Este artigo do Doutor Edimilson trás importante esclarecimento sobre a Dengue e Medicamentos, o que pode ser usado ou não:
Prof. Dr. Edimilson Ramos Migowski de Carvalho, MD, PhD
(Professor de Infectologia Pediátrica da UFRJ e vice-presidente da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro)
O vírus do Dengue é um Flavivirus, portanto do mesmo gênero do vírus da hepatite C e da febre amarela, que também são hepatotrópicos. Assim, a hepatite não pode ser considerada uma complicação do dengue, pois faz parte da história natural da doença. Aspectos histológicos de hepatite viral têm sido demonstrados em biópsias hepáticas de pacientes com dengue, como degeneração dos hepatócitos, necrose centrolobular, degeneração gordurosa, hiperplasia de células de Kupffer, infiltração de monócitos e alterações muitas vezes de grande monta a exemplo do que ocorre na febre amarela. Diversos estudos demonstram que 80 a 100% dos pacientes com dengue, mesmo sem hepatomegalia, apresentam algum grau de envolvimento hepático com elevação de transaminases (TGO e TGP).
O tratamento da Dengue é sintomático, isto é, são utilizados medicamentos apenas para amenizar os sinais e sintomas, e não para combater o vírus. O próprio sistema imunológico acaba com o vírus em alguns dias. Mesmo assim, deve-se fazer repouso, não se agasalhar excessivamente e beber muito líquido para evitar a desidratação proporcionada pela febre e evitar sintomas mais desagradáveis.
No caso da forma hemorrágica, é recomendada a aplicação de soro e plasma. Em alguns casos mais graves pode haver a necessidade de transfusão de sangue.
Embora não tenha qualquer estudo, é o paracetamol (Dôrico®, Tyllenol® etc.) o fármaco mais utilizado para tratamento da dor e febre no paciente com dengue. Vale ressaltar que o vírus do dengue causa, em praticamente 100% das pessoas infectadas, um quadro de hepatite, e o paracetamol é muito tóxico para esse órgão e poderá agravar o problema.
O ácido acetil-salicílico (AAS®, Aspirina®, Melhoral®, Doril® etc.) é contra-indicado, porque essa substância interfere nos mecanismos de coagulação e pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas.
Baseado nos perfis do medicamento e da doença, os medicamentos que poderiam ser utilizados com um pouco mais de segurança seriam a dipirona (Novalgina®, Dorflex®, Anador® etc.) e o ibuprofeno (Dalsy®, Alivium®). Mas sempre de forma comedida e com orientação médica.
Na maioria das vezes, o doente se recupera em uma semana. A recuperação costuma ser total, não deixando nenhum tipo de seqüela. É comum que ocorra durante alguns dias uma sensação de cansaço, que desaparece completamente com o tempo, geralmente em até quinze dias.
O Paracetamol é uma substância que exige um esforço do fígado para metabolizá-la. A diferença entre a dose terapêutica e a tóxica é muito pequena. Segundo a Administração de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos, um adulto saudável deve ingerir, no máximo, quatro gramas de paracetamol por dia. Para crianças, a dose recomendada é de cem miligramas por quilo de peso. Mas o mais seguro é consumir o mínimo possível. O excesso pode causar hepatite medicamentosa. Hepatite tóxica mata rapidamente, adultos e crianças.
A hepatite pode ser a verdadeira causa de vários óbitos atribuídos ao dengue.
Concordo com o doutor, especialmente devido a agressão viral ao fígado do paciente e, o uso indiscriminado do princípio ativo Paracetamol, a lesão ao órgão pode matar. (Bia Lopes)
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Dengue e o descaso das autoridades
Estou relendo este comentário feito pelo Ailton Avellaneda Couto, que expõe com muita clareza sua opinião (e a de muitos brasileiros).
Abaixo, a opinião de Ailton:
“Gostaria de ver maior empenho das autoridades brasileiras em combater e alertar a população sobre essa epidemia. Não se pode dormir no ponto e deixar mais essa catástrofe mundial nos atingir e depois tentar tampar o sol com a peneira como fazem com a dengue. O governo finge que combate, nós fingimos acreditar e as pessoas continuam morrendo por causa de um pernilongo que havia sido erradicado do Brasil e que por descaso das autoridades é uma praga nacional. O governo federal e os estaduais desmobilizaram importantes serviços estaduais e federais, tornando-os municipais, por interesse político e hoje pessoas sem nenhum conhecimento, visitam nossas casas e nos aborrecem porque sabemos que somente esse trabalho não surtirá efeito contra a dengue. Nada contra esses funcionários municipais dedicados e mal pagos, mas é a política governamental é que dá nojo. Você vê as manobras eleitoreiras em tudo. Por quê dizimar os serviços da SUCEN(SP) e da SUCAN(Federal) que combatiam as doenças endêmicas com conhecimento de causa, mantendo-as controladas, e passá-las para os municípios que trocam todos os funcionários a cada eleição municipal conforme entender o novo prefeito? Doenças endêmicas tem que ser tratadas de modo sério, por profissionais capacitados, experientes, decentemente remunerados.É uma das obrigações do Estado nos garantir Saúde Pública. Até quando vamos fingir que somos bem servidos em Saúde Publica?” (Ailton Avellaneda de Couto)
Evidencia-se assim a necessidade de nós, como cidadãos, exigir nosso direito de sermos respeitados, punindo inclusive, quem, além de não executar suas atribuições corretamente, aplica verbas públicas de forma inadequada, nos taxa de ‘relaxados’ nos acusa de não limpar nossos quintais!
Precisamos questionar e cobrar:
a) Maior empenho das autoridades brasileiras
b) O governo finge combater, nós fingimos acreditar
c) Pessoas continuam morrendo por causa de um pernilongo
d) O quadro atual é resultado do descaso das autoridades
e) Acabaram com os serviços da SUCEN (SP) e da SUCAN (Federal) que combatiam as doenças endêmicas
A SUCEN continua a executar seu trabalho em São Paulo, e com bons resultados, em vários municípios.
No estado de Mato Grosso, antigos funcionários da SUCAN estão aposentados ou se aposentando. Muitos possuem conhecimento de COMO EXECUTAR AS AÇÕES estão hoje calados (omissos), apenas observando o que ocorre, quando poderiam estar transmitindo seus conhecimentos a novos funcionários (concursados para a área), mas lamentavelmente nem estado nem municípios ‘acordaram’ para esta necessidade!
O retorno dos mais diferentes vetores e pragas que deixam a população doente. Estes funcionários federais conhecedores que são das formas corretas (dá mais trabalho fazer?) e se calam, não questionam nada, apenas observam. Vários deles tiveram, assim como pessoas de suas famílias, Dengue em 2009. Sabem do risco e continuam em silencio.
Quando o governo federal os desmobilizou cruzaram os braços, aguardando o tempo passar... A aposentadoria chegar...
Acho isto muito triste, pois conversei com vários deles e todos sabem que as ações hoje realizadas estão totalmente equivocadas, mas nada fazem, ou pior: em reuniões com os atuais coordenadores municipais ainda os aplaudem!
“Doenças endêmicas tem que ser tratadas de modo sério, por profissionais capacitados, experientes”, e quando isto não é feito acontece o que acompanhamos na mídia local e nacional: EPIDEMIAS EXPLOSIVAS!
A manutenção do vetor e da dengue está condicionada ao trabalho realizado de forma deficiente , verbas empregadas em folders, caras revistinhas editadas,contratação de atores para propagandas na TV., enfim, má gestão do dinheiro público!
Abaixo, a opinião de Ailton:
“Gostaria de ver maior empenho das autoridades brasileiras em combater e alertar a população sobre essa epidemia. Não se pode dormir no ponto e deixar mais essa catástrofe mundial nos atingir e depois tentar tampar o sol com a peneira como fazem com a dengue. O governo finge que combate, nós fingimos acreditar e as pessoas continuam morrendo por causa de um pernilongo que havia sido erradicado do Brasil e que por descaso das autoridades é uma praga nacional. O governo federal e os estaduais desmobilizaram importantes serviços estaduais e federais, tornando-os municipais, por interesse político e hoje pessoas sem nenhum conhecimento, visitam nossas casas e nos aborrecem porque sabemos que somente esse trabalho não surtirá efeito contra a dengue. Nada contra esses funcionários municipais dedicados e mal pagos, mas é a política governamental é que dá nojo. Você vê as manobras eleitoreiras em tudo. Por quê dizimar os serviços da SUCEN(SP) e da SUCAN(Federal) que combatiam as doenças endêmicas com conhecimento de causa, mantendo-as controladas, e passá-las para os municípios que trocam todos os funcionários a cada eleição municipal conforme entender o novo prefeito? Doenças endêmicas tem que ser tratadas de modo sério, por profissionais capacitados, experientes, decentemente remunerados.É uma das obrigações do Estado nos garantir Saúde Pública. Até quando vamos fingir que somos bem servidos em Saúde Publica?” (Ailton Avellaneda de Couto)
Evidencia-se assim a necessidade de nós, como cidadãos, exigir nosso direito de sermos respeitados, punindo inclusive, quem, além de não executar suas atribuições corretamente, aplica verbas públicas de forma inadequada, nos taxa de ‘relaxados’ nos acusa de não limpar nossos quintais!
Precisamos questionar e cobrar:
a) Maior empenho das autoridades brasileiras
b) O governo finge combater, nós fingimos acreditar
c) Pessoas continuam morrendo por causa de um pernilongo
d) O quadro atual é resultado do descaso das autoridades
e) Acabaram com os serviços da SUCEN (SP) e da SUCAN (Federal) que combatiam as doenças endêmicas
A SUCEN continua a executar seu trabalho em São Paulo, e com bons resultados, em vários municípios.
No estado de Mato Grosso, antigos funcionários da SUCAN estão aposentados ou se aposentando. Muitos possuem conhecimento de COMO EXECUTAR AS AÇÕES estão hoje calados (omissos), apenas observando o que ocorre, quando poderiam estar transmitindo seus conhecimentos a novos funcionários (concursados para a área), mas lamentavelmente nem estado nem municípios ‘acordaram’ para esta necessidade!
O retorno dos mais diferentes vetores e pragas que deixam a população doente. Estes funcionários federais conhecedores que são das formas corretas (dá mais trabalho fazer?) e se calam, não questionam nada, apenas observam. Vários deles tiveram, assim como pessoas de suas famílias, Dengue em 2009. Sabem do risco e continuam em silencio.
Quando o governo federal os desmobilizou cruzaram os braços, aguardando o tempo passar... A aposentadoria chegar...
Acho isto muito triste, pois conversei com vários deles e todos sabem que as ações hoje realizadas estão totalmente equivocadas, mas nada fazem, ou pior: em reuniões com os atuais coordenadores municipais ainda os aplaudem!
“Doenças endêmicas tem que ser tratadas de modo sério, por profissionais capacitados, experientes”, e quando isto não é feito acontece o que acompanhamos na mídia local e nacional: EPIDEMIAS EXPLOSIVAS!
A manutenção do vetor e da dengue está condicionada ao trabalho realizado de forma deficiente , verbas empregadas em folders, caras revistinhas editadas,contratação de atores para propagandas na TV., enfim, má gestão do dinheiro público!
domingo, 17 de janeiro de 2010
para você saber
Novas técnicas para procedimentos dialíticos por Saúde Business Web - 14/01/2010
Segundo a Anvisa, esses serviços ainda não possuem regra específica e, por suas peculiaridades, não se encaixam na RDC 154/04
A partir de agora os hospitais deverão disponibilizar água tratada no preparo do dialisato (banho de hemodiálise). Essa é umas novas técnicas para procedimentos dialíticos anunciada pela Anvisa. O objetivo da agência é orientar a execução de procedimentos pelos serviços móveis de diálise, também chamados "diálises de leito hospitalar ".
Segundo a Anvisa, esses serviços ainda não possuem regra específica e, por suas peculiaridades, não se encaixam na RDC 154/04, que regulamenta os serviços tradicionais de diálise.
As técnicas foram publicadas em um nota que, entre outros fatores, destaca a necessidade de acompanhamento integral do procedimento por uma equipe composta de médico, enfermeiro e técnico em enfermagem. Além disso, a Anvisa alerta sobre a proibição do reuso de agulhas, linhas, isoladores de pressão e demais materiais descartáveis, além de estabelecer as medidas de prevenção e controle de infecção.
A nota está disponível na íntegra, no portal da Anvisa.
Segundo a Anvisa, esses serviços ainda não possuem regra específica e, por suas peculiaridades, não se encaixam na RDC 154/04
A partir de agora os hospitais deverão disponibilizar água tratada no preparo do dialisato (banho de hemodiálise). Essa é umas novas técnicas para procedimentos dialíticos anunciada pela Anvisa. O objetivo da agência é orientar a execução de procedimentos pelos serviços móveis de diálise, também chamados "diálises de leito hospitalar ".
Segundo a Anvisa, esses serviços ainda não possuem regra específica e, por suas peculiaridades, não se encaixam na RDC 154/04, que regulamenta os serviços tradicionais de diálise.
As técnicas foram publicadas em um nota que, entre outros fatores, destaca a necessidade de acompanhamento integral do procedimento por uma equipe composta de médico, enfermeiro e técnico em enfermagem. Além disso, a Anvisa alerta sobre a proibição do reuso de agulhas, linhas, isoladores de pressão e demais materiais descartáveis, além de estabelecer as medidas de prevenção e controle de infecção.
A nota está disponível na íntegra, no portal da Anvisa.
domingo, 3 de janeiro de 2010
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
LEISHMANIOSE: INEFICÁCIA DAS AÇÕES AGRAVA AINDA MAIS O PROBLEMA
O relatório da OPS/OMS (2005) que afirma às pág. 108: "a eliminação de reservatórios e controle de vetores não têm sido efetivos em limitar a expansão da doença”. Este fato fica comprovado, basta analisar o elevado número de infectados, tanto humanos como animais e, neste caso, os números de cães eutanasiados...
Também na pág. 114, cita-se: "intervenções de saúde pública visando è redução do número de cães infectados não apresentam resultados REAIS, pois os insetos não são eliminados. As ações desenvolvidas utilizam um produto de AÇÃO REPELENTE e não inseticida isto é, não elimina o vetor, apenas espanta temporariamente.
OPS/OMS (2005): "Há mais de 40 anos a saúde pública brasileira busca erradicar a leishmaniose visceral por métodos que merecem no mínimo serem revistos, já que o problema só aumenta".Minha opinião é de que a ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE deve determinar mudanças urgentes no controle vetorial atual, comprovadamente ineficiente.
A eliminação indiscriminada de cães com solução do problema: O Manual do Ministério da Saúde afirma na pág.29, que "se o proprietário quiser contraprova, esta deverá ser sorológica". O referido Manual também cita na pág. 27 que o "diagnóstico parasitológico é o de certeza, mas os métodos são invasivos e causam risco à saúde do animal e são impraticáveis em saúde pública". ‘Causam riscos à saúde do animal’. Como assim? E matar então se torna a melhor solução???
Ora, se os órgãos de saúde pública não têm condições, equipamentos, verbas e mão de obra especializada para o diagnóstico deste nível, eles têm o direito de tirar a vida do cão? A falta de lógica e coerência do atual programa reflete-se no aumento da doença canina e humana.
Falta lógica e sobra irresponsabilidade
A contradição é tão patente que, na pág.41 do Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral, cita-se como objetivo "dar condições para a realização de diagnóstico e adoção de medidas preventivas de controle e destino adequado do reservatório canino". Este objetivo não é cumprido, pois não há condições para diagnóstico mais apropriado para a população canina. Na mesma página, (41 do Manual) explicita-se objetivo de "diminuir riscos de transmissão mediante controle da população de reservatórios e do agente transmissor".
Controle da população de reservatórios
Traduzindo: eliminar todo e qualquer cão doente ou suspeito. Não se esquecer de matar pequenos animais das matas (marsupiais). Quando terminar com estes elimina-se pessoas infectadas? (são reservatórios também)...
Controle do agente transmissor
Em áreas endêmicas de leishmaniose visceral urbana, seria lógico que, além de medidas agressivas de controle do vetor (o mais importante): ELIMINAR OS VETORES!!!
O relatório da OPS/OMS, mostra na pág.96: "a despeito das inúmeras informações acumuladas, carece ainda de estudos a respeito da determinação de fatores ambientais, humanos, sociais, econômicos entre outros, que possam ter influência na instalação e na propagação da LV nas áreas periurbanas e urbanas dos municípios, uma vez tratar-se de uma doença típica do meio rural, mas que está se urbanizando e expandindo territorialmente".
Percebe-se nas ações desenvolvidas, que servem apenas para atender necessidade política e interesse de poucos grupos. Fazer de conta que está sendo feito alguma coisa para solucionar o problema!
O que é NECESSÁRIO E URGENTE: Desenvolver políticas de intervenção que contemplem estratégias de controle integrado e não só centradas na eutanásia de cães infectados.
O Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral do Ministério da Saúde cita na pág.64: "os defensivos químicos para combater os insetos transmissores de doenças são considerados insumos estratégicos e o seu fornecimento para os estados e municípios está garantido pelo Ministério da Saúde, conforme determinado na Portaria nº 1.399, de 25 de dezembro de 1999".
"Nos municípios de transmissão esporádica, as ações referentes ao vetor estão restritas ao conhecimento da espécie e à dispersão da população flebotomínica no município, que orientará a delimitação da área para a realização do inquérito canino. “Cabe salientar, que nenhuma ação de controle químico deverá ser realizada”, esta é uma das determinações contidas no Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral do Ministério da Saúde! Absurdo!
O controle químico não sendo a realizado em áreas de transmissão esporádica (eventuais) leva a expansão da população de mosquito e o aumento de cães e pessoas infectadas.
A desinformação provoca o abandono de cães
Muita gente ainda acredita que a leishmaniose pode ser transmitida pela saliva do cão ou por contato direto com o mesmo. Tal desinformação leva a um abandono cada vez maior de cães em vias públicas, o que agrava ainda mais a questão desta zoonose.
Como as pessoas desconhecem, na grande maioria não tem informações corretas sobre o mosquito vetor, não sabem como combatê-lo. O controle químico realizado pelos órgãos de saúde pública é deficiente, inconsistente e falho em sua freqüência por questões financeiras, inseticidas inadequados são utilizados “por questões de economia”, economia esta que custa muito mais caro, pois um paciente infectado vai precisar de muito tempo de internação, tratamento e carregará seqüelas por toda vida.
Garantir a preservação da vida, de humanos e animais
A portaria do Ministério da Saúde não respeita a importância que o cão tem para a família, que entrega chorando seu animalzinho de estimação, mente para as crianças tentando diminuir o sofrimento da perda, ainda por cima é tratado como se fosse CULPADO pelo cão estar com Leishmaniose, esta transferência de responsabilidade é terrível, pelo poder público e as chamadas autoridades sanitárias!
O abuso cometido contra o médico veterinário tirando-lhe o direito de exercer a profissão que é tratar, curar os animais, garantir condições de saúde.
O que temos hoje é um programa confirmadamente ineficiente no controle de leishmaniose visceral, sacrifício inútil de milhares de cães e uma população humana sob risco da doença, com um grande número de infectados e muitos óbitos!
Também na pág. 114, cita-se: "intervenções de saúde pública visando è redução do número de cães infectados não apresentam resultados REAIS, pois os insetos não são eliminados. As ações desenvolvidas utilizam um produto de AÇÃO REPELENTE e não inseticida isto é, não elimina o vetor, apenas espanta temporariamente.
OPS/OMS (2005): "Há mais de 40 anos a saúde pública brasileira busca erradicar a leishmaniose visceral por métodos que merecem no mínimo serem revistos, já que o problema só aumenta".Minha opinião é de que a ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE deve determinar mudanças urgentes no controle vetorial atual, comprovadamente ineficiente.
A eliminação indiscriminada de cães com solução do problema: O Manual do Ministério da Saúde afirma na pág.29, que "se o proprietário quiser contraprova, esta deverá ser sorológica". O referido Manual também cita na pág. 27 que o "diagnóstico parasitológico é o de certeza, mas os métodos são invasivos e causam risco à saúde do animal e são impraticáveis em saúde pública". ‘Causam riscos à saúde do animal’. Como assim? E matar então se torna a melhor solução???
Ora, se os órgãos de saúde pública não têm condições, equipamentos, verbas e mão de obra especializada para o diagnóstico deste nível, eles têm o direito de tirar a vida do cão? A falta de lógica e coerência do atual programa reflete-se no aumento da doença canina e humana.
Falta lógica e sobra irresponsabilidade
A contradição é tão patente que, na pág.41 do Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral, cita-se como objetivo "dar condições para a realização de diagnóstico e adoção de medidas preventivas de controle e destino adequado do reservatório canino". Este objetivo não é cumprido, pois não há condições para diagnóstico mais apropriado para a população canina. Na mesma página, (41 do Manual) explicita-se objetivo de "diminuir riscos de transmissão mediante controle da população de reservatórios e do agente transmissor".
Controle da população de reservatórios
Traduzindo: eliminar todo e qualquer cão doente ou suspeito. Não se esquecer de matar pequenos animais das matas (marsupiais). Quando terminar com estes elimina-se pessoas infectadas? (são reservatórios também)...
Controle do agente transmissor
Em áreas endêmicas de leishmaniose visceral urbana, seria lógico que, além de medidas agressivas de controle do vetor (o mais importante): ELIMINAR OS VETORES!!!
O relatório da OPS/OMS, mostra na pág.96: "a despeito das inúmeras informações acumuladas, carece ainda de estudos a respeito da determinação de fatores ambientais, humanos, sociais, econômicos entre outros, que possam ter influência na instalação e na propagação da LV nas áreas periurbanas e urbanas dos municípios, uma vez tratar-se de uma doença típica do meio rural, mas que está se urbanizando e expandindo territorialmente".
Percebe-se nas ações desenvolvidas, que servem apenas para atender necessidade política e interesse de poucos grupos. Fazer de conta que está sendo feito alguma coisa para solucionar o problema!
O que é NECESSÁRIO E URGENTE: Desenvolver políticas de intervenção que contemplem estratégias de controle integrado e não só centradas na eutanásia de cães infectados.
O Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral do Ministério da Saúde cita na pág.64: "os defensivos químicos para combater os insetos transmissores de doenças são considerados insumos estratégicos e o seu fornecimento para os estados e municípios está garantido pelo Ministério da Saúde, conforme determinado na Portaria nº 1.399, de 25 de dezembro de 1999".
"Nos municípios de transmissão esporádica, as ações referentes ao vetor estão restritas ao conhecimento da espécie e à dispersão da população flebotomínica no município, que orientará a delimitação da área para a realização do inquérito canino. “Cabe salientar, que nenhuma ação de controle químico deverá ser realizada”, esta é uma das determinações contidas no Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral do Ministério da Saúde! Absurdo!
O controle químico não sendo a realizado em áreas de transmissão esporádica (eventuais) leva a expansão da população de mosquito e o aumento de cães e pessoas infectadas.
A desinformação provoca o abandono de cães
Muita gente ainda acredita que a leishmaniose pode ser transmitida pela saliva do cão ou por contato direto com o mesmo. Tal desinformação leva a um abandono cada vez maior de cães em vias públicas, o que agrava ainda mais a questão desta zoonose.
Como as pessoas desconhecem, na grande maioria não tem informações corretas sobre o mosquito vetor, não sabem como combatê-lo. O controle químico realizado pelos órgãos de saúde pública é deficiente, inconsistente e falho em sua freqüência por questões financeiras, inseticidas inadequados são utilizados “por questões de economia”, economia esta que custa muito mais caro, pois um paciente infectado vai precisar de muito tempo de internação, tratamento e carregará seqüelas por toda vida.
Garantir a preservação da vida, de humanos e animais
A portaria do Ministério da Saúde não respeita a importância que o cão tem para a família, que entrega chorando seu animalzinho de estimação, mente para as crianças tentando diminuir o sofrimento da perda, ainda por cima é tratado como se fosse CULPADO pelo cão estar com Leishmaniose, esta transferência de responsabilidade é terrível, pelo poder público e as chamadas autoridades sanitárias!
O abuso cometido contra o médico veterinário tirando-lhe o direito de exercer a profissão que é tratar, curar os animais, garantir condições de saúde.
O que temos hoje é um programa confirmadamente ineficiente no controle de leishmaniose visceral, sacrifício inútil de milhares de cães e uma população humana sob risco da doença, com um grande número de infectados e muitos óbitos!
domingo, 18 de outubro de 2009
adoção responsável: Dog & Cat
1-Missy, nossa gatinha fofinha

2- gatinho abandonado e triste, CCZ
Bia Lopes: Gostei destas colocações da Adestradora e comportamentalista Cláudia Estanislau e publiquei no meu blog!


Bia Lopes: Gostei destas colocações da Adestradora e comportamentalista Cláudia Estanislau e publiquei no meu blog!


3-Spot, veio para ficar uns dias...há 08 anos atrás....
4-Black Zulú, adotei no CCZ, estava doente e abandonada.
4-Black Zulú, adotei no CCZ, estava doente e abandonada.
"Todos os dias são abandonados em associações, canis e na rua, centenas de animais. Os motivos para esses abandonos são variados, embora os principais motivos sejam: a falta de local para os ter durante as férias e o desenvolvimento de problemas comportamentais por parte dos cães. Estes dois motivos para abandono, por sua vez, estão intrinsecamente ligados a um só factor, a falta de informação e educação por parte das pessoas que decidem ter um cão. A adoção de um cão terá de ser vista como uma decisão extremamente importante, tomada por todos os membros da família e que implicará uma mudança na rotina diária da casa. Adotar um cão é uma responsabilidade enorme, quer a nível financeiro, quer a nível emocional. Antes dessa decisão ser tomada, é imperativo que as pessoas comecem a perguntar a si mesmas, se querem realmente um cão, tendo em conta todas as responsabilidades que daí advêm". (Cláudia Estanislau - Adestradora e comportamentalista)
sábado, 1 de agosto de 2009
Oração do Cão Abandonado
Deus....Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira, me fez descer do carro, e virando-me as costas, foi embora e nem se despediu.Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo. Caí exausto no asfalto.
Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?Eu sempre o recebi abanando o rabo fazia festa e lambia seus pés. Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.Eu brincava com as crianças... Ah! Elas me adoravam. Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?
Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse comer agora. Puxa, estou faminto. Não tenho água para beber, e estou tão cansado.Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva, mas muitas vezes sou chutado. As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.Estou fraco, não consigo andar muito, mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite. Está muito frio e o chão está molhado. Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente, e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo. Aí no céu meu sofrimento vai terminar.
Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão, pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados, sofrerão maltrato dos impiedosos.Proteja-os. Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas. Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado. Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.
Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a ignorância do homem.Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos humanas a sede pelo sangue.
Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados, pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais duro de suportar.Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e minha oração pelos que aqui ficam.
É por eles que vos peço, pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.Amém.
(Encontrei esta oração no blog da Nayara http://world-ofanimals.blogspot.com)
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