Mostrando postagens com marcador Rondonópolis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rondonópolis. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de setembro de 2014

ACUPUNTURA NO SUS-SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

 Acupuntura no tratamento da dor:



Trata-se de um tratamento alternativo para auxiliar nos processos que envolvem dor intensa, para as quais o paciente faz uso de medicamentos 'pesados', para o controle, necessitando substituir tais medicamentos periodicamente devido ao fato do organismo se habituar ao uso e reduzir o efeito, sem contar que, a maioria dos medicamentos reduz temporariamente o desconforto provocado pela dor, e podem causar outros danos ao organismo!
Este tratamento (Acupuntura) é realizado pelo SUS-SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE já há vários anos. Estranhamente, mesmo existindo profissionais na área, o município de Rondonópolis não oferece este tratamento, que é um direito dos usuários...
É necessário credenciar este procedimento ou adquirir tais serviços. Outro fator importante:

Divulgar esta opção oferecida pelo SUS-SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE!

A solução encontrada pelo município de Rondonópolis é "encaminhar o paciente à Cuiabá", distante 215 km, uma viagem que seria de aproximadamente 03:00 horas, mas bem sabemos que a viagem pode durar 06 horas ou mais, e que os acidentes neste percurso são diários. Isto somado ao transporte oferecido pelo município que dispõe de uma Van (Secretaria de Saúde), que transporta os pacientes numa viagem cansativa e estressante, de alto risco, pela velocidade desenvolvida, e o grande numero de carretas e bi-trens, ultrapassagens perigosas, bloqueios na rodovia, seja por manifestações ou acidentes....
Pacientes com dor intensa, e com necessidade de dois ou três atendimentos semanais dificilmente terão o problema solucionado, aliás, o problema poderá ser potencializado! 


sábado, 3 de março de 2012

DOENÇAS NEGLIGENCIADAS E SUAS CAUSAS...

Saúde Pública





Publicações, livros e revistas de excelente nível eu costumo ler e reler sempre! Entre estes está RADIS comunicação em saúde, que é uma publicação da ENSP – Escola Nacional de Saúde Publica - FIOCRUZ.
A edição de numero 81, de Maio de 2009, que comemorou o centenário de Carlos Chagas é um destes exemplos! Nesta edição, rica em conteúdo, encontrei uma entrevista que foi feita com o doutor e pesquisador, o médico José Rodrigues Coura, especialista em Doenças Infecciosas e Parasitárias, especialmente Chagas, Malária e Esquistossomose.
O Doutor Coura diz na entrevista “o primeiro desafio é manter o controle da transmissão vetorial”...
 Pois este desafio não vem sendo atingido há muitos anos! Os vetores se reproduzem de forma descontrolada e se alastram pelo Brasil infectando e matando centenas de brasileiros a cada epidemia e, entre estas, surgem novos casos a cada ano!
Chagas, Malária, Esquistossomose, Dengue, Leishmaniose são doenças que já haviam sido erradicadas ressurgem e se espalham por todos os municípios, em todos estados do país!
São patologias infecciosas, listadas como Doenças Negligenciadas que matam anualmente um elevado numero de pessoas, e nada é feito para mudar efetivamente este quadro.
O médico também questiona “a falta de herdeiros” na área de pesquisa... Realmente, poucos se interessam em ‘mergulhar’ na pesquisa. Fico feliz quando, eventualmente, alguns se destacam em alguma pesquisa! Ocorre que, no Brasil, o incentivo e as oportunidades oferecidas quase sempre se destinam a alguns escolhidos ou indicados. Destes apenas alguns se sobressaem, se dedicam de corpo e alma. Outros, no entanto, apenas ‘roubam’ as possibilidades de quem realmente se interessa no estudo das patologias e seus vetores...
Outro grande entrave a pesquisa é a chamada classe política, que interfere negativamente  em tudo, sempre motivados pela questão “quanto levo nisto”?
Ou pior: Existe interesse em acabar com o vetor da DENGUE, por exemplo? A resposta é “NÃO”! Se acabar com o vetor acaba com a doença... E o medo de perder a partilha desta verba faz com que ações efetivas no combate e erradicação deste e de outros vetores seja não incentivadas e sim combatidas! Assim a doença é mantida pelo jogo de interesses escusos que se escondem por trás de tão importante e necessário trabalho de pesquisa!
Ele discorre também sobre a descentralização, iniciada a partir de 1999, com o Ministério da Saúde se ‘despovoando’ de pessoas tecnicamente qualificadas. (Já citei em outros artigos o fato de funcionários da extinta SUCAN, hoje FUNASA que estão atuando como motorista nas secretarias municipais de saúde)!
Cita ainda que o único estado a ‘ter juízo’ foi São Paulo, que mantém a SUCEM- Superintendência de Controle de Endemias e, além disto, mantém grupos técnicos extremamente preparados e vigilantes... “Não é por acaso ser o primeiro estado a controlar a doença de Chagas, sendo o primeiro no Brasil em Vigilância epidemiológica”.
Em sucessivas viagens a São Paulo sempre observei esta atuação sendo São José dos Campos uma das referencias deste trabalho. Lamentavelmente este mês pude observar uma assustadora presença de Aedes aegypti na cidade! Percebi também a ausência do ‘fumacê’, que passava semanalmente pela cidade... Esta falta de ação propicia a entrada deste e de outros vetores! É exatamente assim que começa o domínio do inseto e as cidades perdem o controle!
O doutor Coura, mais adiante em sua entrevista cita um exemplo do interesse de alguns em manter o vetor: “Em Barcelos, às margens direitas do Rio Negro, na Amazonas me deparei com 40 % dos moradores com Malária (...). Procurou o responsável, na prefeitura, pelo controle de vetores e obtive a seguinte explicação: Eu tenho a Malária que preciso, sem ela não tenho dinheiro”. E o doutor Coura complementa: Em outros tempos eu iria até a SUCAM e pediria ao diretor a demissão do sujeito. “Mas hoje o diretor da FUNASA não tem influência sobre ele, quem manda é o prefeito”.

Esta explicação é, para mim, um caso de polícia! Quem age assim, em relação à Saúde Pública TEM QUE SER PRESO! Por outro lado, se prender todos vai faltar lugar onde colocar gente deste tipo! Em Rondonópolis os casos de Dengue se repetem, ano após ano e a cada epidemia, centenas de pessoas são infectadas ou reinfectadas e muitos perdem a saúde ou pior: A vida, para um mosquito miserável mantido pela incompetência, ingerência e o descaso!
Quanto à Leishmaniose: Esta continua agindo silenciosamente... E matando!

terça-feira, 12 de julho de 2011

A Leishmaniose continua, silenciosamente...

Uma amiga me ligou, assustada e preocupada: O marido está com Leishmaniose!



Está em tratamento e o medicamento faz lembrar um tratamento de quimioterapia, pela agressividade do medicamento utilizado!


É bastante difícil ao paciente, especialmente quando a pessoa não pode ficar sem trabalhar, tudo isto somado a dor e ao temor que a menção ‘Leishmaniose’ provoca, pois bem sabemos se tratar de uma grave e negligenciada patologia!


Lamentavelmente, a única efetiva ação realizada pelo Centro de Zoonoses, desde o surgimento desta doença, foi a sistemática ‘matança’ de cães, vítimas inocentes, igual à população, pois nem cães nem pessoas transmitem a doença! Quem transmite e DEVERIA ser eliminado é o mosquito vetor, o Flebótomo.


Trata-se de um pequeno inseto, o Flebótomo, (são mosquitos-hematófagos Phlebotominae-gênero Lutzomyia), vulgarmente conhecido por diferentes nomes: ‘queimador, asa dura, asa branca, tatuquira, birigui, cangalha, cangalhinha, ligeirinho, péla-égua, arrupiado, arrepiado, mosquito palha.


‘Queimador’ como o nome sugere, é devido ao fato que parece que queima como se enfiasse uma agulha quente no local.


Em nossa cidade várias pessoas foram infectadas e, muitos ainda não sabem, pois a doença age silenciosamente.Houve também muitos óbitos nos últimos anos!


Quanto aos cães, mesmo eliminados às centenas, continuamos a ver muitos circulando pela cidade, apresentando as características da doença.


Uma ação correta e inteligente seria a imediata ativação de uma sala cirúrgica, para castração de pequenos animais (cães e gatos) recolhidos nas ruas que, saudáveis, podem ser entregues para doação.


Não se trata de um projeto dispendioso para o município, visto que dispõe de médicos veterinários e para o bem estar da população, numa cidade do porte de Rondonópolis é inadmissível a falta deste serviço tão importante para a Saúde Pública!


Principalmente pela observação de muitos morcegos espalhados pelos bairros e centro da cidade o risco de casos de raiva fica bastante alto!


E, para solucionar este problema basta ATITUDE, artigo em falta no setor público...


Faz tempo que a Saúde Pública está entregue às moscas...ou pior: Aos mosquitos!

sábado, 2 de julho de 2011

Saúde pública




“Porque a tolerância que nunca replica, que não questiona nada não é tolerância: é imbecilidade”. (anônimo)
São os chamados ‘espertinhos’ ou ‘espertalhões’, que fecham os olhos para o errado, desde que se dêem bem!


Encontramos estas figuras em nosso dia a dia, nos mais diferentes lugares, mas especialmente no serviço público existe este tipo de pessoas que usam a esperteza como ‘moeda de negociação’, são tolerantes (e coniventes) com tudo!


E somos nós que ‘pagamos o pato’! Somos nós que pagamos a conta!


A cada dia surgem novas denúncias sobre fraudes nas licitações, da merenda escolar, da construção de salas de aula, na saúde pública, onde médicos apenas assinam a freqüência e recebem, sem nunca atender a população, que morre à espera de atendimento!


Por que as pessoas se calam? Por que não questionam? Tenho como exemplo a próxima epidemia de DENGUE, que lamentavelmente, irá ocorrer:


Novamente veremos Pronto Atendimento superlotado, mães com o filho (ou filhos) nos braços, o medo no olhar diante da DENGUE...


A ingerência e a incompetência que transformam a DENGUE em fatalidade... Todos os anos mães choram a morte de seus filhos e filhos choram a morte de um pai ou uma mãe...


E a dengue não é uma fatalidade e sim ingerência, falta de fazer o correto, eliminar o vetor, não apenas espantá-lo temporariamente... Insisto em dizer que veneno para baratas não mata o mosquito!


A falta de médicos, de atendimento adequado, caos nos hospitais, tudo isto continuará se repetindo, ano após ano!


Sempre haverá um ‘entendido’ explicando que a culpa é da população ou de ‘um novo vírus circulante’...


Certos coordenadores justificam a incompetência citando ‘novos vírus’ e isto não é verdade!


Atualmente nossa região está passando por uma pausa e, ainda assim, foram notificadas duas centenas de casos da patologia!


Não se trata de uma ‘previsão aleatória’ e sim uma pesquisa, 2013/2014 se aproxima e esta aproximação trará outra terrível epidemia! Talvez, em função da copa do mundo e dos jogos em Cuiabá e sem ter como ‘esconder a Dengue embaixo do tapete’ o coordenador decida finalmente fazer o que deve ser feito!






quinta-feira, 16 de junho de 2011

ANIMAIS DOENTES (E SADIOS) CONTINUAM NAS RUAS DE RONDONÓPOLIS


Lamentavelmente continuamos a encontrar centenas de animais (cães e gatos) abandonados nas ruas de Rondonópolis. Muitos apresentam o aspecto característico da Leishmaniose.

O Centro de Controle de Zoonoses que idealizei com tanto carinho não executa as ações necessárias e importantes para garantir a saúde animal, e as conseqüências são altamente prejudiciais tanto para a saúde animal quanto para a saúde humana!

Na Conferência Municipal de Saúde, em 1999 eu mesma coletei as assinaturas dos delegados para a criação do CCZ. Mas a unidade local deixa desejar em todos os sentidos, seja no atendimento, ou seja, nos serviços QUE DEVERIAM SER PRESTADOS...

O elevado número de eutanásias praticado contra os cães jamais irá solucionar o grave problema representado pela Leishmaniose!

Faz-se urgente e necessário eliminar o vetor (Flebótomo) que continua a proliferar de forma assustadora! O número de casos de Leishmaniose continua a aumentar, e também ocorreram inúmeros óbitos provocados pela doença.

UMA SALA DE CASTRAÇÃO DE ANIMAIS...

O Centro de Zoonoses possui profissional (médicos veterinários), dispõe de espaço, depende apenas da sensibilização do gestor municipal para disponibilizar este serviço à população!

Este investimento irá representar mais saúde para a população e para os animais.

Reduzindo a procriação dos cães e gatos dificilmente iremos encontrar animais abandonado, correndo risco de serem atropelados, ou mais grave ainda: Causar graves acidentes envolvendo motociclistas ou ciclistas.

Várias cidades brasileiras oferecem estes serviços, vou citar uma delas: Araraquara-SP.

O município, além de ofertar a castração gratuita dos animais possui também uma unidade volante para prestar o serviço à população.

E também oferece as vacinas (anticoncepcional) para os animais.

Na pré-conferência municipal de saúde apresentei a sugestão para que seja imediatamente oferecido tal serviço.

E apresento também a sugestão de uma unidade móvel de castração, pois as pessoas de menor poder aquisitivo sequer tem como se deslocar até o CCZ.

Uma campanha de cadastro e castração, amplamente divulgada, poderá diminuir consideravelmente o numero de animais abandonados, que circulam pela cidade.