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sexta-feira, 16 de maio de 2014

DENGUE: OS POLÍTICOS DECRETARAM, HÁ ANOS: OS INCOMPETENTES SERÃO “ESCOLHIDOS A DEDO”... QUANTO PIOR, MELHOR!

O Estado do Mato Grosso está desgovernado e abandonado! A parte mais GRAVE é a que envolve a Saúde!
 Medicamentos não estão sendo fornecidos (e não esqueço as 55 Toneladas de medicamentos que foram incineradas)...
E tantos precisando dos medicamentos! O sofrimento de pessoas no Pronto Socorro, nas unidades de saúde, nos hospitais... E eu pergunto: Até quando, Meu Deus???


Isto é CRIME contra a SAÚDE PÚBLICA! SEGUNDO o CÓDIGO PENAL, artigo 267 § 1 e também na Lei 8.072/90, inciso VII "Epidemia com resultado morte", o Brasil (brasileiros) estão submetidos a constantes epidemias devido a DESORGANIZAÇÃO, OMISSÃO e ao DESCASO do PODER PÚBLICO!
As únicas coisas ORGANIZADAS neste país: Tráfico e a Roubalheira Desenfreada! Ah, sim: E os mosquitos vetores, que igual aos traficantes, DOMINAM tudo!!!!
Em pouco mais de seis meses, 22 pessoas morreram vítimas da dengue em Mato Grosso. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) apontam que de 1º de janeiro a 11 de julho (2013) foram registrados 38.066 casos da doença no estado. No total, segundo a Secretaria de Saúde de Mato Grosso, 28 ocorrências de morte por dengue foram notificadas, sendo que seis casos ainda estão em investigação.
Era realmente, esperar DEMAIS do governador e sua equipe! Por que não fazer a coisa certa?
E vão recepcionar os visitantes da Copa do Mundo! Bem, uma coisa é certa: As lembrancinhas, souvenir estão prontas, o mosquito aguarda ansioso os visitantes que levarão como recordação uma inesquecível DENGUE!
ISTO É, NADA MAIS NADA MENOS QUE ANOS DE DESCASO E INCOMPETÊNCIA!

As sucessivas epidemias são o resultado da incompetência que diz “coordenar” as ações... A ineficácia e o absurdo são monstruosos e criminosos! Verbas destinadas ao controle do vetor ‘desaparecem’ e poucos questionam!
Ouvi a notícia de uma idosa que morreu devido à DENGUE, e, segundo o laudo médico teve paralisação dos rins...  Quer que eu explique?  A pessoa é atendida e recebe PARACETAMOL... Não basta a agressão do vírus no organismo, o uso deste ‘medicamento’ faz um estrago mortal no fígado, nos rins e no organismo todo!
Lamentavelmente as epidemias continuam, sucessivamente a ocorrer e NADA é feito!
Ah, sim: Tem umas “palhaçadas”, com pessoas vestidas de mosquito, som na praça, oba-oba, enfim, pão e circo para o povo!
Atendimento médico MUITO ALÉM de deficiente, pacientes amontoados em corredores, mães desesperadas, com o filho nos braços, queimando de febre, raros profissionais competentes (porque, não saber tratar a DENGUE depois de mais de 20 anos de epidemias é, no mínimo, INCOMPETÊNCIA)!
Aqui temos raros profissionais que se interessaram em, pelo menos, se informar sobre a patologia... E, graças a Deus, a cidade dispõe de dois médicos infectologistas! Apenas, algumas pessoas têm acesso a este atendimento especializado, e o risco da evolução para a Dengue Hemorrágica é altíssimo!

Volto a insistir: Cidade que não pratica a Medicina Preventiva DEVE ao menos, oferecer a Medicina Curativa...


terça-feira, 12 de julho de 2011

A Leishmaniose continua, silenciosamente...

Uma amiga me ligou, assustada e preocupada: O marido está com Leishmaniose!



Está em tratamento e o medicamento faz lembrar um tratamento de quimioterapia, pela agressividade do medicamento utilizado!


É bastante difícil ao paciente, especialmente quando a pessoa não pode ficar sem trabalhar, tudo isto somado a dor e ao temor que a menção ‘Leishmaniose’ provoca, pois bem sabemos se tratar de uma grave e negligenciada patologia!


Lamentavelmente, a única efetiva ação realizada pelo Centro de Zoonoses, desde o surgimento desta doença, foi a sistemática ‘matança’ de cães, vítimas inocentes, igual à população, pois nem cães nem pessoas transmitem a doença! Quem transmite e DEVERIA ser eliminado é o mosquito vetor, o Flebótomo.


Trata-se de um pequeno inseto, o Flebótomo, (são mosquitos-hematófagos Phlebotominae-gênero Lutzomyia), vulgarmente conhecido por diferentes nomes: ‘queimador, asa dura, asa branca, tatuquira, birigui, cangalha, cangalhinha, ligeirinho, péla-égua, arrupiado, arrepiado, mosquito palha.


‘Queimador’ como o nome sugere, é devido ao fato que parece que queima como se enfiasse uma agulha quente no local.


Em nossa cidade várias pessoas foram infectadas e, muitos ainda não sabem, pois a doença age silenciosamente.Houve também muitos óbitos nos últimos anos!


Quanto aos cães, mesmo eliminados às centenas, continuamos a ver muitos circulando pela cidade, apresentando as características da doença.


Uma ação correta e inteligente seria a imediata ativação de uma sala cirúrgica, para castração de pequenos animais (cães e gatos) recolhidos nas ruas que, saudáveis, podem ser entregues para doação.


Não se trata de um projeto dispendioso para o município, visto que dispõe de médicos veterinários e para o bem estar da população, numa cidade do porte de Rondonópolis é inadmissível a falta deste serviço tão importante para a Saúde Pública!


Principalmente pela observação de muitos morcegos espalhados pelos bairros e centro da cidade o risco de casos de raiva fica bastante alto!


E, para solucionar este problema basta ATITUDE, artigo em falta no setor público...


Faz tempo que a Saúde Pública está entregue às moscas...ou pior: Aos mosquitos!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

DENGUE, EPIDEMIAS SE INTERCALAM...


Notícias sobre a morte de bebês, crianças, jovens e adultos causadas pela DENGUE me deixam não apenas entristecida, me causam revolta! Uma das vítimas mais recentes foi a jovem universitária Fernanda Cristina, com apenas 19 anos, no RJ.

Os sintomas apontavam para a Dengue. Ela passou por vários médicos e o atendimento recebido foi, no mínimo, superficial! Fernanda morreu 12 horas após ter tido alta. Dezoito pessoas foram a óbito pela doença no Rio este ano, pelo menos ela e mais três pessoas foram vítimas de diagnóstico tardio. 

Alguns médicos parecem não saber que, o primeiro dia sem febre é o mais crítico: a evolução pode ser para uma lenta recuperação ou para o grave quadro hemorrágico e suas complicações, na maioria das vezes fatais, muitos pela falta de atenção médica.

E o resultado: Mais uma família chora a perda de uma pessoa para o descaso que está a Saúde! A falta de um trabalho correto para eliminar o vetor!

O alerta  do infectologista da UFRJ, Edimilson Migowski: “Importante é prestar atenção ao estado geral do doente. É mais importante do que medir a temperatura, é preciso prestar atenção no estado geral do paciente. Segundo o profissional, no caso da dengue, febre não é parâmetro de agravamento. “A cultura é valorizar a febre. “Na dengue, é preciso valorizar outros sinais: vômito, pressão baixa, sangramento, recusa de tomar líquido e dor abdominal”,ensina.

Minha revolta tem uma razão de ser, e carrega estes questionamentos:

Profissionais de saúde (médicos), sabendo que o Brasil está dominado pelo mosquito, DEVERIAM estar atentos, observar os sintomas, especialmente temperatura elevada (febre acima de 38°), cefaléia, outros sintomas podem ou não se fazer presentes tais como dores no corpo, vômitos e diarréia. 

A rehidratação deve ser imediata! O controle da febre é importante, aliás, bem sabemos que a elevação da temperatura é um aviso do organismo sobre algum processo infeccioso ocorrendo neste paciente.
O momento em que o agente infeccioso (antígeno) penetra no organismo o sistema imune entra em ação, produzindo defesas (anticorpos), para combater o vírus invasor (anticorpos).
 A febre é uma resposta de nosso organismo e surge pela ação do sistema imune combatendo uma infecção (anticorpos destruindo antígenos).

O profissional da saúde sabe disto (ou deveria saber), deveria saber também que, em alguns casos de Dengue as reações são mais fortes por alguns motivos específicos:
 Paciente em uso de medicamentos cardíacos, (anticoagulantes, antiagregantes plaquetários), uso de medicamentos antitérmico (AAS), e a principal e mais grave: Paciente sofrendo a SEGUNDA DENGUE!

Independe se a busca por atendimento particular ou pela rede pública, o despreparo médico é muito grande!
Veja o exemplo do trabalho jovem médico do PSF, durante a epidemia de 2008:  
http://www.artigonal.com/medicina-artigos/serie-doencas-negligenciadas-2852423.html    
Quando há amor e dedicação ao exercer a medicina, que ganha é a população! O interesse ao quadro clínico apresentado, as ações básicas adequadas podem evitar o óbito do paciente!
A outra questão:
O que está acontecendo com a pesquisa brasileira? Volto a questionar: o que está acontecendo nas instituições de pesquisa?
Alguns pesquisadores há muitos anos dentro de instituições, parecem estar numa ‘cômoda zona de conforto’, seguindo velhas e ultrapassadas teorias, mantendo hipóteses equivocadas sobre fatores essenciais para eliminar o vetor, primeiro passo para acabar com a DENGUE.

Torna-se urgente uma releitura, um novo estudo sobre o vírus da Dengue. Como já citei em artigos já publicados,
http://www.artigos.com/artigos/saude/saude-e-bem-estar/analisando-matematicamente
A pesquisa precisa avançar e rápido! Depois da comprovação da teoria do pesquisador Finlay (1881) que não eram “miasmas” e sim mosquitos que transmitiam a Dengue ou Febre Amarela e não foi fácil ‘derrubar’ ultrapassadas hipóteses, Carlos J. Finlay, em Cuba, foi quem aventou a hipótese de ser a doença transmitida pelo mosquito, o que na época não era admitido, sendo então ridicularizado por isso, pois isso só ocorreu passados 20 anos! 

Graças à comissão do exército Norte Americano chefiada pelo major Walter Reed, que se encontrava novamente em Havana, em Cuba, que sofria nova epidemia da doença, demonstrou de maneira irrefutável o acerto da teoria Finlay.
Hoje, passados mais de 130 anos torna-se importante desmistificar ‘outros miasmas’: 

Existe um importante equivoco na análise de um exame de sorologia/isolamento viral de um paciente com Dengue:
As diferenças encontradas entre a sorologia de um individuo sofrendo uma PRIMEIRA DENGUE com outro paciente passando por uma SEGUNDA DENGUE, TERCEIRA ou QUARTA DENGUE vai, evidentemente mostrar diferenças!
Mas isto não indica a existência de 04 tipos de vírus!
Se Finlay conseguiu desmistificar os ‘miasmas’ posso ter esperanças que a comprovação de um vírus único e seqüenciais infecções que envolvem a DENGUE!
A cada 04 anos ocorre nova epidemia em diferentes regiões, mas alguns estados (Rio de Janeiro, por exemplo), uma epidemia vem se intercalando em outra!

Aqui dados para análise:
As principais epidemias de dengue ocorridas no município do Rio de Janeiro, sendo elas:
 1986/1987 sorotipo 1;
 1990/1991 sorotipo 2;
 2001/2002 sorotipo 3.
(A epidemia de Dengue/Dengue Hemorrágico 2001/2002 no município do Rio de Janeiro).REVISTA DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE MEDICINA TROPICAL

O Rio sofreu em 2005/2006 outra epidemia e, novamente 2009/2010 se estendendo pelo ano de 2011.
A Dengue continua dominando, com fatos estranhos, absurdos, que envolve desde inseticidas inadequados, medicamentos agressivos e desnecessários, verbas aplicadas aleatoriamente, atendimento médico/hospitalar despreparado.

Como bem disse o doutor Marcos Vilela, a Dengue é apenas a ponta do iceberg...

sábado, 8 de janeiro de 2011

ESTE É O RESULTADO DA INEFICÁCIA DAS AÇÕES DETERMINADAS PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE: MAIS DENGUE!

Artigo de Opinião/Opinion Article

This is the result of failure of certain actions by the ministry of health: more DENGUE!



Embora o Ministério da Saúde tenha conhecimento sobre os riscos de epidemias em diferentes estados e regiões do Brasil onde pelo menos 24 cidades estão sob risco de surto epidêmico de dengue, ainda assim o Ministério da Saúde mantém as ações comprovadamente ineficazes utilizadas há mais de vinte anos! Quantos foram vítimas desta patologia, quantos óbitos ao longo destes anos?



Os coordenadores (estado e município) AFIRMAM em entrevistas que o inseto está DENTRO das residências, MAS ESQUECEM de dizer que o inseto está espalhado pela cidade toda, nas empresas, em hospitais, consultórios, em unidades de saúde pública e também presente em clínicas particulares...


Estes coordenadores que mostram uma exagerada preocupação em gerar multas sobre os imóveis e esquecem órgãos públicos onde o mato e a sujeira tomam conta!


É terrível, se pensarmos que é simples acabar com este vetor... É terrível, também, pensar no número de pessoas atingidas pela infecção, epidemia por epidemia e o elevado numero de pessoas de todas as idades que morrem a cada ano!


A alegação de quem deveria realizar as ações, MAS NÃO AS FAZ, de que a população é a culpada, quando o que a coordenação de controle de insetos deveria é fazer uso do inseticida correto, usar metodologia adequada!


Hoje temos uma epidemia se intercalando à outra, por que quem ainda não passou a infecção corre alto risco de passar, outros já estão tendo a patologia pela segunda, terceira ou quarta vez!


Infelizmente as crianças são as vitimas em potencial, seja pela desinformação dos pais que ignoram se a criança já teve uma DENGUE anteriormente, seja durante a gestação ou não (quando a gestante teve DENGUE o bebê também foi infectado), e então uma segunda infecção representa um grave risco se analisarmos:


a) Atendimento de saúde deficiente e, lamentavelmente despreparado.


b) Sendo a segunda DENGUE, o sistema imunológico ‘dispara’ imediatamente um alarme no organismo, com reação bastante exarcebada.


c) O atendimento médico deve ser bastante atento, para evitar/controlar princípios hemorrágicos importantes que certamente irão ocorrer.


Qualquer falha no atendimento a situação poderá se agravar a ponto do paciente ir a óbito.






O QUE SERIA IMPORTANTE FAZER:


Atacar drasticamente o vetor. Mudar o enfoque dado até hoje, pela comprovada ineficácia!


O uso de produto APENAS repelente jamais irá solucionar o grave problema representado pelo Aedes aegypti!


E, como já citei anteriormente, veneno de barata não mata mosquito!


Atenção Ministério Público! Isto é um crime contra o cidadão, que tem sua vida colocada em risco!


Resta agora aguardar as decisões do Secretário Estadual de Saúde, com a expectativa de que ele não mantenha a ‘mesmice’ que já há vários anos impera no Mato Grosso.


Acredito que o leitor, inteligente e ‘escaldado’ pelas seqüenciais epidemias que assiste (e participa ‘doando’ o sangue ao mosquito e recebendo a DENGUE como ‘recompensa’) perceba que em meus artigos o objetivo principal não é criticar, mas sim apontar as falhas e sugerir o procedimento correto, eu tenho um projeto, não apenas para Rondonópolis, para o Mato Grosso e sim para todo Brasil...


Não podemos esquecer que em 2013/2014 (Copa do Mundo, jogos em Cuiabá, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Manaus) DENGUE e turistas e o prognóstico de uma epidemia de grande magnitude que só será descartada caso as ações seja iniciadas agora. Hoje.





sábado, 18 de dezembro de 2010

É URGENTE A NECESSIDADE DE MUDAR O ENFOQUE DAS EPIDEMIAS NO BRASIL

DENGUE: Especialistas afirmam que a doença poderia ter sido evitada se o controle tivesse sido feito a tempo”...


Com medidas de controle e prevenção muitas patologias poderiam ser evitadas. E o termo correto é este mesmo: EPIDEMIA. Podemos denominar como surto, casos eventuais que ocorrem em determinada região.

A Dengue é uma das principais doenças que atingem a população brasileira. Outra é a Leishmaniose. E as duas são transmitidas por mosquitos, o Aedes aegypti e o Flebótomo.

Não são doenças novas. Já haviam sido erradicadas e retornaram graças ao jogo de interesses políticos e o “jogo de empurra”, onde o Governo Federal ‘lavou as mãos’ e transferiu aos estados e municípios o controle e vale lembrar: As verbas também.

INSETICIDA OU APENAS REPELENTE?

O mosquito é um ser “sem pai nem mãe”, pois a partir do momento que o Governo Federal transferiu a incumbência ao Estado para gerenciar as ações, substituiu o inseticida por motivos, digamos obscuros, por outro produto ÚNICO NO MERCADO, só troca o nome, mas todos são Piretróides. O consumidor vem sendo lesado de duas formas:

Quando chega ao supermercado e adquire um inseticida ou veneno, como era antigamente denominado o produto, a pessoa compra, não percebe efeito nenhum, pois o inseto continua ou se afasta temporariamente, então substitui, compra outro, de outra marca e embalagem muitas vezes de preço mais elevado, mas não percebe estar adquirindo o MESMO PRINCÍPIO ATIVO! Todos são Piretróides que possuem apenas momentâneo efeito de repelência, oferecendo proteção mínima, o que não é suficiente para proteger a pessoa.



ZEBRAS E MOSQUITOS

Zebras e mosquitos podem causar graves problemas de saúde pública, devido os equívocos cometidos por certos gestores, que, não possuindo interesses em se qualificar adequadamente acabam confundindo mosquitos com zebras e vice-versa, embora a zebra não seja comum em nosso país... A semelhança entre um e outro está nas listras e no país de origem: África.

A zebra, definição: nome feminino

1. ZOOLOGIA mamífero perissodátilo, da família dos Eqüídeos, domesticável, com pelagem listrada de faixas escuras, representado por várias espécies e subespécies africanas.



A zebra não transmite DENGUE...

Isso qualquer um sabe. Mas, devido a algumas semelhanças podem as zebras ser eliminadas para ‘combater a dengue’, assim como ‘especialistas’ eliminam os cães para acabar com a Leishmaniose, quando o correto seria eliminar o mosquito vetor!



O Aedes aegypti, definição: Aedes (Stegomyia) aegypti é a nomenclatura taxonômica para o mosquito que é popularmente conhecido como mosquito da DENGUE, é um mosquito da família Culicidae proveniente da Africa, atualmente distribuido por quase todas as partes do mundo, especialmente nas regiões tropicais e subtropicais.


Esta é uma fêmea Aedes aegypti, facilmente identificada. A diferença entre um e outro reside aonde mesmo? Ah, sim: Um é vetor da DENGUE. O outro é um animal  da família dos Eqüídeos, domesticavel...

MEDICAMENTO OU VENENO?

O Governo Federal, através do Ministério da Saúde, distribui FARTAMENTE, o medicamento de princípio ativo PARACETAMOL, que é o mesmo TYLLENOL, estranhamente é o único que nunca falta para distribuir nas unidades de saúde pública.

Este ‘medicamento’ teve o uso proibido há muitos anos nos Estados Unidos e, aproximadamente 30 anos, no Rio Grande do Sul foi retirado de circulação pelos graves problemas de saúde desencadeados pelo princípio ativo Paracetamol.

Ocorre também que, passado o efeito do medicamento volta a dor e a febre, e o paciente (ou familiares) faz uso novamente do Produto (medicamento), ocorre então um depósito, pois transforma-se, tornando-se um composto que vai se acumular no fígado.

O uso de tal medicamento juntamente com antiinflamatórios pode paralisar as funções renais levando a um quadro irreversível.

Leia a denuncia do doutor Anthony Wong, toxicologista do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas   http://noticias.uol.com.br/uolnews/saude/entrevistas/2005/12/08/ult2748u82.jhtm

E do doutor Renan Marino:

http://uniaodasdistrofias.blogspot.com/2010/08/dengue-hemorragica-e-paracetamol-vida-e.html

ou

http://www.liderfm.com.br/noticiaDetalhes/99/medicamento-pode-ser-prejudicial-ao-figado-se-utilizado-em-doses-extras



Trata-se de uma tragédia anunciada! Quantos morrem a cada ano pelo uso deste princípio ativo de alta toxicidade? E mais grave ainda: muitas pessoas pensam que o Tyllenol ou Paracetamol (nome do princípio ativo) serve como proteção “para não ter Dengue”!

Muitas mães compram (sem receita médica, não precisa...), e dão ao bebê, em caso de febre, e como a febre retorna ANTES de passar às oito horas de intervalo, repetem a dose! O fígado do bebê é gravemente agredido pelo ‘medicamento’! Então, Caso este bebê esteja com DENGUE à agressão ao órgão hepático é dupla e pode levar ao óbito...

Neste artigo você pode analisar os obscuros fatos que envolvem a DENGUE:

1- Por que o MINISTÉRIO DA SAÚDE adquire e distribui FARTAMENTE um produto que funciona como repelente (temporariamente)? Permetrina não é inseticida!

2- Por que o MINISTÉRIO DA SAÚDE adquire e distribui FARTAMENTE o Paracetamol, medicamento que teve o uso proibido nos Estados Unidos já há muitos anos?

3- Ninguém é obrigado a saber sobre patologias, vetores ou inseticidas... Mas para assumir como gestor de Saúde Pública tem que ter pelo menos a assessoria de especialistas que conheçam sobre insetos vetores, que pertença a área de Infectologia, Biologia, Medicina Veterinária (zoonoses), Agronomia (conhecimento químico de inseticidas). É necessário formação e competência para mudar o quadro epidêmico brasileiro!

Até aonde vai a falta de respeito à saúde do cidadão? Além disto, tudo ainda o governo gasta polpudas verbas na mídia, para culpar o cidadão pela ingerência de seus indicados incompetentes para administrar a Saúde Pública!

É inadmissível que esta situação continue!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Doenças provocadas por vetores e pragas, Um problema político?

             PONTO DE VISTA                                                                                 Sérgio Bocalini

Cada vez mais se observa o aumento de doenças ocasionadas por microrganismos transportados por diversos animais considerados como vetores e pragas urbanas.


Estas doenças apresentam impacto de grande importância em saúde pública, acometendo diversas pessoas que, em determinadas situações, podem vir até a óbito.

Grandes investimentos são feitos por parte do poder público na tentativa, muitas vezes frustradas, de conter o aparecimento de doenças como a Dengue, Leptospirose, Leishmaniose entre outras, que estão associadas diretamente a presença de determinados animais.

Muito se tem discutido para encontrar os caminhos para a diminuição dos números alarmantes de pessoas que acabaram contraindo doenças originadas por vetores, porém diversos entraves vão surgindo pelo caminho, o que acaba dificultando e até impossibilitando o efetivo controle tanto das doenças quanto das pragas que as transmitem.

Grandes quantidades de recursos são disponibilizadas pelo governo, porém a forma como ele é empregado acaba não trazendo os resultados esperados. E o que era um problema solucionável com a prevenção se torna um problema médico, com desperdício de milhões de reais e, o que é pior, com a perda de muitas vidas.

O poder público, através de suas instituições focadas no controle desta fauna nociva, tem papel de extrema importância, porém o que se observa na prática é que nem sempre o resultado alcançado é o desejado, em função de uma série de fatores que vai desde a destinação inadequada de recursos, até a falta de uma gestão administrativa e fiscalização competente e adequada.

O setor privado, através das empresas especializadas no controle de vetores e pragas, pode ser de grande importância na colaboração para a redução do número de casos de doenças e mortes. O setor privado tem competência e eficiência para trabalhar conjuntamente com o setor público, cujo papel deve ser de fiscalização.

Os institutos de pesquisa e as universidades também possuem grande relevância no contexto de desenvolvimento de metodologias efetivas, bem como o estudo de produtos que tenham efeito direto sobre as pragas, porém sem comprometer a saúde das pessoas e do meio ambiente.

Entre os diversos profissionais alocados para trabalhar nesta atividade, o Biólogo possui papel extremamente importante, em função da sua formação acadêmica, que acaba muitas vezes por facilitar o entendimento e a importância do tema e a busca de ações que visam o controle efetivo das pragas.

A participação do Biólogo no setor de controle de vetores e pragas, tanto em instituições públicas quanto privadas tem aumentado de maneira expressiva, o que acaba contribuindo diretamente na melhoria dos serviços prestados.

O Biólogo tem colaborado de forma decisiva nos estudos e aplicação do manejo integrado de pragas, que passa a ser peça fundamental na busca de soluções efetivas para mitigar a ação dos diversos espécimes considerados como vetores ou pragas, porém com foco nos cuidados referentes a saúde das pessoas e animais, bem como do meio ambiente.

A evolução desta metodologia levou ao aprimoramento de diversas formas de controle a serem utilizadas, baseadas em ferramentas físicas, mecânicas, biológicas, químicas e educacionais.

Atualmente o manejo integrado de pragas passa a fazer parte do cotidiano das atividades desenvolvidas pelas empresas especializadas, bem como de instituições públicas e se faz presentes em portarias e resoluções destinadas a regulamentar a atividade.

O desenvolvimento de políticas públicas sérias focadas em buscar soluções para os problemas sanitários e ambientais que contribuem para aumentar o número de indivíduos acometidos por doenças, fazendo aumentar o custo saúde no Brasil, é imprescindível. Porém, isto somente irá

acontecer quando profissionais e a população de forma geral se conscientizarem de que a participação na vida política do país é necessária para evitarmos situações como as que vivemos hoje.

Os mais diversos setores da sociedade estão carentes de indivíduos politicamente conscientes e que venham a participar de forma ativa na busca de soluções para uma vida digna e com foco na sustentabilidade.

Doenças como Dengue, Leptospirose, Leishmaniose entre outras não matam, o que mata é a falta de um bom diagnóstico, de tratamento adequado, mas principalmente, a falta de um controle efetivo do vetor. Este é o início do problema.



Artigo de Sérgio Bocalini - Biólogo – CRBio 23668/01-D

Vice-presidente executivo – APRAG (Associação dos Controladores de Pragas Urbanas)

Gestor executivo – FEPRAG (Federação das Associações dos Controladores de Vetores e Pragas Sinantrópicas)

Este artigo foi publicado na edição nº 15 da revista O Biólogo- CRBIO- 1ª Região

terça-feira, 13 de julho de 2010

ALERTA E SUGESTÕES

SAÚDE PÚBLICA: Dengue, ‘fumacê’, Caixas d’água e riscos do Amianto

O uso do UBV tem a função específica de eliminar as fêmeas de Aedes aegypti, juntamente com os machos e deve ser utilizada somente para bloqueio de transmissão e para controle de surtos ou epidemias.


A ênfase para o uso do UBV é uma ação emergencial, um procedimento de choque e não uma ação definitiva, irreversível. Resolvido o problema, suspende as aplicações UBV e mantém as ações de controle, estas sim, devem ser mensais, (para os agentes) e para a população, os cuidados deverão ser diários!

Essa ação faz parte de um conjunto de atividades emergenciais importantes para o controle e deve ser combinada com todas as demais ações de controle, e, a principal, é a redução de criadouros.

A capacitação dos funcionários para esta função é essencial: relatos de moradores denunciam que alguns agentes nem sequer examinam o quintal, em busca de possíveis criadouros!

Exames assim superficiais não ‘visualizam’ locais de reprodução do Aedes, e não enxergam caixas d’água sem tampa, com tampa quebrada, calhas onde o acúmulo de folhas apodrecidas forma locais de reprodução do vetor.

Não só em Rondonópolis, mas em todo o estado, a cada viagem costumo observar as caixas d’água, e posso dizer que, a cada 10 caixas 05 estão ou com a tampa quebrada, ou com uma telha ondulada ‘cobrindo’, ou (muitas!) sem tampa!

Se as famílias pensassem no risco da Dengue ou então, imaginassem que um rato que ingeriu veneno sobe até a caixa para beber água e cai dentro da caixa e morre... Pois bem, a família bebe esta água contaminada, sem saber, e quando ficam doentes sequer imaginam que foi a água!

Sei de pessoas que, depois de algum tempo mandou lavar o reservatório de água e encontrou só os esqueletos dos ratos...

Quanto ao mosquito Aedes aegypti, o local é um paraíso! As fêmeas depositam seus ovinhos durante o ano todo, nosso clima é propício, sempre quente e assim, nascem milhares de mosquitos!

Todos os anos pessoas são infectados pelo vírus da Dengue e eu insisto e afirmar: ---Não é só ‘um febrão’ que dá e passa! As seqüelas são muitas... E pessoas que já tiveram uma vez dengue, na segunda Dengue as complicações poderão ser fatais! Quantos morrem a cada epidemia?

Para auxiliar no controle deste vetor podemos cada um de nós, cada família, verificar a caixa d’água. Minha sugestão é a substituição das antigas caixas de amianto, já sem tampa, com rachaduras, por caixas plásticas, pois o amianto causa grave problemas de Saúde Pública.



Abro um espaço especial para falar sobre o amianto:



O amianto ou asbesto é um mineral cancerígeno para os seres humanos que a ele se expõem, tanto no trabalho quanto indiretamente pelos produtos que contenham a fibra mortal como telhas, caixas d’água, canos, pastilhas de freio (Por ser considerado um material poluente e nocivo à saúde, o amianto vem sendo substituído, no mundo todo, por materiais alternativos que não prejudicam nem o desempenho nem a durabilidade das pastilhas e lonas)

Quando entra no pulmão e atinge os alvéolos pulmonares, além do câncer pode provocar doenças progressivas, causando falta de ar e morte por asfixia e tumor maligno que poderá atingir não só a pleura (tecido que reveste o pulmão) como o peritônio (membrana que reveste a cavidade abdominal).

O efeito cancerígeno do amianto foi diagnosticado há mais de um século, em 1906, pelo médico francês Armand Auribault. Os males causados pela fibra podem levar de 15 a 50 anos para se manifestar.

Por que, passados mais de cem anos da importante descoberta, ainda é utilizado? Pergunto mas já conheço a resposta... Tem coisas que são consideradas muito importantes: dinheiro, lucro, ganância...

O descaso com a saúde é fácil de ser percebido em tantas ações e omissões!

Basta observarmos o numero de caixas d’água deste material que ainda são utilizadas em residências, hospitais etc.

Sugiro às famílias a substituição das caixas domésticas, vai resolver três problemas:

1- Acabar com o criadouro de mosquito.

2- Você e sua família não mais estarão bebendo e cozinhando com água contaminada por animais mortos.

3- Você e sua família ficam livres do amianto.

domingo, 28 de março de 2010

A IMPORTÂNCIA DO MÉDICO VETERINÁRIO NA SAÚDE PÚBLICA

Durante o 3º Congresso Nacional e o 1º Encontro Internacional de Saúde Pública Veterinária que ocorreu em Bonito-MS., foi amplamente discutida a importância da inserção deste profissional na Saúde Pública.


A contribuição deste profissional na Saúde não tem sido adequadamente utilizada, embora muitos setores da saúde necessitem desta participação!

Sua atuação não deve se resumir apenas nas vistorias de matadouros ou campanhas de vacinação animal!

O trabalho deste profissional está ligado diretamente a patologias que envolvem insetos, animais e o homem. A Leishmaniose é um forte exemplo, que mostra a falta de ações de controle mais eficaz. Esta falha demonstra que o profissional ou não é ouvido ou não participa, não expondo assim sua opinião técnica ou pior: tem também aquele profissional que diz ‘amém’ a tudo, certo ou errado, quer dizer, não tem personalidade para discordar, se cala frente a equívocos ou erros...

A falta de conhecimento técnico de gestores e, especialmente, a falta de saber pelo menos OUVIR profissionais e pesquisadores das áreas afins (Veterinários, Biólogos) remetem a população humana e animal a situação de calamidade que hoje vivenciamos e que se iniciou já há bastante tempo...

A Leishmaniose Visceral tem causado graves problemas tanto ao homem quanto aos animais, com vários óbitos humanos e o sacrifício de centenas e centenas de cães, vítimas indefesas e inocentes!

A Leishmaniose é uma ‘doença silenciosa’ pois no momento da contaminação ocorre normalmente um mal estar inespecífico quase sempre diagnosticado como ‘virose’ pelo profissional de saúde, o que é uma inverdade: Não existe vírus envolvido nesta patologia e sim um protozoário!

Enquanto o parasita se desenvolve no organismo do paciente (humano ou animal) embora apresente alguns sintomas iniciais ainda leves o médico deve realizar uma investigação sorológica para detectar ou descartar a suspeita de Leishmaniose.

Assim se faz Saúde Pública. Assim se constrói um município saudável. Poderemos ter sim um Pronto Atendimento, um local limpo, e até mesmo bonito, por que não? Organizado e vazio, unidades de PSF onde as pessoas visitem para aferir a pressão arterial, aplicar vacinas... Isto é um indicador que demonstra que a saúde está funcionando, que o trânsito é organizado e não ocorrem acidentes... A prestação adequada dos serviços, os profissionais capacitados, hospitais, tudo isto poderia estar disponível, se necessário.

Para que tudo isto se torne uma realidade se faz necessária a perfeita integração destes segmentos: Médicos, Médicos Veterinários, Biólogos, e esquecia-me de outro importante profissional que tem fundamental importância: O Engenheiro Agrônomo. É essencial sua atuação para a orientação técnica sobre o uso de insumos adequados a cada tipo de vetor. Esta orientação visa esclarecer qual inseticida, dosagem e aplicações são necessárias na contenção de epidemias.

A atuação do Biólogo no verdadeiro sentido (bio: vida, Logus: estudo) que estuda e pesquisa, que questiona os fatos e ocorrências que envolvem a saúde populacional é também de fundamental importância! Quando cursei Entomologia Médica, foi para conhecer os vetores patogênicos a saúde do homem e dos animais, a observação cuidadosa dos hábitos dos insetos serve para mostrar que estão sendo necessárias importantes mudanças nas ações de controle, pois, pelo que se pode perceber, a proliferação de insetos patogênicos está descontrolada...

O profissional, ético e correto jamais deverá calar e consentir frente a erros desculpe, para não ofender, direi equívocos cometidos por gestores...

Lamentavelmente temos pessoas ocupando cargos políticos na área de Saúde Pública destituídos de qualquer conhecimento (e interesse) na área! Isto ocorre não só nos governos municipais.Inicia no governo federal, passa pelo governo estadual e deságua nos municípios.

Se analisarmos as verbas federais liberadas aos estados e municípios poderemos questionar:

1º= “porque a população adoece e morre por doenças que já haviam sido erradicadas?”

2º= “qual o interesse em manter esta situação?”

3º= “qual o custo?”

4º= “é mais difícil fazer o correto”?

5º= “é mais viável consertar o estrago”?

Acredito que é melhor prevenir, evitar que ocorra o problema!

Os questionamentos são muitos! A sugestão: Unir profissionais e mudar o quadro atual, com um trabalho criterioso a ser desenvolvido conjuntamente. Fica a sugestão para a organização de um seminário ou fórum para debater e estudar estas mudanças.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Dengue e o descaso das autoridades

Estou relendo este comentário feito pelo Ailton Avellaneda Couto, que expõe com muita clareza sua opinião (e a de muitos brasileiros).


Abaixo, a opinião de Ailton:

“Gostaria de ver maior empenho das autoridades brasileiras em combater e alertar a população sobre essa epidemia. Não se pode dormir no ponto e deixar mais essa catástrofe mundial nos atingir e depois tentar tampar o sol com a peneira como fazem com a dengue. O governo finge que combate, nós fingimos acreditar e as pessoas continuam morrendo por causa de um pernilongo que havia sido erradicado do Brasil e que por descaso das autoridades é uma praga nacional. O governo federal e os estaduais desmobilizaram importantes serviços estaduais e federais, tornando-os municipais, por interesse político e hoje pessoas sem nenhum conhecimento, visitam nossas casas e nos aborrecem porque sabemos que somente esse trabalho não surtirá efeito contra a dengue. Nada contra esses funcionários municipais dedicados e mal pagos, mas é a política governamental é que dá nojo. Você vê as manobras eleitoreiras em tudo. Por quê dizimar os serviços da SUCEN(SP) e da SUCAN(Federal) que combatiam as doenças endêmicas com conhecimento de causa, mantendo-as controladas, e passá-las para os municípios que trocam todos os funcionários a cada eleição municipal conforme entender o novo prefeito? Doenças endêmicas tem que ser tratadas de modo sério, por profissionais capacitados, experientes, decentemente remunerados.É uma das obrigações do Estado nos garantir Saúde Pública. Até quando vamos fingir que somos bem servidos em Saúde Publica?” (Ailton Avellaneda de Couto)

Evidencia-se assim a necessidade de nós, como cidadãos, exigir nosso direito de sermos respeitados, punindo inclusive, quem, além de não executar suas atribuições corretamente, aplica verbas públicas de forma inadequada, nos taxa de ‘relaxados’ nos acusa de não limpar nossos quintais!
 Precisamos questionar e cobrar:

a) Maior empenho das autoridades brasileiras

b) O governo finge combater, nós fingimos acreditar

c) Pessoas continuam morrendo por causa de um pernilongo

d) O quadro atual é resultado do descaso das autoridades

e) Acabaram com os serviços da SUCEN (SP) e da SUCAN (Federal) que combatiam as doenças endêmicas


A SUCEN continua a executar seu trabalho em São Paulo, e com bons resultados, em vários municípios.

No estado de Mato Grosso, antigos funcionários da SUCAN estão aposentados ou se aposentando. Muitos possuem conhecimento de COMO EXECUTAR AS AÇÕES estão hoje calados (omissos), apenas observando o que ocorre, quando poderiam estar transmitindo seus conhecimentos a novos funcionários (concursados para a área), mas lamentavelmente nem estado nem municípios ‘acordaram’ para esta necessidade!

O retorno dos mais diferentes vetores e pragas que deixam a população doente. Estes funcionários federais conhecedores que são das formas corretas (dá mais trabalho fazer?) e se calam, não questionam nada, apenas observam. Vários deles tiveram, assim como pessoas de suas famílias, Dengue em 2009. Sabem do risco e continuam em silencio.

Quando o governo federal os desmobilizou cruzaram os braços, aguardando o tempo passar... A aposentadoria chegar...

Acho isto muito triste, pois conversei com vários deles e todos sabem que as ações hoje realizadas estão totalmente equivocadas, mas nada fazem, ou pior: em reuniões com os atuais coordenadores municipais ainda os aplaudem!

“Doenças endêmicas tem que ser tratadas de modo sério, por profissionais capacitados, experientes”, e quando isto não é feito acontece o que acompanhamos na mídia local e nacional: EPIDEMIAS EXPLOSIVAS!
A manutenção do vetor e da dengue está condicionada ao trabalho realizado de forma deficiente , verbas empregadas em folders, caras revistinhas editadas,contratação de atores para propagandas na TV., enfim, má gestão do dinheiro público!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

LEISHMANIOSE: INEFICÁCIA DAS AÇÕES AGRAVA AINDA MAIS O PROBLEMA

O relatório da OPS/OMS (2005) que afirma às pág. 108: "a eliminação de reservatórios e controle de vetores não têm sido efetivos em limitar a expansão da doença”. Este fato fica comprovado, basta analisar o elevado número de infectados, tanto humanos como animais e, neste caso, os números de cães eutanasiados...


Também na pág. 114, cita-se: "intervenções de saúde pública visando è redução do número de cães infectados não apresentam resultados REAIS, pois os insetos não são eliminados. As ações desenvolvidas utilizam um produto de AÇÃO REPELENTE e não inseticida isto é, não elimina o vetor, apenas espanta temporariamente.

OPS/OMS (2005): "Há mais de 40 anos a saúde pública brasileira busca erradicar a leishmaniose visceral por métodos que merecem no mínimo serem revistos, já que o problema só aumenta".Minha opinião é de que a ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE deve determinar mudanças urgentes no controle vetorial atual, comprovadamente ineficiente.

A eliminação indiscriminada de cães com solução do problema: O Manual do Ministério da Saúde afirma na pág.29, que "se o proprietário quiser contraprova, esta deverá ser sorológica". O referido Manual também cita na pág. 27 que o "diagnóstico parasitológico é o de certeza, mas os métodos são invasivos e causam risco à saúde do animal e são impraticáveis em saúde pública". ‘Causam riscos à saúde do animal’. Como assim? E matar então se torna a melhor solução???

Ora, se os órgãos de saúde pública não têm condições, equipamentos, verbas e mão de obra especializada para o diagnóstico deste nível, eles têm o direito de tirar a vida do cão? A falta de lógica e coerência do atual programa reflete-se no aumento da doença canina e humana.

Falta lógica e sobra irresponsabilidade

A contradição é tão patente que, na pág.41 do Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral, cita-se como objetivo "dar condições para a realização de diagnóstico e adoção de medidas preventivas de controle e destino adequado do reservatório canino". Este objetivo não é cumprido, pois não há condições para diagnóstico mais apropriado para a população canina. Na mesma página, (41 do Manual) explicita-se objetivo de "diminuir riscos de transmissão mediante controle da população de reservatórios e do agente transmissor".

Controle da população de reservatórios

Traduzindo: eliminar todo e qualquer cão doente ou suspeito. Não se esquecer de matar pequenos animais das matas (marsupiais). Quando terminar com estes elimina-se pessoas infectadas? (são reservatórios também)...

Controle do agente transmissor

Em áreas endêmicas de leishmaniose visceral urbana, seria lógico que, além de medidas agressivas de controle do vetor (o mais importante): ELIMINAR OS VETORES!!!

O relatório da OPS/OMS, mostra na pág.96: "a despeito das inúmeras informações acumuladas, carece ainda de estudos a respeito da determinação de fatores ambientais, humanos, sociais, econômicos entre outros, que possam ter influência na instalação e na propagação da LV nas áreas periurbanas e urbanas dos municípios, uma vez tratar-se de uma doença típica do meio rural, mas que está se urbanizando e expandindo territorialmente".

Percebe-se nas ações desenvolvidas, que servem apenas para atender necessidade política e interesse de poucos grupos. Fazer de conta que está sendo feito alguma coisa para solucionar o problema!

O que é NECESSÁRIO E URGENTE: Desenvolver políticas de intervenção que contemplem estratégias de controle integrado e não só centradas na eutanásia de cães infectados.

O Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral do Ministério da Saúde cita na pág.64: "os defensivos químicos para combater os insetos transmissores de doenças são considerados insumos estratégicos e o seu fornecimento para os estados e municípios está garantido pelo Ministério da Saúde, conforme determinado na Portaria nº 1.399, de 25 de dezembro de 1999".

"Nos municípios de transmissão esporádica, as ações referentes ao vetor estão restritas ao conhecimento da espécie e à dispersão da população flebotomínica no município, que orientará a delimitação da área para a realização do inquérito canino. “Cabe salientar, que nenhuma ação de controle químico deverá ser realizada”, esta é uma das determinações contidas no Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral do Ministério da Saúde! Absurdo!

O controle químico não sendo a realizado em áreas de transmissão esporádica (eventuais) leva a expansão da população de mosquito e o aumento de cães e pessoas infectadas.

A desinformação provoca o abandono de cães

Muita gente ainda acredita que a leishmaniose pode ser transmitida pela saliva do cão ou por contato direto com o mesmo. Tal desinformação leva a um abandono cada vez maior de cães em vias públicas, o que agrava ainda mais a questão desta zoonose.

Como as pessoas desconhecem, na grande maioria não tem informações corretas sobre o mosquito vetor, não sabem como combatê-lo. O controle químico realizado pelos órgãos de saúde pública é deficiente, inconsistente e falho em sua freqüência por questões financeiras, inseticidas inadequados são utilizados “por questões de economia”, economia esta que custa muito mais caro, pois um paciente infectado vai precisar de muito tempo de internação, tratamento e carregará seqüelas por toda vida.

Garantir a preservação da vida, de humanos e animais

A portaria do Ministério da Saúde não respeita a importância que o cão tem para a família, que entrega chorando seu animalzinho de estimação, mente para as crianças tentando diminuir o sofrimento da perda, ainda por cima é tratado como se fosse CULPADO pelo cão estar com Leishmaniose, esta transferência de responsabilidade é terrível, pelo poder público e as chamadas autoridades sanitárias!

O abuso cometido contra o médico veterinário tirando-lhe o direito de exercer a profissão que é tratar, curar os animais, garantir condições de saúde.

O que temos hoje é um programa confirmadamente ineficiente no controle de leishmaniose visceral, sacrifício inútil de milhares de cães e uma população humana sob risco da doença, com um grande número de infectados e muitos óbitos!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

UM PAÍS DOENTE

Sucessivas epidemias se repetem a cada 04/05 anos, atingindo várias cidades em diferentes estados brasileiros e, anualmente, o surgimento de novos casos mostra um quadro caótico e aparentemente sem solução.
No ano de 2007/2008 ocorreu nova e grande epidemia no Rio de Janeiro (berço da Saúde Pública!); em Campo Grande, Bahia, Goiânia, Espírito Santo as proporções da epidemia foram semelhantes. Quando estive em Campo Grande em 2007, fiquei alarmada com o elevado número de Aedes aegypti circulando em todos os lugares.
Em Cuiabá, no campus da Universidade onde fui fazer uma prova, havia centenas de Aedes nas salas de aula! Se fossemos “dividir” entre os participantes, haveria no mínimo uns 100 mosquitos para sugar cada um! Costumo encontrar o vetor em hospitais, clínicas, escolas, órgãos públicos...
Conversei com algumas pessoas e comentando o fato ouvi a mesma pergunta: “Estes pernilongos (ou muriçocas) são da dengue?”
Em Salvador, BA, num edifício residencial, em área nobre, muito bonito e urbanizado, ví Aedes no 12º andar!
O fato despertou meu interesse de pesquisadora e busquei entender o que fazia o mosquito naquelas alturas! Foi fácil descobrir: No hall de entrada, ao acessar o elevador, vários mosquitos ‘pegaram’ carona... E, a cada andar, alguns desciam. E no momento que alguém abria a porta dum apartamento, eles entravam!
Recebi um e-mail no qual o remetente relatava ter coletado Flebótomos no 18º andar.
Aonde?
No centro de São Paulo.
É estranho?
Pode ser. Mas está acontecendo muito este tipo de fato. Como ele foi parar lá? Não sei. Por que ele estava lá? Em busca de alimento (sangue).
O grave é que devido a ações equivocadas, falta de ações efetivas no combate aos insetos, eles proliferam de forma assustadora! Se analisarmos que cada fêmea, em seu ciclo de vida ovipõe de 600 a 1.000 ovos, multiplique-se este número infinitamente para entender a extensão do problema!
“Não adianta tratar as conseqüências sem uma ação efetiva sobre a causa do problema. O que vemos hoje é o governo indo para a guerra sem atacar o inimigo, só tratando os feridos. Diante de uma epidemia é preciso agir com rapidez.” Declara Marcos Vilela MonteiroEngenheiro Agrônomo-Ponto de Vista.
Concordo com o doutor Marcos! Isto está ocorrendo em relação à Dengue e também com a Leishmaniose, onde a ação realizada é recolher cães doentes ou suspeitos e os eliminar!
E o mosquito, pergunto? Milhões se reproduzindo, devido às ações aleatórias e ineficazes...
Segundo o engenheiro doutor Marcos, “Em quatro semanas, três aplicações seguidas do inseticida Malathion em Ultra Baixo Volume, por via aérea, têm o poder de conter a epidemia provocada pelo mosquito Aedes aegypti. O método é utilizado rotineiramente há mais de 30 anos na Hungria, em estados norte-americanos e em Cuba, sem efeitos nocivos para a saúde humana e ao meio ambiente”.
Sempre encontraremos alguém que, além de nada fazer para resolver o problema, irá dizer: “Não dá certo, não funciona”...
Isto faz parte das causas do aumento das epidemias e, certamente, quem pensa assim não perdeu (ainda) ninguém da família com uma dessas doenças, que se propagam infectando milhares de pessoas e matando outro grande número com expressivo percentual de crianças!
Quem está à frente das ações deveria, no mínimo, ler, pesquisar, para entender o que deve ser feito... Bem feito!
O próprio Ministério da Saúde necessita urgentemente de rever seus velhos e combalidos conceitos, que geram suas (des) orientações!
Se o que o MS “preconiza” estivesse certo, certamente não haveria tantos insetos e tantos casos de Dengue e outras patologias transmitidas por mosquitos.
O mais grave é que além de ações equivocadas e mal sucedidas, há muitas pessoas que poderiam questionar, cobrando mudanças, mas não o fazem!
Medo de perder o cargo político?
É lamentável, mas é a nossa realidade...
O que assistimos hoje são famílias comprando inseticidas nos supermercados, que fazem mal, especialmente para as crianças (náuseas, vômitos, cefaléia etc.).
É a ação de jovens mães, querendo proteger seu bebê da Dengue, e da Leishmaniose, aplicando generosamente o inseticida no quarto do dele, justificando: “Não faz mal, não tem cheiro”, sem saber o risco que a criança corre, pois o inseticida pertence ao grupo de permetrinas e piretroides podendo causar graves reações. Pior: faz mal às pessoas e não elimina o mosquito!
Eu gostaria muito de ver órgãos fiscalizadores verificando esta minha denúncia!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

MANIFESTAÇÕES HEMORRÁGICAS PROVOCADAS PELA DENGUE

Existem alguns fatores, que parecem estar ligados nas manifestações hemorrágicas provocadas pela dengue: uma segunda infecção; o uso de medicamentos incidentes na alteração da coagulação sanguínea ou uso indevido de remédios através da automedicação.
O indivíduo que já teve dengue anteriormente, ou “virose” (a usual definição bastante indefinida, para toda e qualquer patologia febril, muito utilizada por alguns médicos); a falta de exames específicos – sorologias e isolamento viral – para confirmar ou descartar a infecção por dengue e que, segundo se sabe, não atinge a totalidade dos casos suspeitos, além de gerar a subnotificação causa prejuízos ao município, pois as verbas ficam defasadas em seu repasse, devido a essa má prática dos serviços de saúde.
Essa prática, que gera a subnotificação, não só camufla os dados locais como subtrai números importantes das estatísticas do Ministério da Saúde e Organização Mundial de Saúde - OMS.
A DOENÇA
As formas mais graves dela incluem a síndrome do choque por dengue e a dengue hemorrágica. O choque é decorrente de importante alteração da permeabilidade capilar e grande extravasamento de plasma para sítios extravasculares, e está associado ao rompimento dos capilares sanguíneos.
Reações superficiais na pele são visíveis e são denominadas pela população de “estar com a pele toda empolada”; isto é, nada mais nada menos, que capilares sanguíneos rompidos com pequenas (ou importantes) hemorragias em andamento.
Os de maior gravidade são os processos hemorrágicos envolvendo as vísceras, fato que exige internação hospitalar e cuidados médicos intensivo. Esclarecendo melhor, vísceras, significam os órgãos que ficam nas cavidades do tórax e do abdômen, como pulmões, fígado, baço, rins, estômago e intestinos – grosso e delgado; e, elas pertencem aos sistemas respiratório, digestivo e urinário.
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O aumento da fragilidade vascular é, provavelmente, decorrente da ação direta do vírus, mas pode também envolver pacientes cardíacos que necessitem fazer uso de antitrombóticos. No caso que envolver cardiopatas com dengue, torna-se essencial o acompanhamento do cardiologista.
A circulação do vírus da dengue em nosso meio já tem 20 anos e, durante esses anos, alguns tiveram a patologia 1, 2, 3 e, até, 4 vezes (raros). Outros estão tendo a doença pela 2ª ou 3ª vez.
Reações de maior intensidade costumam ocorrer durante a segunda infecção, supostamente envolvendo ação do sistema imunológico destruindo o vírus invasor e voltando-se contra as próprias células devido ao registro da infecção primariamente ocorrida.
Trata-se de um conceito importante no qual o organismo é capaz de reconhecer e destruir o antígeno invasor, desencadeando uma “cascata” de reações no organismo, o que requer cuidados intensivos.
A Saúde Pública bem preparada pode determinar a boa evolução do quadro... Apesar de ser apenas caso de medicina curativa! O importante mesmo será a conscientização para a atuação da Vigilância Epidemiológica em ações concretas de eliminação do vetor, sem “circo”, sem oba-oba, dia ‘D’ ou outras ações ineficientes, que acontecem anualmente pelo Brasil afora.

domingo, 29 de junho de 2008

A dengue e as capivaras postas no alto de árvores

*Bia Lopes

Já dizia um velho político cá da região, igualzinho a tantos espalhados pelo país: "Se você encontrar uma capivara pousada num galho de árvore não questione e muito menos queira retirar ela do lugar onde se encontra. Pode ter certeza: se ela está ali foi por que alguém a colocou neste lugar". E assim nos habituamos a ver muitas destas capivaras ocupando altos cargos em áreas importantes e de alta complexidade na Saúde Pública, e a prova está aí: o retorno de doenças que já haviam sido erradicadas, como dengue, leishemaniose etc, tudo em função das ditas capivaras elevadas a cargos onde jamais chegariam se fosse por competência e concursos públicos "sem padrinhos". As decisões por elas (capivaras) tomadas, sem o mínimo de conhecimento (estudar e pesquisar pra quê?), matam anualmente milhares de pessoas no mundo de doenças infecciosas e parasitárias.
" Por que o vetor proliferou e a dengue se alastrou pelo Brasil? A resposta está aí: é a capivara, que ocupando seu cargo toma decisões erradas no enfrentamento do vetor "
Por que o vetor proliferou e a dengue se alastrou pelo Brasil? A resposta está aí: é a capivara, que ocupando seu cargo toma decisões erradas no enfrentamento do vetor, comete erros graves, mas, apadrinhada politicamente, prossegue no cargo (cometendo erros e mais erros). O pior é que encontramos capivaras em instituições de pesquisa, dando entrevistas e dizendo "que o Aedes e a dengue vieram para ficar"! Que o "fumacê" agride a natureza, que faz mal à população e outras besteiras deste tipo!
Ora, quando, há alguns anos, o "fumacê", controlado pela extinta Sucam, era passado e passado corretamente, não ocorriam tantas mortes por dengue e nem tantas pessoas sofriam com a dengue e todas as complicações que esta patologia provoca. Onde estão os que reclamam sobre agressão ao meio ambiente frente ao uso excessivo de agrotóxicos nas lavouras? Por que não reclamam? Ou não sabem que o Mato Grosso ostenta o nada lisonjeiro titulo de campeão de reciclagem de embalagens de agrotóxicos? Ou isto não faz mal? Isso sim é um absurdo gigantesco! Temos que ter o uso correto do UBV (Ultra Baixo Volume ou "fumacê"), com dosagens e intervalos de 10 a 12 dias entre uma aplicação e outra, o uso do óleo e do insumo adequado para mosquitos e não como estão fazendo hoje, usando veneno para baratas, pondo em risco a vida de funcionários e pessoas que freqüentam ambientes onde o veneno é aplicado.
" Chega de irresponsáveis decidindo erradamente e pondo nossa vida e a de nossa família em risco "
Ah, sim algumas capivaras, no alto de sua importância, declaram: "o mosquito se tornou resistente ao veneno". Outro erro! Ele não se tornou resistente ao veneno, mas não é com aplicações aleatórias que serão eliminados todos os insetos. Na verdade, tornam-se necessárias aplicações num período de três meses até eliminar o último mosquito. E sem mosquitos não surgirão novos depósitos com ovos, larvas e mosquitos! É tão simples...
A verba para eliminar este e outros vetores chega a cada estado, em cada município brasileiro e vai para onde? A resposta a esta pergunta eu sei e você sabe também! Chega de irresponsáveis decidindo erradamente e pondo nossa vida e a de nossa família em risco. Para isto existe a Promotoria Pública e está na hora de mudarmos este péssimo quadro de Saúde Pública!
Beatriz Antonieta Lopes é bióloga especialista em Entomologia Médica

quarta-feira, 26 de março de 2008

MIDIA PARA AGRADAR OS DONOS DO PODER

Estou lendo o artigo de Bruno Dominguez (RADIS 66 Fev.2008), “Um fenômeno (clássico) de imprensa” onde ele diz achar que “esteja onde estiver Oswaldo Cruz deve estar confuso”. Pois eu penso que ele (se é que isso seja possível) deve estar em estado de choque, pelos absurdos que são publicados na mídia com destaque para alguns especialistas que declaram não se tratar de epidemia (seja de Dengue, Febre Amarela ou Leishmaniose).
Milhares de casos de dengue explodindo em todo o país e o especialista em negar evidências, corre em busca da mídia e declara não se tratar de epidemia! Em primeiro lugar o repórter não pode afirmar que “desde 1942 a ‘Febre Amarela’ urbana não faz vítimas”. Meia dúzia de casos pode ser chamada de ‘surto’. Mais do que isto é epidemia, sim!
(E urbana ou silvestre, esta definição serve apenas para desviar a atenção: O vetor envolvido, tanto com a chamada DENGUE que não é outra patologia senão a chamada FEBRE AMARELA, um dos tantos nomes recebidos para esta doença viral.)
Outra coisa: o Ministro da Saúde está um tanto confuso ao declarar que existem algumas zonas de risco...
Ministro, o Brasil todo é zona de risco!
Há mais de vinte anos a vigilância e o combate ao vetor vêm agindo equivocadamente, com decisões erradas facilitando a proliferação do vetor, e, hoje, apenas uma reação radical, em todo o País, poderá mudar o quadro que se apresenta: complexo e alarmante, lamentavelmente.
Mosquitos vetores proliferam em todos os lugares: clubes, residências, órgãos públicos, hospitais e (por que não dizer?) em salas de aula de instituições de pesquisa! É, recordo um bebedouro de água na própria FIOCRUZ, onde, após observar um número razoável de insetos, fomos examinar a vasilha que há no bebedouro, que estava cheia de água, com larvas de todos os instares e pupas!
Imaginemos o resto por aí... Especialmente se considerarmos certos que coordenadores da vigilância epidemiológica e entomológica, que, como já citei em artigo anterior, confunde zebra com Aedes, já que ambos possuem listras...
Mas o que considero pior é este tipo de mídia “panos quente”, que ganha para fingir que tudo está bem. E não está. Infelizmente. Alarmismo? É alarmista a mãe que vê o filho morrer por causa de um mosquito? Para o infectologista José Cerbino (IPEC) “o número de casos não justifica todo este medo” e diz ainda “Não há necessidade de imunizar quem não mora em área de risco e não vai viajar para lá” esquecendo-se de que o Rio de Janeiro é uma das maiores áreas de risco, aliás, o Brasil, quase todo (repito), é uma imensa área de risco!
Quanto ao “teor técnico que o Ministério da Saúde tem lidado com o episódio é suficientemente esclarecedor para a mídia e para a sociedade”. Que teor técnico é este? Na NOTA TÉCNICA Nº. 081/03 do Ministério da Saúde, “A Fundação Nacional de Saúde adquiriu uma nova formulação de inseticida piretróide (K-Othrine) para aplicação espacial (Ultra Baixo Volume). Esta nova preparação utiliza a água como solvente ao invés do óleo de soja tradicionalmente utilizado, o que traz considerável economia à operação”... Economia? Com a saúde da população brasileira? Utilizando veneno para baratas para matar o mosquito da Dengue? E tem mais, na NOTA TÉCNICA Nº 40/04, também do Ministério da Saúde, “Utilização da Alfacypermetrina SC 20% no tratamento perifocal para o controle da dengue e borrifação domiciliar residual nos programas da malária, doença de Chagas e leishmaniose visceral”.
Alfacypermetrina, conforme nota técnica do fabricante, é indicada para o controle da Mosca-do-Chifre (Haematobia irritans), Mosca doméstica e S. calcitrans, carrapatos (Boophilus microplus) e prevenção de bernes. E mosca, senhores técnicos, NÃO É MOSQUITO! Em sua biologia comportamental, desenvolvimento etc. totalmente diferente! E carrapatos? É outro departamento... Nada a ver com o mosquito.
E o senhor Fernando Verani ainda questiona ser, no entendimento dele: “É a politização do episódio, repetindo uma prática que vem ocorrendo ao longo dos anos, que tende a dar um caráter de descontrole as ações do governo na saúde e acaba confundindo a sociedade e gerando um pânico injustificável”.
Esquece o senhor Fernando que ao longo desses últimos 20 anos o Aedes aegypti e a Dengue ou Febre Amarela, como queiram, foram se estabelecendo, e, hoje, quem manda é o mosquito!
Para concluir, em seu último parágrafo o repórter cita o boletim da Secretaria de Vigilância em Saúde (?) do Ministério, que no dia 23 de janeiro, “dos 40 casos suspeitos 15 foram descartados e 18 confirmados com nove mortes e nove casos de recuperação”. Se analisarmos estes dados, eles representam, na verdade, 50% de mortes!
E a população e a mídia são chamadas de alarmistas... Parece que tem gente brincando de fazer Saúde Pública!

1.Beatriz Antonieta Lopes
Ciências Biológicas- Universidade Federal do Mato Grosso-UFMT
Entomologia Médica-Fundação Instituto Oswaldo Cruz-FIOCRUZ