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sexta-feira, 16 de maio de 2014

DENGUE: OS POLÍTICOS DECRETARAM, HÁ ANOS: OS INCOMPETENTES SERÃO “ESCOLHIDOS A DEDO”... QUANTO PIOR, MELHOR!

O Estado do Mato Grosso está desgovernado e abandonado! A parte mais GRAVE é a que envolve a Saúde!
 Medicamentos não estão sendo fornecidos (e não esqueço as 55 Toneladas de medicamentos que foram incineradas)...
E tantos precisando dos medicamentos! O sofrimento de pessoas no Pronto Socorro, nas unidades de saúde, nos hospitais... E eu pergunto: Até quando, Meu Deus???


Isto é CRIME contra a SAÚDE PÚBLICA! SEGUNDO o CÓDIGO PENAL, artigo 267 § 1 e também na Lei 8.072/90, inciso VII "Epidemia com resultado morte", o Brasil (brasileiros) estão submetidos a constantes epidemias devido a DESORGANIZAÇÃO, OMISSÃO e ao DESCASO do PODER PÚBLICO!
As únicas coisas ORGANIZADAS neste país: Tráfico e a Roubalheira Desenfreada! Ah, sim: E os mosquitos vetores, que igual aos traficantes, DOMINAM tudo!!!!
Em pouco mais de seis meses, 22 pessoas morreram vítimas da dengue em Mato Grosso. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) apontam que de 1º de janeiro a 11 de julho (2013) foram registrados 38.066 casos da doença no estado. No total, segundo a Secretaria de Saúde de Mato Grosso, 28 ocorrências de morte por dengue foram notificadas, sendo que seis casos ainda estão em investigação.
Era realmente, esperar DEMAIS do governador e sua equipe! Por que não fazer a coisa certa?
E vão recepcionar os visitantes da Copa do Mundo! Bem, uma coisa é certa: As lembrancinhas, souvenir estão prontas, o mosquito aguarda ansioso os visitantes que levarão como recordação uma inesquecível DENGUE!
ISTO É, NADA MAIS NADA MENOS QUE ANOS DE DESCASO E INCOMPETÊNCIA!

As sucessivas epidemias são o resultado da incompetência que diz “coordenar” as ações... A ineficácia e o absurdo são monstruosos e criminosos! Verbas destinadas ao controle do vetor ‘desaparecem’ e poucos questionam!
Ouvi a notícia de uma idosa que morreu devido à DENGUE, e, segundo o laudo médico teve paralisação dos rins...  Quer que eu explique?  A pessoa é atendida e recebe PARACETAMOL... Não basta a agressão do vírus no organismo, o uso deste ‘medicamento’ faz um estrago mortal no fígado, nos rins e no organismo todo!
Lamentavelmente as epidemias continuam, sucessivamente a ocorrer e NADA é feito!
Ah, sim: Tem umas “palhaçadas”, com pessoas vestidas de mosquito, som na praça, oba-oba, enfim, pão e circo para o povo!
Atendimento médico MUITO ALÉM de deficiente, pacientes amontoados em corredores, mães desesperadas, com o filho nos braços, queimando de febre, raros profissionais competentes (porque, não saber tratar a DENGUE depois de mais de 20 anos de epidemias é, no mínimo, INCOMPETÊNCIA)!
Aqui temos raros profissionais que se interessaram em, pelo menos, se informar sobre a patologia... E, graças a Deus, a cidade dispõe de dois médicos infectologistas! Apenas, algumas pessoas têm acesso a este atendimento especializado, e o risco da evolução para a Dengue Hemorrágica é altíssimo!

Volto a insistir: Cidade que não pratica a Medicina Preventiva DEVE ao menos, oferecer a Medicina Curativa...


terça-feira, 12 de julho de 2011

A Leishmaniose continua, silenciosamente...

Uma amiga me ligou, assustada e preocupada: O marido está com Leishmaniose!



Está em tratamento e o medicamento faz lembrar um tratamento de quimioterapia, pela agressividade do medicamento utilizado!


É bastante difícil ao paciente, especialmente quando a pessoa não pode ficar sem trabalhar, tudo isto somado a dor e ao temor que a menção ‘Leishmaniose’ provoca, pois bem sabemos se tratar de uma grave e negligenciada patologia!


Lamentavelmente, a única efetiva ação realizada pelo Centro de Zoonoses, desde o surgimento desta doença, foi a sistemática ‘matança’ de cães, vítimas inocentes, igual à população, pois nem cães nem pessoas transmitem a doença! Quem transmite e DEVERIA ser eliminado é o mosquito vetor, o Flebótomo.


Trata-se de um pequeno inseto, o Flebótomo, (são mosquitos-hematófagos Phlebotominae-gênero Lutzomyia), vulgarmente conhecido por diferentes nomes: ‘queimador, asa dura, asa branca, tatuquira, birigui, cangalha, cangalhinha, ligeirinho, péla-égua, arrupiado, arrepiado, mosquito palha.


‘Queimador’ como o nome sugere, é devido ao fato que parece que queima como se enfiasse uma agulha quente no local.


Em nossa cidade várias pessoas foram infectadas e, muitos ainda não sabem, pois a doença age silenciosamente.Houve também muitos óbitos nos últimos anos!


Quanto aos cães, mesmo eliminados às centenas, continuamos a ver muitos circulando pela cidade, apresentando as características da doença.


Uma ação correta e inteligente seria a imediata ativação de uma sala cirúrgica, para castração de pequenos animais (cães e gatos) recolhidos nas ruas que, saudáveis, podem ser entregues para doação.


Não se trata de um projeto dispendioso para o município, visto que dispõe de médicos veterinários e para o bem estar da população, numa cidade do porte de Rondonópolis é inadmissível a falta deste serviço tão importante para a Saúde Pública!


Principalmente pela observação de muitos morcegos espalhados pelos bairros e centro da cidade o risco de casos de raiva fica bastante alto!


E, para solucionar este problema basta ATITUDE, artigo em falta no setor público...


Faz tempo que a Saúde Pública está entregue às moscas...ou pior: Aos mosquitos!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

UM CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES DEVERIA SER MAIS ATUANTE

     Quando, há vários anos atrás idealizei, coletei as assinaturas dos delegados, presentes no Fórum de Saúde Pública, que estava nos momentos finais e NINGUÉM havia lembrado de pedir a instalação de um Centro de Controle de Zoonoses, eu imaginei um órgão para zelar pela Saúde Pública, humana e animal!

Jamais pensei que iria virar um matadouro de cães! E muitos destes, mortos sem a devida comprovação laboratorial, (aliás, o correto ainda seria orientar para que o dono do animal procurasse um veterinário).

A Leishmaniose não teve início repentino. Há bastante tempo que se percebia cães pelas ruas com o aspecto da doença, tanto a visceral quanto a de pele. Casos humanos, pela demora de diagnóstico e a falta de profissional especializado na área, ocorreram e foram a óbito. Atualmente Rondonópolis conta com um profissional experiente e atento, o que tem salvado a vida de muitos pacientes, de Rondonópolis e região!

A Leishmaniose apresenta um quadro de grande importância, com inúmeras mortes humanas provocadas pelo mosquito Flebótomo... E o que tem sido EFETIVAMENTE feito para eliminar o vetor? Até agora a única providencia que tive o desprazer de acompanhar (e questionar!) foi a eliminação semanal de mais de uma centena de cães, vítimas inocentes do mosquito e da inoperância que se verifica na área de controle de vetores... Parece que o cão é maior que o mosquito, mais fácil de eliminar!

A Dengue é este desastre: Seqüenciais epidemias, e fora do período epidêmico sempre surgem novos casos, mostrando a presença constante do vetor na região. O mesmo grupo atuante (?), os mesmos coordenadores ali estão já há bastante tempo, e a atuação deixa muito a desejar... Os produtos químicos ineficazes, mas ainda assim muito tóxicos ao homem e aos animais, já há muito deveriam ter sido substituídos por produtos adequados para mosquitos.

Estas ações, digamos, “equivocadas” da coordenação do CCZ local, e não vamos nos esquecer de onde partem as determinações e quem as coordena: o coordenador da Vigilância e Saúde Ambiental, órgão estadual, senhor Oberdan Lira, que responde por todos os municípios do Mato Grosso. Este coordenador parece não ter “sido cobrado” pela ineficácia das ações que ele insiste em manter, nem pelos seus superiores nem pela população...

Independente disto, cada coordenação municipal tem o DEVER de, percebendo a ineficácia das ações e produtos utilizados questionar o Estado e solicitar, sugerir e até mesmo exigir a substituição dos insumos.

Bastaria ler e analisar: Está bastante claro que os derivados de piretróides funcionam na eliminação de animais rasteiros, que ‘andam’! A população percebeu este efeito, mesmo sendo leiga no assunto, que após as aplicações realizadas pelo CCZ, morrem centenas de baratas, formigas, aranhas e cupins... No entanto, os mosquitos ‘somem’, durante 03 dias isto é são repelidos temporariamente, depois retornam, com mais fome de sangue!

UM CENTRO DE ZOONOSES NECESSITA TER UM DEPARTAMENTO DE ENTOMOLOGIA

Deve ser um departamento competente e dinâmico, em constante vigilância para, ao menor sinal da presença de vetores agir rapidamente, controlando assim, a entrada de novos vetores patogênicos. O número de Aedes não irá reduzir de forma ‘mágica’ se as providencias para o controle continuarem como estão...

Quanto ao flebotomíneos, estes continuam a aumentar e causar graves problemas ao homem e aos animais, pois o que se vê são cães doentes e novas pessoas com exames positivos para Leishmaniose!

E o surgimento de diferentes vetores patogênicos exige ações de controle imediatas!

A importância de um CENTRO de CONTROLE DE ZOONOSES está no fato de que, casos as ações fossem desenvolvidas corretamente, teríamos como resultado um município saudável.

Pelo CCZ deve ser realizado o controle não só dos insetos vetores de patologias como a Dengue, Elefantíase, Chagas, Malária e Leishmaniose, esta última envolve, além do homem, cães e pequenos animais selvagens, que funcionam como reservatórios, ratos, morcegos e outros animais peçonhentos devem ser monitorados com muita atenção!

IMPORTANTE: Muitas pessoas pensam que o cão ‘passa’ a Leishmaniose para as pessoas. Isto não é verdade! O cão no seu quintal, além de proteger sua residência ainda protege sua vida, pois o mosquito em busca de sangue suga o cão, uma vítima inocente. Não tendo o cão no quintal o mosquito ENTRA na sua casa e suga o sangue da sua família! Existe uma coleira repelente, que ‘espanta’ o inseto, chamada Scalibur. Não Mata o mosquito, apenas repele!

Chagas, cujo vetor é um triatomíneo (barbeiro), está em situação de descontrole, com denúncias da presença do vetor em diferentes pontos da cidade.

Morcegos, diretamente envolvidos na transmissão da raiva, que atinge cães, gatos, cavalos, bois e o homem.

Acidentes envolvendo aracnídeos, escorpiões, lacraias, cobras etc.

Sendo então o CENTRO de CONTROLE DE ZOONOSES uma referência de onde partem determinantes e condicionantes para a saúde coletiva existe a necessidade de atenção especial para que o trabalho seja desenvolvido com agilidade, dando resposta imediata, ao primeiro sinal de inicio de problema.

PROMOTOR DE JUSTIÇA DA DEFESA DA CIDADANIA E DO CONSUMIDOR:


Ontem, dia 21 de outubro ocorreu a reunião, convocada pelo Promotor de Justiça da Defesa da Cidadania e do Consumidor Doutor Ari Madeira Costa, com os presidentes de bairro. O Doutor Madeira apresentou dois pontos importantes:

1-O morador tem a obrigação de ‘checar’ seu quintal, remover todo possível criadouro.

2-O Presidente de cada bairro, juntamente com a diretoria, deverá verificar situações de risco, e notificar a Vigilância Sanitária e a Promotoria, para as devidas providencias.

Outras reuniões estarão ocorrendo em nossa cidade, visando a redução do elevado número de casos de Dengue. A cada ano ocorrem óbitos, pelas complicações hemorrágicas desencadeadas pela patologia.

LEMBRE-SE: O mosquito é ainda, o melhor estrategista!














sábado, 21 de agosto de 2010

ANALISANDO EPIDEMIAS

Opinion article:

Esta nota demonstra claramente que cada epidemia envolve dois anos, e tem um intervalo entre uma e outra de 04 anos: “O Rio de Janeiro, em 1986, após cerca de 60 anos sem que nenhum caso da doença fosse notificado, a dengue ressurge primeiramente nos municípios do Grande Rio, configurando uma epidemia que notificou cerca de 90 mil casos no biênio 86/87, todos do sorotipo 1 (FNS 1997)”.

E também segue a nota dizendo que ‘a epidemia teve seu início em abril de 1986 e encerrou o ano com um total de 12.480 notificações. Em 1987, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS/RJ) registrou 37.215 casos.

Somando estas informações obteremos 49.695 pessoas infectadas, apenas no município do Rio de Janeiro.

Segundo Medronho, (1995), os anos de 1987 a 1989 os casos registrados apontavam para um baixo nível de transmissão da doença. Foram notificados, no município, 247 casos em 1988 e 436 em 1989. Isto quer dizer que, fora da epidemia os casos continuam ocorrendo porque o inseto se faz presente constantemente, pois não é eliminado!

Comprovando meus questionamentos, em 1990/91, exatamente 04 anos depois a população é novamente atingida por outra epidemia!

Já com um maior número de pessoas infectadas: totalizando 105 mil casos no Estado. No município os casos notificados atingiram 10.965 em 1990 e 51.695 em 1991. Somando os dois anos: 62.660 pessoas infectadas no município!

Do total de casos de 1990, 4.058 ocorreram em dezembro. No ano de 1991, somente no mês de janeiro, foram notificados 19.979 casos de dengue.

Outro fator digno de nota pela importância:

Nesta 2ª epidemia a circulação de pessoas apresentando sorologias para DEN 2 e outros (novos casos) DEN 1 evidenciando um vírus único e seqüenciais infecções sofridas pelo indivíduo. (DENGUE: Primeira Infecção, Reincidências e suas Conseqüências, ainda não publicado).

Pelas reações provocadas em função do registro no sistema imunológico de uma infecção anterior os anticorpos combatem não só o novo antígeno invasor (DEN 2), como também a células que registram a informação da DEN 1 passada. As reações são bastante exarcebadas e sempre com manifestações hemorrágicas.

A evolução do quadro em relação ao paciente vai depender:

a) Do atendimento médico adequado e atento.

b)Medicação e reidratação, controle das plaquetas.

c) Ao primeiro sinal de alerta intensificar os cuidados.

d) Não fazer uso em hipótese nenhuma do princípio ativo paracetamol, altamente tóxico ao órgão hepático.

e) Não fazer uso de medicamentos que contenha o princípio ativo AAS - Acido Acetil Salicílico, fator desencadeador de hemorragias.

Por fim o dia mais importante da evolução: O primeiro dia sem febre é decisivo, pois o paciente pode estar evoluindo para a lenta melhora como pode estar evoluindo para o quadro de Choque pós Dengue.

Pela falta de MEDICINA PREVENTIVA (controle efetivo, eliminação dos insetos) torna-se importante investir na MEDICINA CURATIVA, com médicos especializados em doenças tropicais.

A prevenção sempre foi o fator mais importante, mas ao longo destes últimos 20 anos foi ficando esquecida, relegada a ações aleatórias e ineficazes.

Ministros, prefeitos e secretários de saúde acreditam que criar dia ‘D’, fazer circo da dengue, cartazes e panfletos resolveria o problema, estas ações são apenas ‘oba-oba’ eleitoreiras...

Investem também no ato de culpar a população pelas suas ações erradas, pelo alastramento do inseto em todo o País.

Negar epidemias em andamento com a desculpa de ‘não alarmar a população’ e a falta de estrutura de atendimento fizeram muitas vitimas a cada epidemia.

O surgimento de casos de dengue hemorrágica aliados à ausência de medidas efetivas de controle implicou a mobilização de profissionais de saúde que não mediram esforços, mas foram vencidos pelo despreparo e pela falta absoluta de estrutura para o atendimento adequado.

Assim foi 1986/07, 2001/02, 2005/06 e 2009/2010, sempre com elevado número de pessoas infectadas e reinfectadas.

Meus questionamentos movimentaram o Tribunal de Contas da União – TCU que investigou questionou, mas aparentemente, a situação encontrada foi mantida...

Falta ainda ‘acordar’ o próprio Ministério da Saúde para a ineficácia das velhas ações, partindo assim para mudanças de enfoque, seja nas ações, ou seja, no uso CORRETO de inseticidas.

A OPAS-Organização Pan-americana de Saúde e a Organização Mundial de Saúde poderiam interferir e cobrar mudanças na metodologia de controle tendo em vista o absoluto descontrole e o impressionante aumento do vetor que, não sendo eliminado prolifera de forma assustadora!

E são vários insetos vetores que retornaram, atingindo a população, deixando muitos com seqüelas e sob risco, pois em nova epidemia esta pessoa, com a saúde fragilizada, o atendimento médico precário e despreparado poderá ocorrer o óbito.

Todos os anos várias famílias choram seus mortos, vítimas de um mosquito, mas vítimas maiores do descaso, da omissão! E quem reage a isto? Quem irá dizer BASTA? A população brasileira precisa reagir descruzar os braços e cobrar as mudanças que se fazem necessárias, para eliminar os vetores e garantir qualidade de vida a todos!

domingo, 31 de maio de 2009

DENGUE: Omissão vai gerar responsabilidade

O Ministério Público Federal (MPF) possui legitimidade para a tutela judicial dos interesses difusos e coletivos, entre os quais está o direito à saúde (art.129, 111 c/c art.196, caput); a ele cabe defender os interesses da população sob risco como é o caso atual (novamente e também) em Rondonópolis.
Ações mal conduzidas, sem coordenação correta, mau uso da verba pública ao longo dos últimos anos, e estamos vivendo nova epidemia já com vários óbitos!
Diante do agravamento dos casos de dengue em alguns estados brasileiros nos primeiros meses deste ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) passou a fiscalizar as ações do governo federal no combate à doença, mas, infelizmente não houve modificações nas ações de controle...
De cada ano ficam depositados milhões de ovinhos em recipientes os mais diversos espalhados por nossa cidade que, com as chuvas eclodem e, mesmo com a temporária paralisação do período chuvoso, os insetos vetores continuam a se reproduzir intensamente.
Além dos graves casos de DENGUE, com evoluções para DENGUE HEMORRAGIA ou SÍNDROME DE CHOQUE POR DENGUE, nossa cidade vem sofrendo com o aumento de casos de LEISHMANIOSE. Ela se faz presente já alguns anos e o serviço público de saúde, mesmo sabedor dos fatos, além de omitir a informação à população, não tomou providências concretas para a eliminação do vetor.
Um fator complicador é a subnotificação e a indicação errônea de ‘virose’ é o diagnóstico pobre, fornecido pelo desinformado profissional da área; dados que, incorretos, geram informações erradas sobre o número real de casos, a cada ano.
Cabe ao governo federal a responsabilidade de repassar as verbas, que são destinadas à campanhas educativas, capacitação de profissionais de estados e municípios, transporte de inseticidas e cooperação técnica internacional, entre outras. A compra de equipamentos e veículos com o objetivo de fortalecer a capacidade operacional de estados e municípios também é feita com esses recursos. Aos governos locais, (Estaduais e Municipais) cabe executar ações de prevenção e controle da doença, mas que, pelo que se percebe, estão falhas e/ou mal conduzidas.
Ao Ministério Público Federal cabe, frente às omissões por parte das três esferas de governo, responsabilizá-los pelas mortes e pelos danos causados à população.
Ações ineficazes apontam erros e falhas questionáveis. Como Bióloga especializada em Entomologia Médica (estudo de insetos vetores), já mostrei um grave equivoco: o uso de inseticidas inadequados, pois está evidenciado que “veneno para pulgas não mata ratos” e no caso do vetor da DENGUE, trata-se ele de um mosquito, totalmente diferente em sua biologia com relação a moscas, baratas e carrapatos!
A ‘mosca do berne’, Dermatobia hominis, a ‘mosca do chifre’, Haematobia irritans e o carrapato são de importância médica veterinária e o controle deles, diga-se, é excelente. (Os animais têm mais sorte que as pessoas. Ou valem mais?)
O outro inseticida utilizado é ótimo! Mas para eliminar baratas, inseto completamente diferente do mosquito... Devido a isto, os mosquitos continuam a proliferar e a infectar pessoas.
Quanto aos inseticidas disponíveis nos supermercados, eles são completamente ineficientes. Mas necessitam de revisão pelo órgão competente.
Cabe ao Ministério Público Federal agir rápido, exigindo explicações e modificações nas ações de controle aos vetores. Sei que, depois de um grande número de pessoas infectadas, ocorre uma redução no número de casos, mas, no final do ano inicia-se a segunda etapa da epidemia, pois costuma envolver dois anos.
Para confirmar, basta analisar epidemias ocorridas em 1993/94, 1997/98, 2001/02, 2005/06 e atualmente 2009 e, certamente, se não houver providências imediatas, 2010 virá com novos casos a se lamentar.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Artigo De Opinião/Opinion Article

A Necessidade da Erradicação dos Vetores Transmissores da Dengue e da Febre Amarela no Brasil

The Need of the Eradication of the Vectors Transmissive of the Dengue and of the Yellow fever in Brazil

"Importante enfocar o fato de que nem todos fazem sorologias e, neste caso, esse indivíduo não faz parte das estatísticas da OMS".

Analisando as perspectivas, com base nos últimos vinte anos, os prognósticos não são bons, sendo necessário uma urgente reciclagem tanto nos conceitos errôneos sobre a utilização do UBV e sua efetiva eficiência, desde que haja o uso correto de dosagens, velocidade, horários, produto e, importantíssimo: as aplicações deverão ser realizadas entre 12 a 15 dias em todas as ruas, todos os bairros dos municípios, durante 03 meses, com a observação do efeito na densidade do vetor, que com estas medidas deverá reduzir até não serem encontrados nem formas imaturas nem o vetor adulto.



A abordagem em artigos científicos (e na imprensa em geral) sobre o manejo e controle do Aedes aegypti gera controvérsias, que, apenas colaboram com a proliferação destes vetores. Faz-se urgente uma efetiva reciclagem nas teorias, pois se enfocarmos o que vem ocorrendo nos últimos anos após tal controle ter sido descentralizado (transferindo aos estados e municípios esta responsabilidade), com as verbas destinadas não sendo efetivamente controladas, somando-se à falta de capacitação de profissionais, vê-se facilitado o aumento incontrolável do vetor, causando grande impacto na saúde pública.

“População exige o fumacê, mas desconhece que o produto é perigoso e não detém o avanço da dengue”...

Vamos analisar essa declaração:

1 - Todo produto, seja sabão em pó, detergente, álcool, gasolina, spray de inseticida doméstico, e mais uma infinidade de produtos de uso diário, manuseados de forma incorreta, podem causar graves acidentes e danos irreversíveis.

2 - Alguns que se dizem técnicos e estão por ai apregoando que o produto faz mal, aparentemente sequer devem ter olhado o MANUAL DA FUNASA; imagine se leram que determina o uso do UBV (Ultra Baixo Volume), que explica as normas e técnicas corretas para o uso do “fumacê”, o qual elimina o inseto adulto se usado da forma correta!

3 - Em determinada cidade, os funcionários lavaram paredes com o produto, se intoxicando de forma grave, e a todas as pessoas que trabalhavam no local, pois ele é para ser aplicado com o aparelho de UBV, de onde saem micro-gotículas, isto é, uma nuvem de minúsculas gotinhas; além disto, com a desculpa do calor, não utilizam os equipamentos de segurança adequados (macacão, luvas, óculos de proteção, etc.); fumam durante a aplicação e, pior, depois continuam com a mesma roupa usada, o dia todo.

4 - O Depto. de Vigilância Epidemiológica e Sanitária deve, no mínimo, consultar um engenheiro agrônomo, profissional habilitado para trabalhar com dosagens e técnicas de aplicação; capacitar funcionários, sob orientação do agrônomo, obedecer as regras de segurança e criar escalas de trabalho para estes seis meses críticos da dengue (outubro a março).

5 - Este trabalho deve seguir rigorosamente as normas técnicas, número de aplicações, dias e horários, durante os seis meses, em cada rua, em cada bairro da cidade.

A falta de capacitação, o desconhecimento do material adequado, isto, sim, pode causar problemas graves e até mesmo matar. A substituição do inseticida correto por outro adequado a baratas, acabou intoxicando os funcionários, no local onde foi aplicado erradamente, matando baratas, grilos e outros insetos. Só os mosquitos permaneceram vivos, sem serem afetados...

É importante a visita dos agentes? Pode ser. Mas deve ser uma vistoria bem feita, nunca superficial. E quem vistoria e limpa os terrenos baldios (e são muitos, com lixo acumulado)? Mas usando da lógica, se eliminar os mosquitos adultos, de forma correta, não deverá sobrar fêmeas de Aedes aegypti para depositar ovos por ai.

Já faz um bom tempo que nos tornamos reféns do descaso, da omissão, do empurra-empura, onde a Saúde Pública transfere suas obrigações para a população e parte dela cuida e mantém limpos os locais de risco, mas é importante frisar que basta uma casa com a caixa d’água sem tampa para infestar o bairro todo e outros bairros próximos.

Já se passaram 20 anos desde o retorno deste vetor; milhões de pessoas foram infectadas e reinfectadas, com milhares de mortes ocorrendo.

O Brasil poderia adotar as medidas corretas de aplicação do UBV, inclusive utilizando o óleo misturado ao produto e se tornar o modelo para os países vizinhos, no combate e erradicação do vetor. Uma das explicações dadas pelos que se mantém contra o uso do UBV é que irá matar pássaros e borboletas...

Mas Cuba utiliza o UBV e é lá que encontramos o espécime de beija flor menor do mundo.

Milhares de pessoas morrem, anualmente, de dengue. Então é importante, é necessário reavaliar a relação custo-benefício da utilização do fumacê, com o inseticida eficiente.

BIBLIOGRAFIAS CONSULTADAS

1- Tauil, Pedro Luiz Perspectives of Vector Borne Diseases Control in Brasil

Revista Brasileira da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 39(3)275-277mai-jun 2006

2-Ministério da Saúde-Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica. 6ª edição Brasília, 2005.

Bia Lopes 05—1-2007.

3-Franco O. A História da Febre Amarela no Brasil. Ministério da Saúde. Brasília, 1969.

4-Gubler DJ. Dengue and dengue haemorrhagic fever: its history and resurgence as global health problem. CAB International, New York, p.1-22,1997.

domingo, 25 de janeiro de 2009

UM MOSQUITO ‘SEM PAI NEM MÃE’






foto:Genilton J.Vieira


A dúvida continua.... E olhe só: é mosquito do qual já se fez o maior número de DNA!

Mas as lideranças políticas ainda não descobriram se pertence à família Municipal, Estadual ou Federal! Ninguém assume! Então o insetinho continua sem sobrenome, podendo, futuramente assinar de qualquer uma destas maneiras:

*-Aedes aegypti municipalis

*-Aedes aegypti estadualis

*-Aedes aegypti federalis

O governo federal afirma (e criou Lei e subsídios) que o caso é de competência de cada estado monitorar as ações, fiscalizar o uso das verbas destinadas ao combate do vetor e, ao município, cabe aplicar as ações e os insumos recebidos no combate e erradicação do inseto, o que significa dizer: a eliminação da DENGUE.

No Rio de Janeiro, hoje, ocorreu mais uma terrível epidemia. O número de casos foi assustador. E o sistema de saúde se mostra completamente despreparado. Faltam condições de atendimento. Salta aos olhos a incapacidade generalizada em Saúde Tropical, essencial em nosso país.

São pouquíssimos os especialistas nesta área tão importante.

Falta: incentivo e oportunidades para quem realmente tem interesse na pesquisa, na busca de solução, e isto não reside exclusivamente na busca de vacinas ou na construção de hospitais...

A medicina não deve ser curativa. Ela deve ser, sim, preventiva.

E, para prevenir, o primeiro passo é eliminar o vetor. Radicalmente. Chega de pozinhos mágicos; chega de lendas e teorias que fogem da realidade.

Hoje, o mais importante, é voltar atrás, usar o velho “fumacê” e acabar com o mosquito antes que ele acabe com toda a gente...

Dói em meu ouvido escutar o Ministro da Saúde ocupar espaço na mídia para negar o que é evidente: negar a ocorrência desta epidemia.

Além de não fazer o que DEVERIA SER FEITO, que é eliminação do mosquito, tem mais coisas ocorrendo: por que continuam usando o inseticida inadequado? E quem está ganhando com isto?

Anualmente, milhares de pessoas vêm sendo infectadas ou reinfectadas; mortes e mortes ocorrendo e as epidemias se sucedem, uma após outra, enquanto o mosquito continua aí, dominando...

Assistimos o desespero de pessoas em busca de socorro médico; assistimos profissionais da saúde procurando dar atendimento em meio de tanta gente, com pessoas desmaiando e caindo pelo chão; o desespero de familiares ao se depararem com a morte de alguém da família, como o bebê morrendo por dengue, ainda no útero materno e logo depois, também, a morte da própria mãe...

E pior: não é só o mosquito que está ‘sem pai nem mãe’. Com o descaso que se verifica, todos estamos...