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terça-feira, 12 de julho de 2011

A Leishmaniose continua, silenciosamente...

Uma amiga me ligou, assustada e preocupada: O marido está com Leishmaniose!



Está em tratamento e o medicamento faz lembrar um tratamento de quimioterapia, pela agressividade do medicamento utilizado!


É bastante difícil ao paciente, especialmente quando a pessoa não pode ficar sem trabalhar, tudo isto somado a dor e ao temor que a menção ‘Leishmaniose’ provoca, pois bem sabemos se tratar de uma grave e negligenciada patologia!


Lamentavelmente, a única efetiva ação realizada pelo Centro de Zoonoses, desde o surgimento desta doença, foi a sistemática ‘matança’ de cães, vítimas inocentes, igual à população, pois nem cães nem pessoas transmitem a doença! Quem transmite e DEVERIA ser eliminado é o mosquito vetor, o Flebótomo.


Trata-se de um pequeno inseto, o Flebótomo, (são mosquitos-hematófagos Phlebotominae-gênero Lutzomyia), vulgarmente conhecido por diferentes nomes: ‘queimador, asa dura, asa branca, tatuquira, birigui, cangalha, cangalhinha, ligeirinho, péla-égua, arrupiado, arrepiado, mosquito palha.


‘Queimador’ como o nome sugere, é devido ao fato que parece que queima como se enfiasse uma agulha quente no local.


Em nossa cidade várias pessoas foram infectadas e, muitos ainda não sabem, pois a doença age silenciosamente.Houve também muitos óbitos nos últimos anos!


Quanto aos cães, mesmo eliminados às centenas, continuamos a ver muitos circulando pela cidade, apresentando as características da doença.


Uma ação correta e inteligente seria a imediata ativação de uma sala cirúrgica, para castração de pequenos animais (cães e gatos) recolhidos nas ruas que, saudáveis, podem ser entregues para doação.


Não se trata de um projeto dispendioso para o município, visto que dispõe de médicos veterinários e para o bem estar da população, numa cidade do porte de Rondonópolis é inadmissível a falta deste serviço tão importante para a Saúde Pública!


Principalmente pela observação de muitos morcegos espalhados pelos bairros e centro da cidade o risco de casos de raiva fica bastante alto!


E, para solucionar este problema basta ATITUDE, artigo em falta no setor público...


Faz tempo que a Saúde Pública está entregue às moscas...ou pior: Aos mosquitos!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

UM CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES DEVERIA SER MAIS ATUANTE

     Quando, há vários anos atrás idealizei, coletei as assinaturas dos delegados, presentes no Fórum de Saúde Pública, que estava nos momentos finais e NINGUÉM havia lembrado de pedir a instalação de um Centro de Controle de Zoonoses, eu imaginei um órgão para zelar pela Saúde Pública, humana e animal!

Jamais pensei que iria virar um matadouro de cães! E muitos destes, mortos sem a devida comprovação laboratorial, (aliás, o correto ainda seria orientar para que o dono do animal procurasse um veterinário).

A Leishmaniose não teve início repentino. Há bastante tempo que se percebia cães pelas ruas com o aspecto da doença, tanto a visceral quanto a de pele. Casos humanos, pela demora de diagnóstico e a falta de profissional especializado na área, ocorreram e foram a óbito. Atualmente Rondonópolis conta com um profissional experiente e atento, o que tem salvado a vida de muitos pacientes, de Rondonópolis e região!

A Leishmaniose apresenta um quadro de grande importância, com inúmeras mortes humanas provocadas pelo mosquito Flebótomo... E o que tem sido EFETIVAMENTE feito para eliminar o vetor? Até agora a única providencia que tive o desprazer de acompanhar (e questionar!) foi a eliminação semanal de mais de uma centena de cães, vítimas inocentes do mosquito e da inoperância que se verifica na área de controle de vetores... Parece que o cão é maior que o mosquito, mais fácil de eliminar!

A Dengue é este desastre: Seqüenciais epidemias, e fora do período epidêmico sempre surgem novos casos, mostrando a presença constante do vetor na região. O mesmo grupo atuante (?), os mesmos coordenadores ali estão já há bastante tempo, e a atuação deixa muito a desejar... Os produtos químicos ineficazes, mas ainda assim muito tóxicos ao homem e aos animais, já há muito deveriam ter sido substituídos por produtos adequados para mosquitos.

Estas ações, digamos, “equivocadas” da coordenação do CCZ local, e não vamos nos esquecer de onde partem as determinações e quem as coordena: o coordenador da Vigilância e Saúde Ambiental, órgão estadual, senhor Oberdan Lira, que responde por todos os municípios do Mato Grosso. Este coordenador parece não ter “sido cobrado” pela ineficácia das ações que ele insiste em manter, nem pelos seus superiores nem pela população...

Independente disto, cada coordenação municipal tem o DEVER de, percebendo a ineficácia das ações e produtos utilizados questionar o Estado e solicitar, sugerir e até mesmo exigir a substituição dos insumos.

Bastaria ler e analisar: Está bastante claro que os derivados de piretróides funcionam na eliminação de animais rasteiros, que ‘andam’! A população percebeu este efeito, mesmo sendo leiga no assunto, que após as aplicações realizadas pelo CCZ, morrem centenas de baratas, formigas, aranhas e cupins... No entanto, os mosquitos ‘somem’, durante 03 dias isto é são repelidos temporariamente, depois retornam, com mais fome de sangue!

UM CENTRO DE ZOONOSES NECESSITA TER UM DEPARTAMENTO DE ENTOMOLOGIA

Deve ser um departamento competente e dinâmico, em constante vigilância para, ao menor sinal da presença de vetores agir rapidamente, controlando assim, a entrada de novos vetores patogênicos. O número de Aedes não irá reduzir de forma ‘mágica’ se as providencias para o controle continuarem como estão...

Quanto ao flebotomíneos, estes continuam a aumentar e causar graves problemas ao homem e aos animais, pois o que se vê são cães doentes e novas pessoas com exames positivos para Leishmaniose!

E o surgimento de diferentes vetores patogênicos exige ações de controle imediatas!

A importância de um CENTRO de CONTROLE DE ZOONOSES está no fato de que, casos as ações fossem desenvolvidas corretamente, teríamos como resultado um município saudável.

Pelo CCZ deve ser realizado o controle não só dos insetos vetores de patologias como a Dengue, Elefantíase, Chagas, Malária e Leishmaniose, esta última envolve, além do homem, cães e pequenos animais selvagens, que funcionam como reservatórios, ratos, morcegos e outros animais peçonhentos devem ser monitorados com muita atenção!

IMPORTANTE: Muitas pessoas pensam que o cão ‘passa’ a Leishmaniose para as pessoas. Isto não é verdade! O cão no seu quintal, além de proteger sua residência ainda protege sua vida, pois o mosquito em busca de sangue suga o cão, uma vítima inocente. Não tendo o cão no quintal o mosquito ENTRA na sua casa e suga o sangue da sua família! Existe uma coleira repelente, que ‘espanta’ o inseto, chamada Scalibur. Não Mata o mosquito, apenas repele!

Chagas, cujo vetor é um triatomíneo (barbeiro), está em situação de descontrole, com denúncias da presença do vetor em diferentes pontos da cidade.

Morcegos, diretamente envolvidos na transmissão da raiva, que atinge cães, gatos, cavalos, bois e o homem.

Acidentes envolvendo aracnídeos, escorpiões, lacraias, cobras etc.

Sendo então o CENTRO de CONTROLE DE ZOONOSES uma referência de onde partem determinantes e condicionantes para a saúde coletiva existe a necessidade de atenção especial para que o trabalho seja desenvolvido com agilidade, dando resposta imediata, ao primeiro sinal de inicio de problema.

PROMOTOR DE JUSTIÇA DA DEFESA DA CIDADANIA E DO CONSUMIDOR:


Ontem, dia 21 de outubro ocorreu a reunião, convocada pelo Promotor de Justiça da Defesa da Cidadania e do Consumidor Doutor Ari Madeira Costa, com os presidentes de bairro. O Doutor Madeira apresentou dois pontos importantes:

1-O morador tem a obrigação de ‘checar’ seu quintal, remover todo possível criadouro.

2-O Presidente de cada bairro, juntamente com a diretoria, deverá verificar situações de risco, e notificar a Vigilância Sanitária e a Promotoria, para as devidas providencias.

Outras reuniões estarão ocorrendo em nossa cidade, visando a redução do elevado número de casos de Dengue. A cada ano ocorrem óbitos, pelas complicações hemorrágicas desencadeadas pela patologia.

LEMBRE-SE: O mosquito é ainda, o melhor estrategista!














terça-feira, 2 de dezembro de 2008

LEISHMANIOSE: A DOENÇA CONTINUA SE ALASTRANDO

Relatos de casos de leishmaniose aumentam, causando temor na população a presença constante do Flebótomo vetor da doença.
Em Rondonópolis muitas pessoas foram infectadas e vários óbitos ocorreram; centenas de cães foram sacrificados... E os mosquitos, continuam por aqui!
O CZZ (Centro de Controle de Zoonoses) deveria recolher os cães, realizar exames, e, copiar o modelo utilizado pelo CZZ de Campo Grande, MS, cujo projeto iniciado em 2007, dividido em 04 etapas, programou, na primeira, 92 mil cães para receberem a coleira protetora contra o flebótomo; prosseguindo com mais 121 mil cães encoleirados na segunda etapa e atingindo 80 mil na terceira, o programa prevê uma quarta ação com outros 121 mil cães recebendo a coleira protetora.
A coleira funciona como repelente para o mosquito (proteção para o cão), evitando, assim, a eutanásia do animal.
A outra providência, prioritária, é eliminar o mosquito! Apesar de todos os alertas que tenho feito, inclusive com pedidos de providências e denúncias à promotoria pública sobre o uso de inseticidas inadequados, as coisas permanecem do mesmo jeito...
Para os cães existe esse paliativo.
E para as pessoas?
Não sei, mas além de serem acusadas pela presença do mosquito, taxadas de relaxadas por quem deveria cuidar e eliminar este e outros vetores, aproxima-se a hora de cada um de nós pôr uma coleira protetora no pescoço!
Enfim... Poderá ser uma solução, a menos que cada um, exercendo seu direito de cidadão venha a exigir solução imediata, com a eliminação correta dos mosquitos!