorretos...
Se essa coordenadora, utilizando então o “desconfiômetro” analisasse e refletisse sobre as ações desenvolvidas e os resultados obtidos, quem sabe conseguisse ver que algo está errado nestas ações de combate ao vetor *preconizadas pelo MINISTÉRIO DA SAÚDE, e seguida à risca pelos gestores da Saúde Pública! E não me refiro apenas aos gestores aqui de Mato Grosso, mas do Brasil todo. O erro é enorme e as conseqüências, desastrosas; a prova está ai: epidemias de grande magnitude como a ocorrida no Mato Grosso do Sul, no Rio de Janeiro e as que ocorrem em Mato Grosso, com dados subnotificados, fato que gera informações errôneas e prejudiciais à população.
Repito: Se as ações estivessem corretas, não haveria tantos casos de DENGUE e a LEISHMANIOSE não estaria matando tantas pessoas!
Se a DENGUE é uma patologia grave, a LEISHMANIOSE é pior, muito mais grave e mais letal!
Quando mostrei o erro que envolve o inseticida aplicado, a resposta foi: “mas é o MINISTÉRIO DA SAÚDE que *preconiza o uso deste inseticida”. Ora, se o ministério está errado vamos aceitar calados?
Se o erro parte do MINISTÉRIO DA SAÚDE, hoje o mais importante é corrigir este erro, urgente!
Vivemos sob ameaça; o Brasil se tornou zona de risco epidêmico, e, se nada for feito, as conseqüências serão de grandes proporções, agravadas com o Sistema de Saúde Pública revelando estrutura frágil. Assim, podemos esperar o quê?
O erro está nas ações, que, ano após ano se repetem, sempre da maneira errada!
Os números das epidemias podem ser consultados no site da Organização Mundial de Saúde-OMS; não são dados achados aleatoriamente; e, sobre o que posso dizer a respeito deles, é que não apresentam a realidade nua e crua, o que se deve à grande subnotificação, senão, os números estatísticos seriam ainda mais assustadores.
Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, entre outros estados, a persistir o quadro caótico, desorganizado e incompetente nas ações desenvolvidas de “combate” à DENGUE podem (e eu lamento profundamente dizer isto) se preparar para epidemias enormes, com casos de gravidade piores dos que hoje acompanhamos na mídia, pois quatro anos de repetidos desacertos, passam rápido, muito rápido!
As epidemias que atingiram cidades em diferentes estados brasileiros podem ser observadas, basta fazer uma busca e encontraremos os registros de 1986 (Rio de janeiro com mais de um milhão de casos), 1990, 1994, 1998, 2002, 2006, 2007 e 2008, nos quais se percebe as seqüências de novos casos e, entre estes, pessoas sofrendo a 2ª, 3ª dengue.
Torna-se urgente mudar o enfoque no combate ao vetor. Eliminar larvas? Não funciona. Está comprovado.
Tem que se eliminar o inseto adulto! Sem mosquitos, não haverá mais larvas...

Obs: * “Preconiza” parece ser uma palavra (a única) decorada por quem “deu uma olhadinha” nas normas técnicas do Ministério da Saúde, achando que ela poderia impressionar quem a ouvisse ou lhe dar credibilidade...

domingo, 23 de março de 2008

DENGUE: Seqüenciais epidemias

*Bia Lopes




E tempo das chuvas e o aumento de casos de dengue será, como sempre, explosivo. Veja o Rio de Janeiro, por exemplo.
Milhares de pessoas serão infectados ou reinfectadas, superlotando postos de saúde, emergências hospitalares, aumentando o caos da Saúde Pública, fragilizada e sem estrutura.
Novamente veremos autoridades sanitárias explicando o inexplicável, justificando o que não tem justificativa: Culpar a população pela dengue é justificar o descaso, a omissão. Análise de dados recentes aponta que, a cada ano, o aumento progressivo de casos é muito grande bem como as complicações causadas pelas seqüenciais infecções que evoluem quase sempre com mau prognóstico.
O assustador é que estamos convivendo com a dengue há mais de 20 anos e quem pesquisa sabe: a solução existe. É necessária uma medida drástica: Acabar com o mosquito! Parece brincadeira de criança, mas aquela velha pergunta ainda é valida: “quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha”? Bem, se você fritar o ovo e comer, a galinha põe outro ovo, mas se você fritar a galinha... É simples assim. Mas a política precisa da dengue. Não pode eliminar o mosquito de ovos de ouro, ele rende bilhões anualmente, elege de vereadores a presidente da república, se assim não fosse por que, por exemplo, um vereador iria, pessoalmente levar o currículo do candidato a vaga de agente da dengue? É um clássico caso de QI (Quem Indicou), aliás, se a seleção para este trabalho fosse por competência, conhecimento, a redução de insetos vetores poderia ocorrer sim, mas acontece que, quem coordena as ações nesta área parece não distinguir a diferença entre uma zebra e uma fêmea de Aedes aegypti: enfim, ambos possuem listras pelo corpo...
O retorno deste e de outros vetores trouxeram de volta várias doenças, algumas destas já haviam sido erradicadas há muitos anos, dengue, parasitoses, filariose, malária,leishemaniose (visceral e a cutânea) entre outras patologias.

O Ministério da Saúde, juntamente com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) precisa rever seus conceitos e atacar estes vetores com vontade, eliminando assim tantos problemas graves causados pela emergência deste vetores.E quando digo atacar é exatamente isto que quero dizer. Mudam ministros da saúde, mudam nomes de ações de controle, mas não fazem o que deve ser efetivamente feito: eliminar o vetor! Realizam grandes congressos (normalmente em cidades turísticas), se discute novas estratégias esquecendo que estrategista é o mosquito, a prova disto é que, nesta guerra ele é o vencedor.
A continuar do mesmo modo, sem efetivas ações, o problema só irá aumentar. E é preocupante perceber tanto descaso com a saúde da população.
Quase todas as pessoas já tiveram dengues, (uma, duas ou três vezes). Uns nem sabem que foi dengue, pois a informação médica é, muitas vezes de que se trata de “uma virose”...
Um artigo publicado na Folha da Tarde de Cuiabá, MT., no dia 12/09/2007 aponta um aumento de notificações de dengue na faixa etária entre um a oito anos de idade, o que é um dado realmente preocupante, pois uma criança de 05 anos de idade pode estar passando por uma segunda infecção pelo vírus da dengue, sendo que a primeira pode ter sido ainda no útero, durante uma dengue sofrida pela mãe gestante. A primeira dengue já é um evento bastante sério, pois atinge órgãos vitais que ficarão com seqüelas.
O que acontece no sistema imunológico: durante a primeira infecção, as alterações que ocorrem em seqüenciais infecções, devido ao registro de outras dengues sofridas anteriormente, e quando o sistema imunológico é acionado pela nova infecção reage rapidamente contra o antígeno invasor e contra o próprio sistema de defesa, devido a este registro, as reações na presença repetida do vírus são extremamente ativas e fortes, provocando hemorragias ou extravasamento do sangue nos capilares sanguíneos evoluindo na maioria das vezes para um quadro de risco, pois no local onde ocorre a entrada do vírus os anticorpos reagem contra o antígeno invasor e, no caso de segunda ou terceira dengue os anticorpos apresentam reação mais violenta daí então a súbita elevação de temperatura (febre) durante a replicação viral. Todos os órgãos do corpo humano são ricamente vascularizados: fígado, pulmão, rins, coração, cérebro, sistema digestório e, no caso de dengue com evolução hemorrágica, seja devido a uma infecção anterior, ou seja, devido ao uso indevido de medicamentos que alterem a coagulação como o Ácido Acetil Salicílico ou similares, haverá a ocorrência de princípio hemorrágico de importância médica, podendo evoluir para um quadro bastante grave.

As manifestações clinicas da dengue afetam órgãos vitais como o cérebro, fígado, coração, rins e pulmão.
Dor no corpo, “febre quebra-osso” já citada acima por ser um dos nomes que a patologia recebeu, dor nas articulações é a replicação viral ocorrendo dentro das estruturas ósseas, que são ricamente vascularizadas para permitir a nutrição dos ossos.5

NO CÉREBRO

Edema cerebral, hemorragia cerebral, anóxia cerebral, hemorragia microcapilar, a infecção do sistema nervoso central (SNC) devido a dengue é teoria defendida por Halstead, alguns distúrbios pós-dengue, são relatados: epilepsia, tremores, amnésia, demência, psicose maníaca, paralisia de Bell, envolvimento de laringe, paralisia de extremidades inferiores, de palato, de nervo ulnar, de nervo torácico longo, de nervo peroneal, síndrome de Reye, síndrome de Guillain-Barré, meningoencefalomielite e mono neuropatias. Os sinais e sintomas neurológicos clássicos associados à fase aguda do dengue são: cefaléia, convulsão, delírio, insônia, inquietação, irritabilidade e depressão3. A estes podem estar associados meningismo discreto sem alteração da consciência ou deficiência neurológica focal, depressão sensorial, convulsões e desordens comportamentais3, além de sinais de comprometimento piramidal e meníngeo.
NO FÍGADO E OUTROS ORGÃOS
Falência hepática fulminante, devido ao órgão sofrer, além da agressão pelo vírus, a “agressão medicamentosa”, isto é, o uso indiscriminado do paracetamol, com dosagens e intervalos errados pode causar danos irreversíveis ao fígado.
No sistema renal os danos causados, no conjunto formado pela multiplicação do vírus da dengue e a utilização de forma errônea do paracetamol, pode levar a paralisação do órgão. O pulmão pode ser fatalmente atingido pela replicação do vírus em seus capilares (vasos sanguíneos).

A DENGUE, PARACETAMOL e AAS

Entre os riscos à saúde provocados pela dengue está a venda e o uso indiscriminado do paracetamol (tyllenol), Conforme alerta o Dr. Anthony Wong, do Centro de Assistência Toxicológica-CEATOX, o paracetamol, principio ativo de vários medicamentos não é inofensivo. Segundo ele, é comum os pais abusarem na dosagem do medicamento na tentativa de diminuir a febre do filho doente. Quando um medicamento é prescrito pelo médico para ser tomado de 08 em 08 horas isto certamente deverá ser obedecido!
O paracetamol pode causar graves lesões no fígado (falência hepática, destruição total do fígado), e no caso da DENGUE, que o fígado já é bastante agredido pela doença e somado ao uso errado do medicamento o paciente poderá ter o quadro agravado e até mesmo morrer.
O dr Anthony esclarece também que para baixar febres elevadas (acima de 39,5 graus), o uso da dipirona é mais indicado, pois seu efeito pode durar por mais de seis horas.
Várias pessoas costumam tomar “para não ter dengue” devido a desinformação, pensam que o paracetamol funciona como uma vacina!Neste caso, o risco é maior, pois o fígado, já agredido pelo medicamento e se a pessoa for infectada pelo vírus da dengue o problema torna-se bastante grave.
Quanto ao AAS ele não deve ser usado pois causa desagregação plaquetária, provocando hemorragias e, importante saber: Este princípio ativo está presente em muitos medicamentos que não podem ser usados no caso de DENGUE pois poderão provocar sangramentos e hemorragias.

OS SINTOMAS SÃO SEMELHANTES A OUTRAS PATOLOGIAS VIRAIS

FEBRE REPENTINA E INTENSA Cefaléia? Pode ser DENGUE, que pode apresentar vários outros sintomas também. Não tome medicamentos, procure atendimento médico. E exija os exames (sorologias)! Demora o resultado? Não tem importância, importa VOCÊ saber se foi dengue ou não.



Beatriz Antonieta Lopes
Bióloga especialista em Entomologia Médica