domingo, 18 de outubro de 2009

adoção responsável: Dog & Cat

1-Missy, nossa gatinha fofinha
2- gatinho abandonado e triste, CCZ
Bia Lopes: Gostei destas colocações da Adestradora e comportamentalista Cláudia Estanislau e publiquei no meu blog!




























3-Spot, veio para ficar uns dias...há 08 anos atrás....
4-Black Zulú, adotei no CCZ, estava doente e abandonada.


"Todos os dias são abandonados em associações, canis e na rua, centenas de animais. Os motivos para esses abandonos são variados, embora os principais motivos sejam: a falta de local para os ter durante as férias e o desenvolvimento de problemas comportamentais por parte dos cães. Estes dois motivos para abandono, por sua vez, estão intrinsecamente ligados a um só factor, a falta de informação e educação por parte das pessoas que decidem ter um cão. A adoção de um cão terá de ser vista como uma decisão extremamente importante, tomada por todos os membros da família e que implicará uma mudança na rotina diária da casa. Adotar um cão é uma responsabilidade enorme, quer a nível financeiro, quer a nível emocional. Antes dessa decisão ser tomada, é imperativo que as pessoas comecem a perguntar a si mesmas, se querem realmente um cão, tendo em conta todas as responsabilidades que daí advêm". (Cláudia Estanislau - Adestradora e comportamentalista)















































































sábado, 1 de agosto de 2009

Oração do Cão Abandonado




Deus....Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira, me fez descer do carro, e virando-me as costas, foi embora e nem se despediu.Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo. Caí exausto no asfalto.
Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?Eu sempre o recebi abanando o rabo fazia festa e lambia seus pés. Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.Eu brincava com as crianças... Ah! Elas me adoravam. Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?
Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse comer agora. Puxa, estou faminto. Não tenho água para beber, e estou tão cansado.Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva, mas muitas vezes sou chutado. As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.Estou fraco, não consigo andar muito, mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite. Está muito frio e o chão está molhado. Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente, e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo. Aí no céu meu sofrimento vai terminar.
Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão, pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados, sofrerão maltrato dos impiedosos.Proteja-os. Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas. Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado. Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.
Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a ignorância do homem.Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos humanas a sede pelo sangue.
Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados, pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais duro de suportar.Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e minha oração pelos que aqui ficam.
É por eles que vos peço, pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.Amém.
(Encontrei esta oração no blog da Nayara http://world-ofanimals.blogspot.com)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Achei muito interessante esta fábula que decidi compartilhar com os leitores. Lamentavelmente não constava o autor, mas caso alguém conheça a autoria comprovada, pode enviar um e-mail para os devidos créditos. Eu poderia adicionar a conhecida frase “Qualquer semelhança com fatos e acontecimento é mera coincidência”...



Certa vez, aconteceu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. Os homens, acostumados a comer carne crua, experimentaram e acharam deliciosa a carne assada. A partir de então, toda vez que queriam comer porco assado, incendiavam um bosque... Até que descobriram um novo método:

Mas o que quero contar é o que aconteceu quando tentaram mudar o SISTEMA para implantar um novo. Fazia tempo que as coisas não iam lá muito bem: às vezes, os animais ficavam queimados demais ou parcialmente crus. O processo preocupava muito a todos, porque se o SISTEMA falhava, as perdas ocasionadas eram muito grandes – milhões eram os que se alimentavam de carne assada e também milhões os que se ocupavam com a tarefa de assá-los. Portanto, o SISTEMA simplesmente não podia falhar. Mas, curiosamente, quanto mais crescia a escala do processo, mais parecia falhar e maiores eram as perdas causadas. Em razão das inúmeras deficiências, aumentavam as queixas. Já era um clamor geral a necessidade de reformar profundamente o SISTEMA.

Congressos, seminários e conferencias passaram a ser realizados anualmente para buscar uma solução. Mas parece que não acertavam o melhoramento do mecanismo. Assim, no ano seguinte, repetiam-se os congressos, seminários e conferencias. As causas do fracasso do SISTEMA, segundo os especialistas, eram atribuídas a indisciplina dos porcos, que não permaneciam onde deveriam, ou a inconstante natureza do fogo, tão difícil de controlar, ou ainda as arvores, excessivamente verdes, ou a umidade da terra ou ao serviço de informações meteorológicas, que não acertava o lugar, o momento e a quantidade das chuvas.

As causas eram, como se vê difíceis de determinar - na verdade, o sistema para assar porcos era muito complexo. Fora montada uma Grande estrutura: maquinário diversificado, indivíduos dedicados exclusivamente a acender o fogo - incendiadores que eram também especializados (incendiadores da Zona Norte, da Zona Oeste, etc, incendiadores noturnos e diurnos - com especialização matutina e vespertina - incendiador de verão, de inverno etc).

Havia Especialista também em ventos - os anemotecnicos. Havia um diretor geral de assamento e alimentação assada, um diretor de técnicas ígneas (com seu Conselho Geral de Assessores), um administrador geral de reflorestamento, uma comissão de treinamento profissional em Porcologia, um Instituto Superior de Cultura e Técnicas Alimentícias- (ISCUTA) e o bureau orientador de reforma igneooperativas.

Havia sido projetada e encontrava-se em plena atividade a formação de bosques e selvas, de acordo com as mais recentes técnicas de Implantação - utilizando-se regiões de baixa umidade e onde os ventos não soprariam mais que três horas seguidas. Eram milhões de pessoas trabalhando na preparação dos bosques, que logo seriam incendiados. Havia especialistas estrangeiros estudando a importação das melhores arvores e sementes, o fogo mais potente etc. Havia grandes instalações para manter os porcos antes do incêndio, alem de mecanismos para deixa-los sair apenas no momento oportuno.

Foram formados professores especializados na construção dessas instalações. Pesquisadores trabalhavam para as universidades para que os professores fossem especializados na construção das instalações para porcos. Fundações apoiavam os pesquisadores que trabalhavam para as universidades que preparavam os professores especializados na construção das instalações para porcos etc. As soluções que os congressos sugeriam eram, por exemplo, aplicar triangularmente o fogo depois de atingida determinada velocidade do vento, soltar os porcos 15 minutos antes que o incêndio médio da floresta atingisse 47 graus e posicionar ventiladores gigantes em direção oposta a do vento, de forma a direcionar o fogo. Não é preciso dizer que poucos especialistas estavam de acordo entre si, e que cada um embasava suas idéias em dados e pesquisas específicos. Um dia, um incendiador categoria AB/SODM-VCH (ou seja, um acendedor de bosques especializado em sudoeste diurno, matutino, com bacharelado em verão chuvoso) chamado João Bom-Senso resolveu dizer que o problema era muito fácil de ser resolvido - bastava, primeiramente, matar o porco escolhido, limpando e cortando adequadamente o animal, colocando-o então numa armação metálica sobre brasas, até que o efeito do calor - e não as chamas - assasse a carne.

Tendo sido informado sobre as idéias do funcionário, o diretor geral de assamento mandou chamá-lo ao seu gabinete, e depois de ouvi-lo pacientemente, disse-lhe: "Tudo o que o senhor disse está muito bem, mas não funciona na pratica. O que o senhor faria, por exemplo, com os anemotecnicos, caso viéssemos a aplicar a sua teoria? Onde seria empregado todo o conhecimento dos acendedores de diversas especialidades?". "Não sei", disse João. "E os especialistas em sementes? Em arvores importadas? E os desenhistas de instalações para porcos, com suas maquinas purificadores automáticas de ar?". "Não sei". "E os anemotecnicos que levaram anos especializando-se no exterior, e cuja formação custou tanto dinheiro ao país? Vou mandá-los limpar porquinhos?

E os conferencistas e estudiosos, que ano após ano tem trabalhado no Programa de Reforma e Melhoramentos? Que faço com eles, se a sua solução resolver tudo? Heim?". "Não sei", repetiu João, encabulado. "O senhor percebe, agora, que a sua idéia não vem ao encontro daquilo de que necessitamos? O senhor não vê que se tudo fosse tão simples, nossos especialistas já teriam encontrado a solução há muito tempo atrás? O senhor, com certeza, compreende que eu não posso simplesmente convocar os anemotecnicos e dizer-lhes que tudo se resume a utilizar brasinhas, sem chamas! O que o senhor espera que eu faça com os quilômetros e quilômetros de bosques já preparados, cujas arvores não dão frutos e nem tem folhas para dar sombra? Vamos, diga-me?". "Não sei, não, senhor". "Diga-me, nossos três engenheiros em Porcopirotecnia, o senhor não considera que sejam personalidades cientificas do mais extraordinário valor?". "Sim, parece que sim".

"Pois então. O simples fato de possuirmos valiosos engenheiros em Porcopirotecnia indica que nosso sistema é muito bom. O que eu faria com indivíduos tão importantes para o pais?" "Não sei". "Viu? O senhor tem que trazer soluções para certos problemas específicos - por exemplo, como melhorar as anemotecnicas atualmente utilizadas, como obter mais rapidamente acendedores de Oeste (nossa maior carência) ou como construir instalações para porcos com mais de sete andares. Temos que melhorar o sistema, e não transforma-lo radicalmente, o senhor, entende? Ao senhor, falta-lhe sensatez!". "Realmente, eu estou perplexo!", respondeu João. "Bem, agora que o senhor conhece as dimensões do problema, não saia dizendo por ai que pode resolver tudo. O problema é bem mais sério e complexo do que o senhor imagina. Agora, entre nós, devo recomendar-lhe que não insista nessa sua idéia - isso poderia trazer problemas para o senhor no seu cargo. Não por mim, o senhor entende. Eu falo isso para o seu próprio bem, porque eu o compreendo, entendo perfeitamente o seu posicionamento, mas o senhor sabe que pode encontrar outro superior menos compreensivo, não é mesmo?". João Bom-Senso, coitado, não falou mais um "a". Sem despedir-se, meio atordoado, meio assustado com a sensação de estar caminhando de cabeça para baixo, saiu de fininho e ninguém nunca mais o viu. Autor desconhecido ou ignorado

segunda-feira, 6 de julho de 2009

NÃO MATE Seu Melhor AMIGO

Devido a importância do assunto estou publicando este alerta do Abrigo dos Bichos:

NÃO MATE e NÃO PERMITA QUE O FAÇAM.

Faça um Segundo exame, em laboratório particular.

CASO SEJA Confirmado o resultado positivo no Segundo Exame, TRATE SEU ANIMALZINHO. Não ENTREGUE, não MATE,
TRATE !

- Caso o exame de seu cão de positivo, FAÇA UMA SEGUNDA PROVA. O Custo do exame está em torno de R$ 20 em Campo Grande (MS).

- A Leishmaniose Visceral Canina Tem tratamento. O Tratamento da Leishmaniose Visceral Canina pode ser feito utilizando diferentes drogas. As drogas para o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina são muito baratas e podem ser, inclusive, manipuladas em farmácias. O tratamento da Leishmaniose Visceral Canina exige compromisso tanto do Médico Veterinário como do proprietário. O tratamento da Leishmaniose Visceral Canina não é proibido. O que está proibido no Tratamento da Leishmaniose Visceral Canina é o uso de Medicamentos da linha humana, mas mesmo esta proibição de uso de Medicamentos para o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina está sendo questionada judicialmente pois uma Portaria Ministerial não tem competência legal para proibir um tratamento de Leishmaniose Visceral Canina. Somente a Lei, em sentido estrito, pode impedir o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina.

- O tratamento de cães soropositivos para leishmaniose não é proibido (por lei) em âmbito nacional. O que existe é o "entendimento" do Ministério da Saúde que os animais devem ser sacrificados caso o resultado seja supostamente sororreagente.

O único país do mundo que opta pela eutanásia para controlar a leishmaniose é o Brasil.
Apesar da Portaria Interministerial nº. 1.426/08, que proíbe a utilização de medicamentos de uso humano para cães soropositivos, vigora em Campo Grande decisão judicial que impõe regras para o Poder Público referente à matança de animais supostamente infectados por esta zoonose (onde, o poder público deve fazer dois exames - rifi e elisa - e caso o animal tenha resultado sororreagente, o proprietário tem direito à contraprova. Nesta, se comprovar que o animal é infectado (doente), o proprietário tem o direito ainda de optar pelo tratamento.
Tanto a coleta de sangue quanto à entrega do animal para eutanásia devem ser feitas com autorização expressa do proprietário.
Em vez de ameaças por multa de R$ 7.000,00 (sete mil reais) pela recusa da entrega do cão para morte, a população deveria receber esclarecimento quanto aos seus reais direitos conforme determinado em sentença judicial (em anexo) bem como noções maiores e constantes de educação ambiental (proliferação do flebotomíneo).

Para maiores informações, acesse e confira: www.abrigodosbichos.com.br/tratamento

sábado, 13 de junho de 2009

DENGUE: NADA MUDOU NA CONDUÇÃO DAS AÇÕES

Embora o TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO – TCU – tenha realizado investigações sobre a maneira que estão sendo empregadas as verbas destinadas ao controle e erradicação de insetos vetores, estados e municípios continuam com a mesma ineficaz e ultrapassada metodologia.
O uso de inseticida inadequado na eliminação de mosquitos permanece, haja vista os milhares de casos ocorrendo pelo Brasil afora.
Posso me tornar ‘chata’ para alguns ‘especialistas’, que insistem (por quê?) na manutenção de suas ações, mas não vou parar de questionar até ocorrerem às mudanças necessárias.
O uso do princípio ativo Malathion (organofosforado) manteve o Brasil durante muitos anos livre dessas doenças, que, hoje, estão dominando o país: Dengue, Leishmaniose e outras.
Ocorreram acidentes envolvendo inseticidas? Sim! A falta de maior orientação sobre os riscos, o descuido por parte de funcionários aliado a dificuldades tais como o fato do trabalho ser realizado em regiões distantes de suas residências, oportunizaram tais acidentes. Muitas vezes o servidor, depois de trabalhar o dia todo, permanecia com a mesma roupa e, pior, se acomodava sobre as embalagens do inseticida para descansar?!!!
Mas isto hoje não serve como ‘desculpa’ para continuar usando produtos que, além de efeito negativo (caso surtisse efeito não viveríamos surtos epidêmicos), provocam graves reações em diferentes indivíduos.
E, também, me desculpem os ‘ecos-chatos’, mas questionar o uso do inseticida para beneficiar a população do país e permanecer calados frente às milhares de toneladas de agrotóxicos pesados usados na agricultura? Façam o favor!
O uso correto do inseticida durante o período necessário, o controle entomológico, sim, é importantíssimo, pois ao surgimento do primeiro inseto devem-se tomar as medidas imediatas para a eliminação, pois sabemos perfeitamente que basta uma fêmea Aedes aegypti para infestar um bairro, inicialmente, se alastrando posteriormente para toda uma cidade.
O Mato Grosso do Sul, onde teve início uma explosiva epidemia em 2007/2008, está agora, em 2009, passando outra grande epidemia: trata-se de pessoas que estão passando a primeira dengue (se pesquisarmos encontraremos muitas crianças entre os infectados) e outros que tiveram a doença anteriormente (2005) e hoje estão sendo reinfectados.
O que podemos concluir analisando este novo surto do Mato Grosso do Sul: FALHA NO CONTROLE DO VETOR! USO DE INSETICIDAS ERRADOS! E ISSO É PELO BRASIL TODO!
(desculpem por que estou ‘gritando’)... Mas preciso ser ouvida!
Sei que minhas denúncias e pedidos de providências estão em andamento... Mas quantos irão ainda morrer até que as medidas corretas sejam implantadas? É urgência, sim!

Este artigo pode ser utilizado desde que citada fonte e autoria

“PERPLEXIDADE ENVOLVE A DENGUE”

Para a epidemiologista e sanitarista Glória Teixeira, do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da UFBA, o Brasil e outros países do mundo vivem uma "perplexidade", porque os vários esforços que vem sendo feitos não impediram a circulação do vírus da dengue. A sanitarista disse que "temos que avançar no conhecimento sobre o vírus e a doença, e para isso, os conhecimentos dos técnicos que atuam nos municípios são fundamentais".
Seria importante que a epidemiologista lançasse um ‘olhar mais abrangente’ sobre detalhes que venho publicando em meus artigos. Não são dados aleatórios, mas, sim, frutos de aprofundadas pesquisas, que envolvem diferentes enfoques: o inseto vetor; seu desenvolvimento do ovo ao inseto adulto; seus hábitos de vida; o vírus por ele vetorado; a patologia; as epidemias seqüenciais; o que ocorre com o indivíduo durante a primeira infecção; porque as reações são mais violentas durante uma segunda infecção; a dengue; a gestante e o bebê; o que é DEN 1, DEN 2, DEN 3 e DEN 4... Não bastassem esses erros, outros ainda mais graves somam negativamente.
OS ERROS COMETIDOS NO CONTROLE DO VETOR
T.C.P Novaes, pesquisadora química aposentada da FUNDACENTRO, SP, em seu artigo “DENGUE E OS 10 ANOS DO PEAa/PNCD -ERROS MANTIDOS, RISCOS DESCONSIDERADOS E REORIENTAÇÕES NECESSÁRIAS”, analisa, juntamente com sua equipe, os acontecimentos desencadeados devido a erros graves apontados há nove anos nos programas de controle vetorial de dengue, presentes nas orientações de diluição de larvicida e nas nebulizações ultra baixo volume (UBV), e riscos associados a essas operações.
"DENGUE: Instrução para pessoal de combate ao vetor Manual de Normas Técnicas", 3ª Ed.-Brasília-FUNASA/MS, conforme declara Novaes, permanece no manual o erro de cálculo de diluição do inseticida organofosforado temefós e do larvicida biológico Bacillus truringiensis israelensis (Bti) onde se mede o volume do recipiente (capacidade) e não o volume real de água, conduzindo a soluções mais concentradas que o previsto. No caso do Bacillus truringiensis israelensis (Bti), que, segundo o manual pode ser aplicado à água potável orientação aos executores de campo, propaga-se esse erro nacionalmente e eu questiono: em se tratando de uma bactéria, seu uso deveria ser muito controlado e rigoroso, pois o que poderia ocorrer na inalação desta bactéria, caso ela se aloje no pulmão de um individuo? No inseto sei muito bem como funciona: a larva ingere a bactéria que, dentro do sistema digestivo cresce e ‘explode’, matando a larva....
Este erro de cálculo gerou a informação ‘que o inseto adquiriu resistência’, o que não é verdade! O uso correto jamais irá gerar resistência! Mas em lugar de corrigir o erro, substituíram o inseticida e cometeram outro erro grave: utilizar inseticida inadequado, indicado a outro tipo de inseto e o resultado está ai. A PROLIFERAÇÃO DESENFREADA DO VETOR e a dengue se alastrando incontrolavelmente pelo Brasil todo!
A autora sugere em seu artigo, a suspensão do inseticida; no caso, minha sugestão é a correção de dosagens, aplicações, horários e os meses corretos para o controle. Trata-se de um inseticida que elimina mosquitos e não existem relatos de causar danos a humanos.
O que houve (aqui por perto) foi o uso inadequado, por parte de funcionários, que ‘lavaram paredes’ com o inseticida, que é próprio para ser aplicado com o UBV em microgotículas! Ocorreu também, por falta de maiores informações, que servidores se acomodavam sobre as embalagens de veneno, para descansarem...
As reavaliações na condução do controle do vetor devem ser rapidamente estudadas e readequadas, pois já passou da hora de fazer o que deve ser feito!

BANCO MUNDIAL investe 1,2 milhões de Reais EM ARMADILHAS PARA MOSQUITOS

Mesmo boquiaberta com este tipo de ação fico buscando entender por que um órgão do nível do Banco Mundial financia um projeto desses?
Trata-se de um projeto de controle do mosquito transmissor da dengue, que está sendo desenvolvido em Manaus, pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Tem parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e tem, ainda como parceiros, a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) e Fundação de Medicina Tropical do Amazonas (FMT-AM), e trata-se da implantação de mais de 1,5 armadilhas para captura e controle do mosquito Aedes aegypti, com recursos da ordem de 1,2 milhões de reais.
“O projeto concorreu com outros 2 mil projetos de inovação tecnológica no mundo inteiro, ficando selecionado entre os 20, para receber, também, financiamento do Banco Mundial”. Inovação tecnológica? Do mundo inteiro? E este foi o melhor?!!!
Já li e reli este artigo e não consigo ‘processar’ direito as informações...
Este projeto foi implantado LOGO APÓS uma grande epidemia ocorrida em Manaus, quando normalmente o número de casos reduz devido à população ter sofrido recente infecção pelo vírus da Dengue. Se ao menos fosse feito no período que antecede a epidemia para comprovar a importância de tal investimento... A epidemia em Manaus envolveu 2007/2008. A próxima será em 2011/2012, embora no intervalo sempre surjam novos casos.
Para verificação de eficácia seria necessário trabalhar o projeto em experiências a serem feitas ANTES da ocorrência de uma epidemia e esta observação deverá abranger os quatro anos futuros, para verdadeira comprovação de efeitos!!
Nenhum resultado dado como ‘efeito positivo’ das tais armadilhas poderá ser divulgado ou publicado antes dos próximos 04 anos. Passado este tempo pode-se ter uma idéia REAL do efeito obtido com tal experiência.
É. E eu que pensei já ter visto tudo... Onde estão as ‘cabeças pensantes’ de nosso país?
Bem, falta criar a minipanelinha para cozinhar os ovinhos do mosquito e, tem a minha sugestão: fabricar uma minibigorna, um minialicate e um minimartelo para a eliminação do vetor! Com o minialicate você segura o mosquito sobre a pequena bigorna, batendo nele com o martelinho! Pronto, é mais uma solução mágica para acabar com a Dengue...