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sexta-feira, 11 de abril de 2014

DENGUE: EU BEM QUE AVISEI....

Não é simpático dizer “eu bem que avisei”, mas não é mesmo minha intenção ser simpática ou boazinha neste artigo!

Sim, venho alertando sobre os riscos e, especialmente agora que o Mato Grosso irá sediar jogos da COPA DO MUNDO, e os visitantes levarão daqui uma ‘recordação inesquecível’ uma infecção viral provocada pelo Aedes aegypti, o vetor da DENGUE...

Dor intensa, mal estar e risco de vida! Sem contar com o despreparo da Saúde Publica que a tudo atesta “é só uma virose”...

Se analisarmos alguns dados, vamos perceber que acima de 400 mil casos de DENGUE ocorreram em 2001, quase 800 mil casos em 2002 e acima de 300 mil casos em 2003= total aproximado: Um milhão e 500 mil pessoas tiveram DENGUE na EPIDEMIA que envolveu 2001 a 2003, no Brasil. (http://www.combateadengue.com.br/estatisticas-da-dengue-no-brasil/)

Todos os anos eu publico artigos questionando ações (ou melhor, FALTA DE AÇÕES), sugerindo que seja aplicada a METODOLOGIA CORRETA, mas, pergunto: Quem tem interesse em acabar com a DENGUE???

Preste atenção!  Esta lista abaixo apresenta produtos químicos para combater a DENGUE que cada Secretaria Estadual de Saúde solicita ao Ministério da Saúde, verifique que o inseticida correto e adequado para eliminar os vetores da Dengue faz parte desta lista e o MS fornece, basta solicitar!

 O GOVERNO FEDERAL via MINISTÉRIO  DA SAÚDE FORNECE!
A opção pelo produto errado é dos estados, que solicita os produtos! Observe:

Inseticidas, larvicidas e equipamentos enviados aos estados:

RONDÔNIA
9.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.000 quilos de Temephos²
3.600 quilos de Cipermetrina¹
10 nebulizadores portáteis motorizados
12 borrifadores manuais
5 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê

ACRE
7.500 cargas de Alfacipermetrina¹
1.280 litros de Deltametrina¹
15.000 quilos de Temephos²
20 quilos Diflubenzuron²

Mato Grosso
6.000 cargas de Alfacipermetrina¹
6.380 litros de Deltametrina¹
30.000 quilos de Temephos²

MATO GROSSO DO SUL
33.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.700 litros de Deltametrina¹
50 quilos de Diflubenzuron²
16.000 quilos de Temephos²
25.021 quilos de BTI²
6 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê

GOIÁS
7.500 cargas de Alfacipermetrina¹
2.100 litros de Deltametrina¹
300 quilos de Diflubenzuron²
6.000 litros de Malathion¹
170.000 quilos de Temephos²

MINAS GERAIS
106.500 quilos de Temephos²
5.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.000 litros de Deltametrina¹
8.000 litros de Malathion¹
460 quilos de Diflubenzuron²
6.000 quilos Fenitrothion¹
26 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê

SÃO PAULO
2.800 cargas de Alfacipermetrina¹
17.000 litros de Malathion¹
13.682 quilos de BTI²
4.000 quilos de Fenitrothion¹
15.0       ilos de Temephos²
08 Equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê
FONTE: SVS EM REDE é editado pelo Núcleo de Comunicação da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

*SÃO PAULO vive hoje uma monumental epidemia...Possivelmente deixou de usar o insumo ou parou de seguir a Metodologia correta!  


Os seguintes estados continuam a fazer uso de produtos comprovadamente sem eficácia (Alfacipermetrina, Cipermetrina) na eliminação do mosquito vetor da Dengue e outros vetores alados:

 Rondônia, Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás.

Se você pesquisar vai ver a situação trágica da DENGUE nestes estados! Milhares de pessoas infectadas e inúmeras mortes! Leia este parágrafo do artigo "MATO GROSSO É O QUINTO EM CASOS DE DENGUE":  
"O Acre lidera a lista, com 3.157,3 casos por 100 mil habitantes, seguido de Mato Grosso do Sul, com 2.507,8 casos/ a 100 mil habitantes. Depois aparecem: Rondônia (1.585,1 casos/100 mil hab) e Goiás (1.114,9 casos/100 mil hab). Minas aparece atrás de Mato Grosso. Estes dados se referem de 1º de janeiro até o dia 3 de abril 2011,com  447.769 casos de dengue em todo o país). http://www.mtcontradengue.com.br/blog/2010/05/mato-grosso-e-o-quinto-em-casos-de-dengue-no-brasil/#more-694)

Embora o Ministério da Saúde forneça o inseticida indicado para eliminar mosquitos É NECESSÁRIO QUE OS ESTADOS E  MUNICÍPIOS SOLICITEM!

Caso contrário é fornecido apenas Piretróides, que só espantam temporariamente o inseto, que depois, retornam ‘com tudo'!

Como o inseto ‘desaparece' por 03 dias e depois retorna, alguns costumam afirmar erroneamente que ‘o inseto criou resistência', quando a verdade é outra: Uso de produtos inadequados!

Outra afirmativa equivocada é esta, "A estratégia de prevenção de dengue tem se baseado no controle do vetor, com ênfase ao uso de inseticidas. Este tipo de controle, quando utilizado por longos períodos, pode ter sua eficácia comprometida devido ao surgimento de resistência dos vetores aos inseticidas utilizados'.
 Insisto:
"Não basta usar o produto correto. É necessário fazer o uso correto, obedecer às dosagens, aplicações e intervalos! Importante: O horário dever ser: Pela manhã, das 06 horas até no máximo 08 horas. À tarde, das 17 horas até as 19,30 horas".


O Brasil está vergonhosamente dominado pelos vetores!
                                             Aedes aegypti, vetor da DENGUE
Praticamente todos os estados brasileiros estão ‘tomados' pelos insetos vetores, que continuam a fazer vítimas ano após ano, devido a inoperância e incompetência de gestores que assumem cargos políticos e não possuem a formação necessária para determinar as ações corretas para o desenvolvimento do trabalho gerando o quadro caótico que ai está!

Especificamente falando sobre o Mato Grosso, o caos na Saúde Pública é o reflexo da atuação de gestores aleatoriamente ‘alçados' a cargos críticos e importantes na área de saúde e o resultado é este que acompanhamos no dia a dia do cidadão que, não tendo uma Saúde Pública Preventiva funcionando vai cair na rede da Saúde Pública Curativa...

Um estado que não investe em Saúde Preventiva vai ter uma população com diferentes e alguns graves problemas que buscarão a Saúde Curativa! E irão encontrar o que?

Saúde sucateada, deficiente, postos de saúde sem médico, um Pronto Socorro superlotado... Aliás, aqui no Mato Grosso que encontrei pacientes "internados" durante meses, aguardando atendimento cirúrgico! Havia aprendido que o "pronto socorro" era para atender a urgência/emergência e, havendo necessidade, internar o paciente em hospital para o tratamento necessário...
Dados atualizados podem fazer o MT subir no Ranking...
Lendo o título do artigo "MATO GROSSO É O QUINTO EM CASOS DE DENGUE", e ouvindo certas ‘ôtoridades da saúde' alegarem, para disfarçar a incompetência, que ‘tem dengue no Brasil todo' eu questiono:

Por que não fazer o certo e servir de exemplo? Ou então, não sabendo como fazer pode COPIAR de quem sabe...

Alguns municípios do estado de São Paulo aplicam Malathion/Fenitrothion corretamente e é claro, funciona!

Outras cidades insistem em utilizar Piretróides e justificam o fracasso na eliminação do vetor: "o inseto adquiriu resistência"... Uma esfarrapada e equivocada desculpa para o descaso!


 ATENÇÃO: Não basta usar o Malathion! Deve ser aplicado corretamente, com os intervalos, dosagens e horários adequados!



                                                                                                                                                                                      
Assunto do próximo artigo:


      


                                                                                                  FLEBÓTOMO/ LEISHMANIOSE
              

sábado, 21 de abril de 2012

DESCULPEM EU ESTAR ‘GRITANDO’, MAS: CUIDADO! A LEISHMANIOSE MATA MESMO!




Agora, em primeiro lugar, é necessário tratar os animais doentes... Centenas e centenas foram eliminados... Mas, preciso da 'força' de todos os grupos, ONGs para CONSCIENTIZAR a SAÚDE PÚBLICA para a eliminação dos vetores! A isto chamo de MEDICINA PREVENTIVA, isto NÃO DEIXAR a doença se instalar! A população ignora, mas existem MUITAS PESSOAS com Leishmaniose, correndo risco de morrer... Esta patologia age silenciosamente no organismo, tanto dos cães quanto das pessoas... Pode parecer, inicialmente, um simples mal-estar!
As pessoas se preocupam, fazem o que podem (e sabem), mas os cuidados técnicos ‘estão’ sob o comando dos municípios, estados e federação! Eles possuem as verbas para as ações de controle e erradicação, mas há mais de 20 anos NÃO FAZEM O CORRETO, O QUE DEVERIA SER FEITO!!!!
Para isto é necessário o envolvimento de TODOS para cobrar estas ações!
Se APENAS tratar os animais doentes, APENAS colocar coleiras neles e deixar o mosquito se reproduzindo aos milhares... Tem mais: O mosquito precisa e vai sugar, pois é de sangue que ele vive...
Adivinha o sangue de QUEM o mosquito vai sugar e TRANSMITIR a patologia terrível, a Leishmaniose? Vai sugar O SEU SANGUE, DOS SEUS FILHOS, O MEU E DA MINHA FAMÍLIA!
O Ministério da Saúde, em sua “cômoda redoma” está lá, distante e despreocupado... Este órgão é de onde partem as ações voltadas à Saúde Pública de todo o Brasil. A eles compete determinar, fiscaliza e exigir que estados e município executem as ações corretas!
O Ministério fornece os insumos aos estados e municípios, mas aqui no Mato Grosso lamentavelmente a pessoa RESPONSÁVEL pelos 141 municípios insiste em manter uma metodologia incorreta e ineficaz, sendo que FAZER O CERTO seria o melhor, pois as cidades gastariam menos tendo que dar atendimento aos doentes, as empresas tem perdas, pois funcionário doente, seja por Dengue, Leishmanioses e outras doenças vetoradas por insetos representam perdas financeiras...
ESTA É A VERDADE:
Preste atenção!  Esta lista abaixo apresenta produtos químicos para combater a DENGUE e outros vetores, que cada Secretaria Estadual de Saúde solicita ao Ministério da Saúde, verifique que o inseticida correto e adequado para eliminar os vetores da Dengue faz parte desta lista e o MS fornece, basta solicitar!
Inseticidas, larvicidas e equipamentos enviados aos estados
Rondônia
9.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.000 quilos de Temephos²
3.600 quilos de Cipermetrina¹
10 nebulizadores portáteis motorizados
12 borrifadores manuais
5 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê
Acre
7.500 cargas de Alfacipermetrina¹
1.280 litros de Deltametrina¹
15.000 quilos de Temephos²
20 quilos Diflubenzuron²
Mato Grosso
6.000 cargas de Alfacipermetrina¹
6.380 litros de Deltametrina¹
30.000 quilos de Temephos²
Mato Grosso do Sul
33.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.700 litros de Deltametrina¹
50 quilos de Diflubenzuron²
16.000 quilos de Temephos²
25.021 quilos de BTI²
6 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê
Goiás
7.500 cargas de Alfacipermetrina¹
2.100 litros de Deltametrina¹
300 quilos de Diflubenzuron²
6.000 litros de Malathion¹
170.000 quilos de Temephos²
Minas Gerais
106.500 quilos de Temephos²
5.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.000 litros de Deltametrina¹
8.000 litros de Malathion¹
460 quilos de Diflubenzuron²
6.000 quilos Fenitrothion¹
26 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê
São Paulo
2.800 cargas de Alfacipermetrina¹
17.000 litros de Malathion¹
13.682 quilos de BTI²
4.000 quilos de Fenitrothion¹
15.000 quilos de Temephos²
8 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fuma
FONTE: SVS EM REDE é editado pelo Núcleo de Comunicação da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Por que este coordenador insiste no erro? É tão fácil corrigir! Será que não ‘pesa na consciência’ (se é que ele tem) as mortes pela DENGUE, a LEISHMANIOSE,  causadas pela ineficiência e inoperância de suas ações erradas????
Olha a situação epidêmica em Cuiabá, que se alastra por todo o Estado!
Já passou da hora de alguém tomar providências neste sentido! Ou ficaremos novamente (sob risco) assistindo a monumental e avassaladora epidemia que se alastra sobre o Mato Grosso?
E outro erro: Colocar o exército LIMPAR terrenos baldios, obrigação dos municípios! O trabalho (importantíssimo) do Exército seriam as estratégias de aplicação do fumacê, de FORMA CORRETA, com o óleo adicionado, para aderência, obedecendo a horário, velocidade e aplicações corretas!
Até quando a população permanecerá em silencio olhando seus filhos, sua família ser morta por um miserável mosquito e um incompetente e radical coordenador que não PERCEBE e CORRIGE OS ERROS cometidos?
Desculpem meus leitores, mas não estou aqui escrevendo para “passar a mão na cabeça” de ninguém! Acordem! Reajam! Cobrem as ações corretas!

quinta-feira, 3 de março de 2011

DENGUE: CONSUMIDOR É LESADO AO ADQUIRIR PRODUTOS


A população, assustada e preocupada (já há bastante tempo), com a DENGUE e com a inércia da Saúde Pública, corre ao supermercado e adquire produtos químicos denominados pelo fabricante como ‘inseticidas’, alguns destes chegam a colocar na lata EFICAZ PARA O MOSQUITO DA DENGUE... O que não é verdade! O produto não mata o inseto, apenas afasta temporariamente!
Estes produtos, todos de preço elevado, disponíveis ao consumidor, TODOS possuem o mesmo princípio ativo: Permetrina. Uma grande variedade de rótulos, embalagens e tamanhos! O consumidor desavisado e sem experiência a respeito dos químicos, vai analisar apresentação da embalagem, visual do produto, preço, e descrição de indicações do produto (embora todos possuam o mesmo princípio ativo).
Alguns fabricantes costumam colocar em destaque, na embalagem: “EFICAZ CONTRA O MOSQUITO DA DENGUE”, A Permetrina tem ação repelente, não é inseticida. Apenas espanta o inseto de um local para o outro, temporariamente.
É importante uma fiscalização tanto do PROCON quanto da ANVISA – Vigilância Sanitária, pois, além de não eliminar os insetos o produto químico é bastante tóxico tanto para pessoas como para animais, e NÃO ELIMINA O VETOR!
O correto seria uma rigorosa investigação junto ao Ministério da Saúde que, não só utiliza tais produtos, adquire e repassa para os estados e municípios... O que está por trás disto?
Por que, ao analisarmos as explosivas epidemias que ocorrem em praticamente todos os estados brasileiros, fica uma pergunta: POR QUÊ?
A ineficácia está comprovada! E não venha justificar ou quer dizer que o mosquito adquiriu resistência”! O produto não é indicado para insetos alados, isto é, possuem asas e voam! É indicado para insetos rasteiros, que andam! Qualquer engenheiro agrônomo, que possui vasto conhecimento nesta área pode atestar isto!
Algumas pessoas que se intitulam técnicos afirmam que o uso do Malathion ou Fenitrothion (ambos organofosforados) é considerado prejudicial à saúde das pessoas e dos animais. Ocorre que este produto é indicado pela Organização Mundial de Saúde – OMS e pelo Ministério da Saúde – MS., foi eficaz ao longos dos anos que foi corretamente empregado, conseguiu acabar com a Febre Amarela/Dengue, controlou a Malária, a Leishmaniose...   Pergunto:
1-    Não é mais ‘prejudicial’ ter DENGUE?
2-    E risco da DENGUE HEMORRÁGICA?
3-    E morrer devido a DENGUE, não é prejudicial?
4-    Se o organofosforados é prejudicial, por que é colocado na caixa d’água que as famílias bebem? (larvicida).

     Vou esclarecer novamente: No projeto proposto ao município, “UMA CIDADE SEM DENGUE” está bastante claro Como, Quando, Época e Procedimentos corretos, tal proposta visa uma população saudável, livre do risco desta grave doença viral, a DENGUE.
     Os contrários ao uso do fumacê e do Malathion devem ter grandes interesses (seriam os fabricantes dos piretróides?
     Por que não questionam eles as toneladas de agrotóxicos despejadas nas lavouras? E que nós iremos ingerir acumuladas nos alimentos? Por que se calam?
(pegar a revista)
     Por que comemos frangos cheio de hormônios e outros produtos?
     E a carne bovina? E o leite? Isto pode? Sei, envolve “dinheiro grande”...
E a população? Ah, deixa o povo que se dane! Então, não bastassem às doenças adquiridas se alimentando com produtos repletos de agrotóxicos, aparecem “os que acham” que usar inseticidas para eliminar os vetores patogênicos ao homem, insetos que transmitem diversas doenças graves que envolvem vírus, bactérias e protozoários!
Ah, e falta esclarecer: Para eliminar estes insetos não serão necessárias toneladas de inseticida!
É evidente que as dosagens devem ser cuidadosamente preparadas, o horário deve ser ao nascer do dia e/ou no final da tarde, este trabalho garantirá saúde para a população!
E preciso esclarecer ainda que a próxima epidemia (se não forem tomadas urgentes providências, irá ter inicio em 2013 com a continuação em 2014, com um assustador número de casos graves e óbitos!
Mas, isto não quer dizer que não teremos novos casos, assim que iniciarem as chuvas... Sempre ocorre devido ao ciclo de imunidade de cada indivíduo.
Atingi o estágio de ‘tolerância “zero” espero não assistir nenhum descoordenador da saúde buscar a mídia e declarar que os números reduziram graças ao trabalho realizado, grande mentira esta, costumeiramente aplicada, depois de uma grande epidemia SEMPRE ocorre um intervalo de 04 anos entre uma epidemia e outra!
BEATRIZ ANTONIETA LOPES
                      Bióloga graduada pela UFMT
                                                    Curso  de Entomologia Médica-FIOCRUZ


sábado, 18 de dezembro de 2010

É URGENTE A NECESSIDADE DE MUDAR O ENFOQUE DAS EPIDEMIAS NO BRASIL

DENGUE: Especialistas afirmam que a doença poderia ter sido evitada se o controle tivesse sido feito a tempo”...


Com medidas de controle e prevenção muitas patologias poderiam ser evitadas. E o termo correto é este mesmo: EPIDEMIA. Podemos denominar como surto, casos eventuais que ocorrem em determinada região.

A Dengue é uma das principais doenças que atingem a população brasileira. Outra é a Leishmaniose. E as duas são transmitidas por mosquitos, o Aedes aegypti e o Flebótomo.

Não são doenças novas. Já haviam sido erradicadas e retornaram graças ao jogo de interesses políticos e o “jogo de empurra”, onde o Governo Federal ‘lavou as mãos’ e transferiu aos estados e municípios o controle e vale lembrar: As verbas também.

INSETICIDA OU APENAS REPELENTE?

O mosquito é um ser “sem pai nem mãe”, pois a partir do momento que o Governo Federal transferiu a incumbência ao Estado para gerenciar as ações, substituiu o inseticida por motivos, digamos obscuros, por outro produto ÚNICO NO MERCADO, só troca o nome, mas todos são Piretróides. O consumidor vem sendo lesado de duas formas:

Quando chega ao supermercado e adquire um inseticida ou veneno, como era antigamente denominado o produto, a pessoa compra, não percebe efeito nenhum, pois o inseto continua ou se afasta temporariamente, então substitui, compra outro, de outra marca e embalagem muitas vezes de preço mais elevado, mas não percebe estar adquirindo o MESMO PRINCÍPIO ATIVO! Todos são Piretróides que possuem apenas momentâneo efeito de repelência, oferecendo proteção mínima, o que não é suficiente para proteger a pessoa.



ZEBRAS E MOSQUITOS

Zebras e mosquitos podem causar graves problemas de saúde pública, devido os equívocos cometidos por certos gestores, que, não possuindo interesses em se qualificar adequadamente acabam confundindo mosquitos com zebras e vice-versa, embora a zebra não seja comum em nosso país... A semelhança entre um e outro está nas listras e no país de origem: África.

A zebra, definição: nome feminino

1. ZOOLOGIA mamífero perissodátilo, da família dos Eqüídeos, domesticável, com pelagem listrada de faixas escuras, representado por várias espécies e subespécies africanas.



A zebra não transmite DENGUE...

Isso qualquer um sabe. Mas, devido a algumas semelhanças podem as zebras ser eliminadas para ‘combater a dengue’, assim como ‘especialistas’ eliminam os cães para acabar com a Leishmaniose, quando o correto seria eliminar o mosquito vetor!



O Aedes aegypti, definição: Aedes (Stegomyia) aegypti é a nomenclatura taxonômica para o mosquito que é popularmente conhecido como mosquito da DENGUE, é um mosquito da família Culicidae proveniente da Africa, atualmente distribuido por quase todas as partes do mundo, especialmente nas regiões tropicais e subtropicais.


Esta é uma fêmea Aedes aegypti, facilmente identificada. A diferença entre um e outro reside aonde mesmo? Ah, sim: Um é vetor da DENGUE. O outro é um animal  da família dos Eqüídeos, domesticavel...

MEDICAMENTO OU VENENO?

O Governo Federal, através do Ministério da Saúde, distribui FARTAMENTE, o medicamento de princípio ativo PARACETAMOL, que é o mesmo TYLLENOL, estranhamente é o único que nunca falta para distribuir nas unidades de saúde pública.

Este ‘medicamento’ teve o uso proibido há muitos anos nos Estados Unidos e, aproximadamente 30 anos, no Rio Grande do Sul foi retirado de circulação pelos graves problemas de saúde desencadeados pelo princípio ativo Paracetamol.

Ocorre também que, passado o efeito do medicamento volta a dor e a febre, e o paciente (ou familiares) faz uso novamente do Produto (medicamento), ocorre então um depósito, pois transforma-se, tornando-se um composto que vai se acumular no fígado.

O uso de tal medicamento juntamente com antiinflamatórios pode paralisar as funções renais levando a um quadro irreversível.

Leia a denuncia do doutor Anthony Wong, toxicologista do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas   http://noticias.uol.com.br/uolnews/saude/entrevistas/2005/12/08/ult2748u82.jhtm

E do doutor Renan Marino:

http://uniaodasdistrofias.blogspot.com/2010/08/dengue-hemorragica-e-paracetamol-vida-e.html

ou

http://www.liderfm.com.br/noticiaDetalhes/99/medicamento-pode-ser-prejudicial-ao-figado-se-utilizado-em-doses-extras



Trata-se de uma tragédia anunciada! Quantos morrem a cada ano pelo uso deste princípio ativo de alta toxicidade? E mais grave ainda: muitas pessoas pensam que o Tyllenol ou Paracetamol (nome do princípio ativo) serve como proteção “para não ter Dengue”!

Muitas mães compram (sem receita médica, não precisa...), e dão ao bebê, em caso de febre, e como a febre retorna ANTES de passar às oito horas de intervalo, repetem a dose! O fígado do bebê é gravemente agredido pelo ‘medicamento’! Então, Caso este bebê esteja com DENGUE à agressão ao órgão hepático é dupla e pode levar ao óbito...

Neste artigo você pode analisar os obscuros fatos que envolvem a DENGUE:

1- Por que o MINISTÉRIO DA SAÚDE adquire e distribui FARTAMENTE um produto que funciona como repelente (temporariamente)? Permetrina não é inseticida!

2- Por que o MINISTÉRIO DA SAÚDE adquire e distribui FARTAMENTE o Paracetamol, medicamento que teve o uso proibido nos Estados Unidos já há muitos anos?

3- Ninguém é obrigado a saber sobre patologias, vetores ou inseticidas... Mas para assumir como gestor de Saúde Pública tem que ter pelo menos a assessoria de especialistas que conheçam sobre insetos vetores, que pertença a área de Infectologia, Biologia, Medicina Veterinária (zoonoses), Agronomia (conhecimento químico de inseticidas). É necessário formação e competência para mudar o quadro epidêmico brasileiro!

Até aonde vai a falta de respeito à saúde do cidadão? Além disto, tudo ainda o governo gasta polpudas verbas na mídia, para culpar o cidadão pela ingerência de seus indicados incompetentes para administrar a Saúde Pública!

É inadmissível que esta situação continue!

sábado, 26 de junho de 2010

É UM CRIME... E DAÍ, QUEM SE IMPORTA?

    A inércia da política pública de combate ao mosquito transmissor da dengue e o jogo de empurra entre os governos federal, estadual e municipal, a demora em perceber a ineficácia dos “inseticidas” (na verdade o piretróide tem função temporária de repelência) utilizados nos últimos anos, permitiram que não só o vetor da Dengue, mas também o vetor da Malária, da Leishmaniose, da Elefantíase se estabelecessem para ficar.


   Epidemias iniciaram ocorrendo a cada 04, 05 anos. Com o surgimento de epidemias em novas cidades/estado, intercalando-se umas nas outras, agora nosso País vive em situação de constante epidemia.

   As autoridades municipais, estaduais e federais não foram capazes de implantar uma política eficaz de combate ao vetor, não parecem ‘enxergar’ onde está o erro na condução das ações:

a) O primeiro erro foi a transferência da responsabilidade no controle aos estados e municípios.

b) A remoção dos servidores da SUCAM, que realizavam o trabalho de controle de insetos vetores.

c) Hoje este controle está por conta dos municípios e se transformou num imenso ‘cabide eleitoreiro’, onde vereadores encaixam seus cabos eleitorais...

d) Capacitação e treinamentos adequados não existem. Também não existe interesse efetivo para fiscalizar ações eventualmente realizadas.



   A Organização Mundial da Saúde (OMS), considera ‘aceitável’ o índice de infestação de 1%,embora eu insisto em afirmar que o índice deve ser ZERO! Pois nem zero, nem 1% são os dados encontrados: de 5% até 10, 12% é a infestação encontrada!

   Podemos dizer que é criminoso o descaso dos governos frente aos números de casos de dengue, aumentou também o numero de pessoas com Dengue Hemorrágica, ou a chamada DCC, Dengue Com Complicações, sempre apresentado casos graves e vários óbitos!

   Óbitos por Dengue, muitos dos quais passam despercebidos, pois devido à evolução do quadro para complicações pulmonares, vai aparecer como “pneumonia”, nos casos que a Dengue afetar (quase sempre) o sistema hepático, a Dengue fica ‘esquecida’ e no Laudo irá aparecer ‘complicações hepáticas’ hepatite, etc.

   Conheço o caso de um paciente que estava com Dengue, com evolução para o quadro hemorrágico grave, atingindo parte do cérebro. Socorrido e encaminhado à Cuiabá foi atestado AVC, (Acidente Vascular Cerebral), passou por cirurgia e foi retirado líquido ali depositado. E a Dengue? A Dengue ficou esquecida no contexto... Ocorre que a Dengue provoca o rompimento dos capilares. Nos casos graves o número de capilares rompidos é grande, se o paciente não for tratado adequadamente, não receber imediata hidratação e cuidados intensivos o prognóstico não é nada bom...

   O repasse de verbas federais aos estados e municípios é feito mensalmente. O controle da aplicação de tais verbas não parece existir...

   O Brasil já se livrou do mosquito Aedes aegypti foi erradicado das áreas urbanas nas décadas de 50 e 70. Mas o governo federal, com as alterações implantadas transferindo o controle aos estados e municípios, a substituição de insumos (inseticidas), aliados ao descaso e ai está o resultado!

   Depois de cada epidemia, com muitos infectados, muita subnotificação e vários óbitos, ainda temos que assistir incompetentes coordenadores , no momento que ocorre redução de casos, afinal, quem estava suscetível foi infectado, assistimos na mídia algum ‘apadrinhado político’ ocupante de cargo dizer que ‘graças as ações desenvolvidas a Dengue está controlada’... “Rondonópolis apresenta baixo índice de casos de dengue”...

   Baixo índice? Controlada? Todos os que tiveram Dengue e sobreviveram estão ai e, caso não seja feito o correto estas pessoas terão a doença novamente e será agravado pelo sintomas hemorrágicos! Esqueceram dos óbitos que houve? Vários adultos, várias crianças, e, não esqueço uma jovem mãe de 03 filhos, que morreu de Dengue e foi sepultada as vésperas do dia das mães em 2009. Nem aquelas duas crianças no início do ano. E agora, 2010, mês de maio, uma jovem gestante que morreu vítima da Dengue Hemorrágica...

   Em 2010, também em maio, uma jovem gestante foi a óbito, não só devido a Dengue Hemorrágica, mas muito mais sua morte se deve ao descaso no controle do vetor...

   No Rio, para cada adulto que morreu de dengue hemorrágica, morreram cinco crianças, vítimas inocentes e indefesas, à mercê da falta de ações efetivas e concretas.



   Alguns ‘mutirões’ (a maioria) possuem conotação política, com muito som e políticos circulando, coisas para a mídia noticiar como trabalho de controle da Dengue!

   Nossas autoridades de saúde sejam elas da área municipal, estadual ou federal, e o fazem o quê? Discutem quem é o responsável pelo mosquito, transferem a responsabilidade e culpam a população pelo que ELES NÃO FIZERAM para evitar o que vem acontecendo...

   A Promotoria que existe para proteger os direitos do cidadão, não entendendo (e não querendo entender) acata explicações sem consistência e arquiva processos, esquecendo que estão no posto que estão, para verificar e cobrar correções de ações que apresentem desvios, acham mais cômodo declarar “acreditar estar corretas ações” que se executadas correta e adequadamente evitaria que muitas pessoas enfrentassem a doença e os transtornos por ela provocados, ou as lágrimas derramadas pelos que não resistiram e foram à óbito. Milhares de pessoas são anualmente infectadas, entre estas estão os perigosos e fatais casos hemorrágicos, onde a população assustada e indefesa vê pessoas queridas perdendo a vida para um mosquito miserável...

   Aceitar a Dengue como uma ‘fatalidade’ atesta uma lamentável falta de capacidade, de inteligência! Há cem anos e com muito menos recursos técnicos pesquisadores desenvolveram ações e controlaram graves problemas de Saúde Pública.

   E hoje? Pessoas que não sabem ler um texto e entender o que nele está enunciado estão na coordenação de setores críticos como a saúde, a educação e o resultado é este que ai está: Quando ocorre a redução de casos e a epidemia lentamente vai terminando ainda completam o quadro indo declarar na mídia que ‘graças às ações desenvolvidas a epidemia foi controlada’, uma mentira cruel e deslavada! E mais: com a redução dos casos de Dengue aflora os casos de Leishmaniose, patologia silenciosa e muitas vezes mortal!

sábado, 13 de junho de 2009

“PERPLEXIDADE ENVOLVE A DENGUE”

Para a epidemiologista e sanitarista Glória Teixeira, do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da UFBA, o Brasil e outros países do mundo vivem uma "perplexidade", porque os vários esforços que vem sendo feitos não impediram a circulação do vírus da dengue. A sanitarista disse que "temos que avançar no conhecimento sobre o vírus e a doença, e para isso, os conhecimentos dos técnicos que atuam nos municípios são fundamentais".
Seria importante que a epidemiologista lançasse um ‘olhar mais abrangente’ sobre detalhes que venho publicando em meus artigos. Não são dados aleatórios, mas, sim, frutos de aprofundadas pesquisas, que envolvem diferentes enfoques: o inseto vetor; seu desenvolvimento do ovo ao inseto adulto; seus hábitos de vida; o vírus por ele vetorado; a patologia; as epidemias seqüenciais; o que ocorre com o indivíduo durante a primeira infecção; porque as reações são mais violentas durante uma segunda infecção; a dengue; a gestante e o bebê; o que é DEN 1, DEN 2, DEN 3 e DEN 4... Não bastassem esses erros, outros ainda mais graves somam negativamente.
OS ERROS COMETIDOS NO CONTROLE DO VETOR
T.C.P Novaes, pesquisadora química aposentada da FUNDACENTRO, SP, em seu artigo “DENGUE E OS 10 ANOS DO PEAa/PNCD -ERROS MANTIDOS, RISCOS DESCONSIDERADOS E REORIENTAÇÕES NECESSÁRIAS”, analisa, juntamente com sua equipe, os acontecimentos desencadeados devido a erros graves apontados há nove anos nos programas de controle vetorial de dengue, presentes nas orientações de diluição de larvicida e nas nebulizações ultra baixo volume (UBV), e riscos associados a essas operações.
"DENGUE: Instrução para pessoal de combate ao vetor Manual de Normas Técnicas", 3ª Ed.-Brasília-FUNASA/MS, conforme declara Novaes, permanece no manual o erro de cálculo de diluição do inseticida organofosforado temefós e do larvicida biológico Bacillus truringiensis israelensis (Bti) onde se mede o volume do recipiente (capacidade) e não o volume real de água, conduzindo a soluções mais concentradas que o previsto. No caso do Bacillus truringiensis israelensis (Bti), que, segundo o manual pode ser aplicado à água potável orientação aos executores de campo, propaga-se esse erro nacionalmente e eu questiono: em se tratando de uma bactéria, seu uso deveria ser muito controlado e rigoroso, pois o que poderia ocorrer na inalação desta bactéria, caso ela se aloje no pulmão de um individuo? No inseto sei muito bem como funciona: a larva ingere a bactéria que, dentro do sistema digestivo cresce e ‘explode’, matando a larva....
Este erro de cálculo gerou a informação ‘que o inseto adquiriu resistência’, o que não é verdade! O uso correto jamais irá gerar resistência! Mas em lugar de corrigir o erro, substituíram o inseticida e cometeram outro erro grave: utilizar inseticida inadequado, indicado a outro tipo de inseto e o resultado está ai. A PROLIFERAÇÃO DESENFREADA DO VETOR e a dengue se alastrando incontrolavelmente pelo Brasil todo!
A autora sugere em seu artigo, a suspensão do inseticida; no caso, minha sugestão é a correção de dosagens, aplicações, horários e os meses corretos para o controle. Trata-se de um inseticida que elimina mosquitos e não existem relatos de causar danos a humanos.
O que houve (aqui por perto) foi o uso inadequado, por parte de funcionários, que ‘lavaram paredes’ com o inseticida, que é próprio para ser aplicado com o UBV em microgotículas! Ocorreu também, por falta de maiores informações, que servidores se acomodavam sobre as embalagens de veneno, para descansarem...
As reavaliações na condução do controle do vetor devem ser rapidamente estudadas e readequadas, pois já passou da hora de fazer o que deve ser feito!

domingo, 6 de julho de 2008

ESCLARECIMENTOS SOBRE A LEISHMANIOSE



OS CÃES SÃO NOSSA PROTEÇÃO; NÃO SÃO VETORES, MAS, SIM, RESERVATÓRIOS!


*Bia Lopes


A preocupação com a presença e proliferação desenfreada do flebótomo vetor da Leishmaniose, com os equívocos na condução das ações de controle, tem mais um sério agravante. Além de vetorar o protozoário responsável por esta patologia o mosquito está envolvido em outra letal infecção bacteriana: a Bartonella bacilliformis ou febre de La Oroya, que é uma doença típica da região dos Andes, isto é, de altitude entre 600 a 2 800 metros. Quer dizer, costumava ser. Dezenove pessoas foram vítimas em 2004, em região de baixa altitude, na província de Madre de Diós, que faz fronteira com o Brasil. (Anna Paula Buchalla e Giuliana Bergamo-TERRA É O PARAÍSO)
“Os insetos são reservatórios importantes de doenças que podem atacar o ser humano e outros animais. Não bastasse isso, agora se sabe que eles estão também preparando novas doenças no interior de seus organismos, que poderão surgir no futuro”, disse Nick Waterfield, da Universidade de Bath. (Nature Reviews Microbiology).
Enquanto a Saúde Pública elimina centenas de cães, os mosquitos só aumentam, de forma rápida e sem controle. É assustador perceber a rapidez com que surgem centenas e centenas de mosquitos e a demora para concientizar os coordenadores sobre a ineficácia do uso de piretróide para controle de mosquitos.
Em documento técnico da SUCEN-SP., sobre praguicidas (pg.10) onde cita as características dos piretróides, no modo de ação está bastante claro: “Podem possuir efeito repelente, espantando os insetos ao invés de eliminá-los.”

Quanto ao número de casos de pessoas infectadas, é incerto. A maneira que o parasita se multiplica no corpo da vítima é invadindo o sistema imunológico, no entanto, nem todas as pessoas infectadas desenvolvem a doença. Elas costumam adoecer se a imunidade estiver enfraquecida por desnutrição ou por uma doença, como o HIV/AIDS.

“Se não for tratada, a Leishmaniose é fatal e os sintomas incluem febre, perda de peso e crescimento anormal do baço e do fígado. A maioria das pessoas dos países centrais nunca ouviu falar nesta doença, mas ela é comum no Brasil, na Índia, no Nepal e em partes da África Central, sendo conhecida por devastar populações de cidades inteiras.
“O diagnóstico clinico é difícil porque os primeiros sintomas se parecem com os de outras doenças tropicais mais comuns, como a malária, incluindo aumento do abdômen, inchaço do baço e fígado, episódios de febre, diarréia, e anorexia. Devido à presença do vetor e o número de casos ocorrendo, o médico deve investigar para descartar a hipótese. A forma atual mais confiável de diagnóstico nos países africanos é a aspiração do baço, porém este procedimento é invasivo e pouco adaptado a ambientes em áreas remotas sem estrutura médica permanente.”(Drugs for Neglected Diseases Initiative)

A Leishmaniose é transmitida pela picada do mosquito Flebótomo (Lutzomya sp), que transmite o parasita microscópico tanto ao ser humano quanto aos cães. O cão é sempre a primeira vítima atingida pelo vetor. A eliminação dos cães e a permanência do mosquito, apenas fazem com que ele chegue mais rápido à pessoa para sugar seu sangue. E transmitir a doença.

“EQUÍVOCO” NA MANEIRA DE ELIMINAR O MOSQUITO

Não quero pensar que, deliberadamente as coisas sejam feitas da forma errada, então chamarei de equívoco... Ou existem interesses por trás disto? Porque perceber que não funciona é fácil: se funcionasse mesmo não haveria epidemias ano após ano, com milhares de pessoas infectadas e muitos óbitos, (no caso da Dengue, por exemplo).
Em relação à leishmaniose, volto a insistir: o vetor está espalhado pela cidade toda! E a cada dia centenas de novos mosquitos surgem! Usar a desculpa que o inseto adquiriu resistência é, no mínimo, abusar da inteligência de quem tem algum entendimento no assunto!
Li na mídia um artigo onde certo entomologista disse que para o veneno funcionar “a gotinha deve acertar na cabeça do mosquito.” Entre todas as ‘pérolas’ sobre o assunto, essa foi a premiada! Mas ele ainda está errado, pois, com os inseticidas usados, é preciso acertar a lata na cabeça do mosquito... Daí ele morre, certamente!
O inseticida deve ser aplicado com o U.B.V (Ultra Baixo Volume), com óleo adicionado. Ah! E tem de ser o inseticida correto, velocidade e horário também. A população, avisada, deverá abrir portas e janela, para deixar o inseticida entrar.
O engenheiro agrônomo gaúcho, Julio de Castro, orienta em seu artigo para o uso do Malathion, (ou similares) que os fabricantes vendem os inseticidas com várias marcas e embalagens desde envelopes com 25gr até l litro. Um litro custa R$23,00 e prepara até 400 litros de calda, bem diluída, conforme está no rótulo. Segundo ele, os 400 litros de calda são suficientes para pulverizar 800 casas. Então fica difícil (ou não?) imaginar os motivos ocultos por trás de desculpas vazias para não fazer o que é certo! Por que utilizar um veneno que não é para mosquitos, custa caro e faz mal???
“É fulminante. A chuvinha do pulverizador em cima do mosquito mata instantaneamente, vira pó, é exterminador mesmo. Tem efeito por mais 15 dias contra mosquitos aventureiros que se aproximarem. O efeito residual é fundamental para a eliminação total da praga e garantia contra a re-infestação pelos mosquitos”, declara o estudioso agrônomo Julio.
Costumo conversar sobre o assunto e a população reclama sobre a necessidade urgente do “fumacê” com o inseticida correto. “Como passava antigamente, não ficava nem um mosquito da dengue, nem pernilongo”, afirmam as pessoas. “Hoje tem todas essas pragas, mais o mosquito da Leishmaniose e ninguém faz nada”, diz uma delas.
“Somente o ataque urgente, com INSETICIDAS líquidos, direto sobre os mosquitos, dentro e em volta das casas acabará com a epidemia. O efeito é instantâneo. A aplicação é rápida, muito fácil, barata e ao alcance de todos os níveis sociais. Exterminando os insetos adultos, machos e fêmeas, não haverá mais larvas. O povo vai entender, colaborar e agradecer.” diz o engenheiro agrônomo.
Só com uma ação correta, simples estaremos livres desses insetos. E é tão fácil: basta agir, corretamente!