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sexta-feira, 11 de abril de 2014

DENGUE: EU BEM QUE AVISEI....

Não é simpático dizer “eu bem que avisei”, mas não é mesmo minha intenção ser simpática ou boazinha neste artigo!

Sim, venho alertando sobre os riscos e, especialmente agora que o Mato Grosso irá sediar jogos da COPA DO MUNDO, e os visitantes levarão daqui uma ‘recordação inesquecível’ uma infecção viral provocada pelo Aedes aegypti, o vetor da DENGUE...

Dor intensa, mal estar e risco de vida! Sem contar com o despreparo da Saúde Publica que a tudo atesta “é só uma virose”...

Se analisarmos alguns dados, vamos perceber que acima de 400 mil casos de DENGUE ocorreram em 2001, quase 800 mil casos em 2002 e acima de 300 mil casos em 2003= total aproximado: Um milhão e 500 mil pessoas tiveram DENGUE na EPIDEMIA que envolveu 2001 a 2003, no Brasil. (http://www.combateadengue.com.br/estatisticas-da-dengue-no-brasil/)

Todos os anos eu publico artigos questionando ações (ou melhor, FALTA DE AÇÕES), sugerindo que seja aplicada a METODOLOGIA CORRETA, mas, pergunto: Quem tem interesse em acabar com a DENGUE???

Preste atenção!  Esta lista abaixo apresenta produtos químicos para combater a DENGUE que cada Secretaria Estadual de Saúde solicita ao Ministério da Saúde, verifique que o inseticida correto e adequado para eliminar os vetores da Dengue faz parte desta lista e o MS fornece, basta solicitar!

 O GOVERNO FEDERAL via MINISTÉRIO  DA SAÚDE FORNECE!
A opção pelo produto errado é dos estados, que solicita os produtos! Observe:

Inseticidas, larvicidas e equipamentos enviados aos estados:

RONDÔNIA
9.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.000 quilos de Temephos²
3.600 quilos de Cipermetrina¹
10 nebulizadores portáteis motorizados
12 borrifadores manuais
5 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê

ACRE
7.500 cargas de Alfacipermetrina¹
1.280 litros de Deltametrina¹
15.000 quilos de Temephos²
20 quilos Diflubenzuron²

Mato Grosso
6.000 cargas de Alfacipermetrina¹
6.380 litros de Deltametrina¹
30.000 quilos de Temephos²

MATO GROSSO DO SUL
33.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.700 litros de Deltametrina¹
50 quilos de Diflubenzuron²
16.000 quilos de Temephos²
25.021 quilos de BTI²
6 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê

GOIÁS
7.500 cargas de Alfacipermetrina¹
2.100 litros de Deltametrina¹
300 quilos de Diflubenzuron²
6.000 litros de Malathion¹
170.000 quilos de Temephos²

MINAS GERAIS
106.500 quilos de Temephos²
5.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.000 litros de Deltametrina¹
8.000 litros de Malathion¹
460 quilos de Diflubenzuron²
6.000 quilos Fenitrothion¹
26 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê

SÃO PAULO
2.800 cargas de Alfacipermetrina¹
17.000 litros de Malathion¹
13.682 quilos de BTI²
4.000 quilos de Fenitrothion¹
15.0       ilos de Temephos²
08 Equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê
FONTE: SVS EM REDE é editado pelo Núcleo de Comunicação da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

*SÃO PAULO vive hoje uma monumental epidemia...Possivelmente deixou de usar o insumo ou parou de seguir a Metodologia correta!  


Os seguintes estados continuam a fazer uso de produtos comprovadamente sem eficácia (Alfacipermetrina, Cipermetrina) na eliminação do mosquito vetor da Dengue e outros vetores alados:

 Rondônia, Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás.

Se você pesquisar vai ver a situação trágica da DENGUE nestes estados! Milhares de pessoas infectadas e inúmeras mortes! Leia este parágrafo do artigo "MATO GROSSO É O QUINTO EM CASOS DE DENGUE":  
"O Acre lidera a lista, com 3.157,3 casos por 100 mil habitantes, seguido de Mato Grosso do Sul, com 2.507,8 casos/ a 100 mil habitantes. Depois aparecem: Rondônia (1.585,1 casos/100 mil hab) e Goiás (1.114,9 casos/100 mil hab). Minas aparece atrás de Mato Grosso. Estes dados se referem de 1º de janeiro até o dia 3 de abril 2011,com  447.769 casos de dengue em todo o país). http://www.mtcontradengue.com.br/blog/2010/05/mato-grosso-e-o-quinto-em-casos-de-dengue-no-brasil/#more-694)

Embora o Ministério da Saúde forneça o inseticida indicado para eliminar mosquitos É NECESSÁRIO QUE OS ESTADOS E  MUNICÍPIOS SOLICITEM!

Caso contrário é fornecido apenas Piretróides, que só espantam temporariamente o inseto, que depois, retornam ‘com tudo'!

Como o inseto ‘desaparece' por 03 dias e depois retorna, alguns costumam afirmar erroneamente que ‘o inseto criou resistência', quando a verdade é outra: Uso de produtos inadequados!

Outra afirmativa equivocada é esta, "A estratégia de prevenção de dengue tem se baseado no controle do vetor, com ênfase ao uso de inseticidas. Este tipo de controle, quando utilizado por longos períodos, pode ter sua eficácia comprometida devido ao surgimento de resistência dos vetores aos inseticidas utilizados'.
 Insisto:
"Não basta usar o produto correto. É necessário fazer o uso correto, obedecer às dosagens, aplicações e intervalos! Importante: O horário dever ser: Pela manhã, das 06 horas até no máximo 08 horas. À tarde, das 17 horas até as 19,30 horas".


O Brasil está vergonhosamente dominado pelos vetores!
                                             Aedes aegypti, vetor da DENGUE
Praticamente todos os estados brasileiros estão ‘tomados' pelos insetos vetores, que continuam a fazer vítimas ano após ano, devido a inoperância e incompetência de gestores que assumem cargos políticos e não possuem a formação necessária para determinar as ações corretas para o desenvolvimento do trabalho gerando o quadro caótico que ai está!

Especificamente falando sobre o Mato Grosso, o caos na Saúde Pública é o reflexo da atuação de gestores aleatoriamente ‘alçados' a cargos críticos e importantes na área de saúde e o resultado é este que acompanhamos no dia a dia do cidadão que, não tendo uma Saúde Pública Preventiva funcionando vai cair na rede da Saúde Pública Curativa...

Um estado que não investe em Saúde Preventiva vai ter uma população com diferentes e alguns graves problemas que buscarão a Saúde Curativa! E irão encontrar o que?

Saúde sucateada, deficiente, postos de saúde sem médico, um Pronto Socorro superlotado... Aliás, aqui no Mato Grosso que encontrei pacientes "internados" durante meses, aguardando atendimento cirúrgico! Havia aprendido que o "pronto socorro" era para atender a urgência/emergência e, havendo necessidade, internar o paciente em hospital para o tratamento necessário...
Dados atualizados podem fazer o MT subir no Ranking...
Lendo o título do artigo "MATO GROSSO É O QUINTO EM CASOS DE DENGUE", e ouvindo certas ‘ôtoridades da saúde' alegarem, para disfarçar a incompetência, que ‘tem dengue no Brasil todo' eu questiono:

Por que não fazer o certo e servir de exemplo? Ou então, não sabendo como fazer pode COPIAR de quem sabe...

Alguns municípios do estado de São Paulo aplicam Malathion/Fenitrothion corretamente e é claro, funciona!

Outras cidades insistem em utilizar Piretróides e justificam o fracasso na eliminação do vetor: "o inseto adquiriu resistência"... Uma esfarrapada e equivocada desculpa para o descaso!


 ATENÇÃO: Não basta usar o Malathion! Deve ser aplicado corretamente, com os intervalos, dosagens e horários adequados!



                                                                                                                                                                                      
Assunto do próximo artigo:


      


                                                                                                  FLEBÓTOMO/ LEISHMANIOSE
              

terça-feira, 18 de março de 2014

OS POLÍTICOS DECRETARAM, HÁ ANOS: OS INCOMPETENTES SERÃO “ESCOLHIDOS A DEDO”... QUANTO PIOR, MELHOR!

Estes dados são APENAS da metade de 2013! Você sabia que foram 38 MIL CASOS DA DOENÇA com 22 mortes (oficiais),no Estado do MATO GROSSO, sem contar os casos subnotificados e mortes não esclarecidas ou  divulgadas?
Que em 2014 continuam ocorrendo casos, embora a MÍDIA e o GOVERNO não divulgam?

É UMA POUCA VERGONHA!

dengue: notícia sempre ATUAL...

Registradas 22 mortes e 38 mil casos por dengue em Mato Grosso

Atualizado em 11/07/2013 17h01



Balanço foi divulgado nesta quinta-feira pela Secretaria de Saúde de MT.
Mortes foram confirmadas em 16 cidades diferentes do estado.
Do G1 MT

Em pouco mais de seis meses, 22 pessoas morreram vítimas da dengue em Mato Grosso. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) apontam que de 1º de janeiro a 11 de julho foram registrados 38.066 casos da doença no estado. No total, segundo a Secretaria de Saúde de Mato Grosso, 28 ocorrências de morte por dengue foram notificadas, sendo que seis casos ainda estão em investigação.
saiba mais
Quatro municípios de MT têm situação de emergência decretada
Dois novos casos de morte por dengue são investigados em MT
Morador flagra larvas do mosquito da dengue em prédio público em MT
As mortes confirmadas foram registradas em Campo Novo do Parecis (três casos), Sinop (três casos), Primavera do Leste (dois casos), Cuiabá (dois casos), Aripuanã, Barra do Garças, Cáceres, Campo Verde, Carlinda, Jaciara, Juara, Pontal do Araguaia, Pontes e Lacerda, Tangará da Serra, Sorriso e Vera. Os casos ainda não confirmados e que estão em investigação ocorreram em Lucas do Rio Verde (dois), Alto Taquari, Juara, Sorriso e Cuiabá.
A cidade de Sinop, de acordo com o Sinan, foi a que teve o maior número de registros da doença neste período: 5.610. Rondonópolis teve o registro de 2.973 casos da doença. Já em Cuiabá foram registrados 2.887 casos de dengue e, em Várzea Grande, 649. A Secretaria alerta que até o momento 87 casos graves de dengue foram registrados em todo o estado. Ainda segundo a pasta da Saúde, o quadro epidemiológico atual da doença se caracteriza pela circulação simultânea de dois sorotipos virais da dengue, o DENV 1 e a introdução do sorotipo DENV 4 no estado. (Entenda: DEN 1: pessoa sofrendo a primeira DENGUE. DEN 4, pessoa sofrendo a QUARTA DENGUE)   Grifo meu.
Prevenção
Para combater os focos do mosquito em casa, a secretaria dá as seguintes orientações: limpar calha dos telhados; limpar os pratinhos dos vasos de plantas; manter piscinas limpas; não deixar formar poças dágua; eliminar qualquer tipo de material  que possa acumular água; garrafas ou recipientes sempre virados de boca para baixo; pneus mantidos em locais cobertos para não acumular água; tampar bem as caixas dágua e os poços.
1/07/2013 17h01

quinta-feira, 22 de março de 2012

IMPRENSA OMISSA, APADRINHADOS POLÍTICOS E O RESULTADO:DENGUE


Acredito que cheguei ao LIMITE! Que existe aberrações comandando a Saúde Pública isto todos sabem! Mas não posso aceitar formadores de opinião especialmente a imprensa, ‘engolindo’ como verdades absolutas o que ‘embolorados ocupantes de cargos’, sem a menor qualificação a não ser aquelas qualidades (!) que içaram tais incompetentes ao poder!
A população segue, vendo adoecer e morrer por DENGUE, a cada epidemia, pessoas da família e,aparentemente atordoadas, calam-se ante os absurdos cometidos por indivíduos que ocupam cargos de fundamental importância na área de saúde...
Não pensam eles (população) em questionar quem delegou tais cargos, qual o político responsável por isto que se transformou o estado e TODOS os municípios do Mato Grosso!
               A imprensa crítica e investigativa estará adormecida? É o que parece! Não questiona a falta de ações concretas para ELIMINAR os vetores, que se reproduzem de forma assustadora e o que fazem os (ir) responsáveis além de gastar com a mídia? Por que a imprensa não questiona a falta do ‘fumacê’?  Não acredito que tenham aceitado a velha e vergonhosa desculpa que o ‘fumacê’ faz mal! Pessoa com algum resquício de inteligência sabe o que estou dizendo...
“Fumacê” faz mal... Ora, ora... O Brasil e, mais especialmente o Mato Grosso utiliza centenas de toneladas anualmente, de agrotóxico nas lavouras, nós nos alimentamos com carne, peixe e alimentos produzidos com muito agrotóxico... O número crescente de novos casos de câncer sinaliza algo muito errado ocorrendo!
Então, aceitar esta desculpa vergonhosa e não combater, não eliminar os mosquitos é um absurdo sem medida! É um CRIME!
Não estou criticando simplesmente. Não é meu estilo. Apresentei projeto com explicações claras e objetivas para eliminar este e outros vetores. Meu projeto foi descartado. Não bastasse isto, as retaliações contra minha pessoa aumentaram de tal maneira que abalou minha saúde. Isto não importa. O que interessa no momento, é que a imprensa “acorde e abra a boca”, questione, exija ações!
O governo federal fornece os veículos e os insumos corretos. Já há vários anos o Mato Grosso (e grande parte do Brasil) deixou de fazer o correto em relação aos mosquitos vetores e o resultado é este que ai está: Dengue, Leishmaniose, Malária, Elefantíase matando cada vez mais!

terça-feira, 12 de julho de 2011

A Leishmaniose continua, silenciosamente...

Uma amiga me ligou, assustada e preocupada: O marido está com Leishmaniose!



Está em tratamento e o medicamento faz lembrar um tratamento de quimioterapia, pela agressividade do medicamento utilizado!


É bastante difícil ao paciente, especialmente quando a pessoa não pode ficar sem trabalhar, tudo isto somado a dor e ao temor que a menção ‘Leishmaniose’ provoca, pois bem sabemos se tratar de uma grave e negligenciada patologia!


Lamentavelmente, a única efetiva ação realizada pelo Centro de Zoonoses, desde o surgimento desta doença, foi a sistemática ‘matança’ de cães, vítimas inocentes, igual à população, pois nem cães nem pessoas transmitem a doença! Quem transmite e DEVERIA ser eliminado é o mosquito vetor, o Flebótomo.


Trata-se de um pequeno inseto, o Flebótomo, (são mosquitos-hematófagos Phlebotominae-gênero Lutzomyia), vulgarmente conhecido por diferentes nomes: ‘queimador, asa dura, asa branca, tatuquira, birigui, cangalha, cangalhinha, ligeirinho, péla-égua, arrupiado, arrepiado, mosquito palha.


‘Queimador’ como o nome sugere, é devido ao fato que parece que queima como se enfiasse uma agulha quente no local.


Em nossa cidade várias pessoas foram infectadas e, muitos ainda não sabem, pois a doença age silenciosamente.Houve também muitos óbitos nos últimos anos!


Quanto aos cães, mesmo eliminados às centenas, continuamos a ver muitos circulando pela cidade, apresentando as características da doença.


Uma ação correta e inteligente seria a imediata ativação de uma sala cirúrgica, para castração de pequenos animais (cães e gatos) recolhidos nas ruas que, saudáveis, podem ser entregues para doação.


Não se trata de um projeto dispendioso para o município, visto que dispõe de médicos veterinários e para o bem estar da população, numa cidade do porte de Rondonópolis é inadmissível a falta deste serviço tão importante para a Saúde Pública!


Principalmente pela observação de muitos morcegos espalhados pelos bairros e centro da cidade o risco de casos de raiva fica bastante alto!


E, para solucionar este problema basta ATITUDE, artigo em falta no setor público...


Faz tempo que a Saúde Pública está entregue às moscas...ou pior: Aos mosquitos!