quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

PRECISAMOS ATITUDE NA ELIMINAÇÃO DO VETOR!


CÃES E A LEISHMANIOSE:

Vacinas, coleiras e tratamento da LEISHMANIOSE são apenas paliativos... Está faltando ATITUDE na eliminação do vetor!  É evidente que, para quem fabrica a vacina é muito importante e lucrativo que o vetor NÃO SEJA ELIMINADO...
Para o fabricante da coleira também é interessante MANTER O VETOR...
Quanto ao tratamento, clinica particulares, a eficácia é regular, com uma ressalva: O tratamento é caro, e quem possui condições paga pelo atendimento especializado. Já quem não tem condições fica complicado, pelo alto custo que envolve!
É um tratamento difícil, bastante agressivo para o animal e com alto custo requer também muita atenção com o cão.
“O presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Carlos Henrique Nery Costa, apresentou estudos realizados no Espírito Santo, na Bahia e no Piauí que demonstram que não houve diminuição no número de pessoas infectadas por leishmaniose com o sacrifício de cães. Ele recomendou a suspensão do programa de eliminação de cães por falta de evidências da sua efetividade”.1 É evidente que matar os cães NUNCA foi uma solução! É FUNDAMENTAL eliminar o mosquito vetor, ação que não é realizada!
Analise: Cães vacinados, protegidos com coleiras etc., O MOSQUITO com fome vai sugar o sangue de quem???? É necessário ELIMINAR!
                           LEISHMANIOSE HUMANA
Em 2010, cerca de 3,5 mil pessoas foram infectadas com a doença, que não é transmitida  do homem para o homem. O cão é o principal hospedeiro do parasita e o contágio se dá quando o mosquito vetor pica o cão doente e, depois, uma pessoa. A doença é letal e, segundo o Ministério da Saúde, o índice de mortes entre os pacientes tratados está em torno de 6%. 1
Sintomas

Os principais sintomas da leishmaniose visceral são febre intermitente com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos.
 “A leishmaniose é uma doença muito grave tanto para os cães como também para os humanos. Nos dois casos, vidas são perdidas. Para proteção tanto do cão como das pessoas, é ideal que proprietários conversem com seus veterinários procurando os melhores e mais modernos meios de proteger o seu mascote contra essa terrível doença que cresce a cada dia em nosso país. Deveríamos todos nos sentir muito privilegiados de ser o único país do mundo a desenvolver e possuir vacina canina contra a leishmaniose. Não devemos ficar inertes ao problema e muito menos contribuir para o alastramento da doença.3
“O índice de pessoas que morrem por causa de leishmaniose em Belo Horizonte é maior que a média nacional, segundo dados da Sociedade Mineira de Infectologia. De cada cem casos registrados na cidade, 22 terminaram em mortes, em média”. Informa a infectologista Regina Lunardi. São 22% de mortes! 2   A pessoa, ao ser infectada, sente um mal estar inespecífico, que pode ser confundido com um quadro gripal e, até mesmo, passar despercebida... Mas, passado certo tempo, de forma silenciosa os parasitas se multiplicando em grande numero, a patologia atinge três órgãos principais do organismo: o fígado, o baço e a medula óssea. Caso o profissional de saúde desconfie e solicite os exames para investigação ou encaminhe ao médico infectologista, o paciente depois de um longo e agressivo tratamento irá lentamente se recuperar...
Para as pessoas, existe apenas uma proteção: Repelentes. Ou comprar e usar a coleira... Desculpem meus leitores, mas minha tolerância ZEROU em relação ao descaso e omissão da Saúde Pública! O dia que algum prefeito, usando da coerência, digamos, analisar a necessidade de ser um médico veterinário competente como Secretário de Saúde, notem que grifei uma palavra, pois não basta colocar “um amigo ou companheiro político” tem que ser alguém com competência e autonomia para fazer o que deve ser feito, corretamente!
Quanto ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), além de profissionais competentes DEVERIA haver um engenheiro agrônomo, para acompanhar e orientar sobre o uso, cuidados e adequação dos inseticidas.
Beatriz Antonieta Lopes- Bióloga
Curso em Entomologia Médica



3- Dra. Vanessa Mollica Caetano Teixeira.Médica Veterinária-Mestre em cirurgia – Unesp


Nenhum comentário: