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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

AS DIFERENÇAS ENTRE ZICA E DENGUE...



CONHEÇA OS SINTOMAS DA "ZICA VIRUS":
-Febre de 38 graus ou mais.
-Dor de cabeça intensa (cefaléia).
-Dores no corpo.
-Diarréia e enjôo.
-Manchas que surgem no corpo.
-Surgimento de intensa coceira no corpo e palmas das mãos e sola dos pés.
-Conjuntivite.
-Fotofobia.
-Lenta melhora. Fígado comprometido.
OS SINTOMAS DA DENGUE:
-Febre de 38 graus ou mais.
-Dor de cabeça intensa (cefaléia).
-Dores no corpo.
-Manchas que surgem no corpo.
-Surgimento de intensa coceira no corpo e palmas das mãos e sola dos pés.
-Conjuntivite.
-Fotofobia.
- Lenta melhora. Fígado comprometido.
SINTOMAS DA DENGUE HEMORRAGICA:
-Febre intensa.
-Dor de cabeça intensa (cefaléia).
-Dores no corpo.
-Diarréia e enjôo.
-Manchas que surgem no corpo.
-Surgimento de intensa coceira no corpo e palmas das mãos e sola dos pés.
-Conjuntivite.
-Fotofobia.
-Paciente apresenta “falsa melhora”.
-Corpo frio.  (febre).
-Insuficiência hepática e renal.
-Icterícia (pele e olhos amarelados).
-Manifestações hemorrágicas.
-Cansaço intenso. Letargia.
-Princípios hemorrágicos disseminados (sangue nas fezes, sangramento nasal, ouvidos, alteração da pressão sanguínea, rápida queda de plaquetas, dificuldades respiratórias.
-Comprometimento de órgãos (fígado, rins).

 SINTOMAS DA FEBRE AMARELA:
-Febre de 38 graus ou mais.
-Dor de cabeça intensa (cefaléia).
-Dores no corpo.
-Diarréia e enjôo.
-Manchas que surgem no corpo.
-Surgimento de intensa coceira no corpo e palmas das mãos e sola dos pés.
-Conjuntivite.
-Fotofobia.
-Princípios hemorrágicos disseminados (sangue nas fezes, sangramento nasal, ouvidos, alteração da pressão sanguínea, rápida queda de plaquetas, dificuldades respiratórias.
-Comprometimento de órgãos (fígado, rins).

FEBRE CHIKUNGNYA: nem é necessário escrever. Os sintomas são exatamente os mesmos!

ENCONTRE E ASSINALE AS DIFERENÇA!
Encontrou? Não? Eu explico por que: Trata-se do mesmo inseto, mesmo vírus (Flavivírus).
EXPLICANDO:
-Febre de 38 graus ou mais: Inicia a partir da entrada do vírus no organismo através da picada do inseto, o viris (antígeno) se multiplica intensamente, e a febre é uma reação desta invasão.
-Dor de cabeça intensa: (cefaléia). Vírus se multiplicando nos micro capilares inclusive na área cerebral.
-Dores no corpo: Vírus se multiplicando no interior da musculatura óssea.
-Diarréia e enjôo: Multiplicação do vírus nos órgãos digestórios.
-Manchas que surgem no corpo: Mais grave que se pensa, trata-se do rompimento de capilares sanguíneos superficiais, podendo levar a um quadro bastante grave!
-Surgimento de intensa coceira no corpo e palmas das mãos e sola dos pés: O sangue, fora do seu local normal (capilares) tenta sair desencadeando a reação.
-Conjuntivite: Envolve multiplicação viral nos micro vasos do olho.
EVOLUÇÃO:
-Lenta melhora. Fígado comprometido. Casos gravíssimos/Falta de atendimento adequado: ÓBITO!
A diferença reside da FALTA DE PESQUISA/PESQUISADORES na área!
E, quando alguém se interessa na pesquisa, visando ser útil e auxiliar na erradicação do vetor, o PODER PÚBLICO,  alem de não apoiar DERRUBA as pretensões do pesquisador, desestimulando a iniciativa através de pressão política e até mesmo perseguição (no caso, funcionária publica).
ESTÁGIO NA UFRJ-UNIVERSIDADE  FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Ao concluir Biologia (Ciências Biológicas) na UFMT já estava inscrita no curso de Especialização em Entomologia Médica, na FIOCRUZ-RJ que consiste no estudo de insetos vetores patogênicos ao homem. Como tenho interesse na pesquisa estive na UFRJ para conhecer os laboratórios da Universidade. Pois bem, ganhei uma bolsa de estudos no Laboratório de Vírus da UFRJ, onde estaria sob a supervisão da pesquisadora doutora Genoveva e do pesquisador doutor Maulory. Seria o estudo das estruturas da superfície do vírus da DENGUE!
Importantíssimo estudo, onde ocorre o estudo das estruturas que revestem o vírus e suas alterações que ocorrem.
Mas, lamentavelmente, com a ameaça de exoneração tive que “baixar a cabeça” e me submeter: Caso fosse para o estudo seria exonerada! Normal? Não... Bem sabemos que o município sempre tem funcionários “fazendo cursos” aleatórios e sem qualquer importância, inclusive no exterior...
Por que estou cursando Direito? O artigo 267 do Código Penal é claro, basta ser executado!
Os “estudiosos” que encontramos se limitam a ler manchetes de jornais ou noticias de veracidade duvidosa, divulgadas pela Mídia televisiva... Que disseminam inverdades, desviando o foco do que realmente importa:
-ELIMINAR O MOSQUITO VETOR! SIMPLES ASSIM...

Beatriz Antonieta Lopes
Bióloga-UFMT
Especialização em Entomologia Médica-  FIOCRUZ

Acadêmica em Direito Anhanguera

sábado, 21 de abril de 2012

DESCULPEM EU ESTAR ‘GRITANDO’, MAS: CUIDADO! A LEISHMANIOSE MATA MESMO!




Agora, em primeiro lugar, é necessário tratar os animais doentes... Centenas e centenas foram eliminados... Mas, preciso da 'força' de todos os grupos, ONGs para CONSCIENTIZAR a SAÚDE PÚBLICA para a eliminação dos vetores! A isto chamo de MEDICINA PREVENTIVA, isto NÃO DEIXAR a doença se instalar! A população ignora, mas existem MUITAS PESSOAS com Leishmaniose, correndo risco de morrer... Esta patologia age silenciosamente no organismo, tanto dos cães quanto das pessoas... Pode parecer, inicialmente, um simples mal-estar!
As pessoas se preocupam, fazem o que podem (e sabem), mas os cuidados técnicos ‘estão’ sob o comando dos municípios, estados e federação! Eles possuem as verbas para as ações de controle e erradicação, mas há mais de 20 anos NÃO FAZEM O CORRETO, O QUE DEVERIA SER FEITO!!!!
Para isto é necessário o envolvimento de TODOS para cobrar estas ações!
Se APENAS tratar os animais doentes, APENAS colocar coleiras neles e deixar o mosquito se reproduzindo aos milhares... Tem mais: O mosquito precisa e vai sugar, pois é de sangue que ele vive...
Adivinha o sangue de QUEM o mosquito vai sugar e TRANSMITIR a patologia terrível, a Leishmaniose? Vai sugar O SEU SANGUE, DOS SEUS FILHOS, O MEU E DA MINHA FAMÍLIA!
O Ministério da Saúde, em sua “cômoda redoma” está lá, distante e despreocupado... Este órgão é de onde partem as ações voltadas à Saúde Pública de todo o Brasil. A eles compete determinar, fiscaliza e exigir que estados e município executem as ações corretas!
O Ministério fornece os insumos aos estados e municípios, mas aqui no Mato Grosso lamentavelmente a pessoa RESPONSÁVEL pelos 141 municípios insiste em manter uma metodologia incorreta e ineficaz, sendo que FAZER O CERTO seria o melhor, pois as cidades gastariam menos tendo que dar atendimento aos doentes, as empresas tem perdas, pois funcionário doente, seja por Dengue, Leishmanioses e outras doenças vetoradas por insetos representam perdas financeiras...
ESTA É A VERDADE:
Preste atenção!  Esta lista abaixo apresenta produtos químicos para combater a DENGUE e outros vetores, que cada Secretaria Estadual de Saúde solicita ao Ministério da Saúde, verifique que o inseticida correto e adequado para eliminar os vetores da Dengue faz parte desta lista e o MS fornece, basta solicitar!
Inseticidas, larvicidas e equipamentos enviados aos estados
Rondônia
9.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.000 quilos de Temephos²
3.600 quilos de Cipermetrina¹
10 nebulizadores portáteis motorizados
12 borrifadores manuais
5 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê
Acre
7.500 cargas de Alfacipermetrina¹
1.280 litros de Deltametrina¹
15.000 quilos de Temephos²
20 quilos Diflubenzuron²
Mato Grosso
6.000 cargas de Alfacipermetrina¹
6.380 litros de Deltametrina¹
30.000 quilos de Temephos²
Mato Grosso do Sul
33.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.700 litros de Deltametrina¹
50 quilos de Diflubenzuron²
16.000 quilos de Temephos²
25.021 quilos de BTI²
6 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê
Goiás
7.500 cargas de Alfacipermetrina¹
2.100 litros de Deltametrina¹
300 quilos de Diflubenzuron²
6.000 litros de Malathion¹
170.000 quilos de Temephos²
Minas Gerais
106.500 quilos de Temephos²
5.000 cargas de Alfacipermetrina¹
2.000 litros de Deltametrina¹
8.000 litros de Malathion¹
460 quilos de Diflubenzuron²
6.000 quilos Fenitrothion¹
26 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fumacê
São Paulo
2.800 cargas de Alfacipermetrina¹
17.000 litros de Malathion¹
13.682 quilos de BTI²
4.000 quilos de Fenitrothion¹
15.000 quilos de Temephos²
8 equipamentos de nebulização acoplados em veículos para fuma
FONTE: SVS EM REDE é editado pelo Núcleo de Comunicação da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Por que este coordenador insiste no erro? É tão fácil corrigir! Será que não ‘pesa na consciência’ (se é que ele tem) as mortes pela DENGUE, a LEISHMANIOSE,  causadas pela ineficiência e inoperância de suas ações erradas????
Olha a situação epidêmica em Cuiabá, que se alastra por todo o Estado!
Já passou da hora de alguém tomar providências neste sentido! Ou ficaremos novamente (sob risco) assistindo a monumental e avassaladora epidemia que se alastra sobre o Mato Grosso?
E outro erro: Colocar o exército LIMPAR terrenos baldios, obrigação dos municípios! O trabalho (importantíssimo) do Exército seriam as estratégias de aplicação do fumacê, de FORMA CORRETA, com o óleo adicionado, para aderência, obedecendo a horário, velocidade e aplicações corretas!
Até quando a população permanecerá em silencio olhando seus filhos, sua família ser morta por um miserável mosquito e um incompetente e radical coordenador que não PERCEBE e CORRIGE OS ERROS cometidos?
Desculpem meus leitores, mas não estou aqui escrevendo para “passar a mão na cabeça” de ninguém! Acordem! Reajam! Cobrem as ações corretas!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

OUTRA AVASSALADORA EPIDEMIA DE DENGUE!

beatriz antonieta lopes


Sempre alertei, em todos os meus artigos que, a cada 04 anos a mesma pessoa poderá ser NOVAMENTE infectada! Então, todas as pessoas que tiveram DENGUE em 2007/2008 estão sob ALTO RISCO! Quem teve a primeira DENGUE agora irá ter a segunda, com todas as complicações que envolvem a 2ª Infecção pelo vírus, outros a terceira e muitos (os sobreviventes) a quarta dengue.
NÃO EXISTE VÍRUS DIFERENTES! O VÍRUS É ÚNICO!
Quando é feito as Sorologias COM Isolamento Viral (poucos fazem), o resultado mostra diferenças no exame, de pessoas que tiveram uma Dengue com quem já teve duas, três ou quatro vezes a patologia.
A DENGUE que a pessoa sofre novamente envolve reações exarcebadas dos anticorpos imediatamente produzidos pelo Sistema Imunológico (registro da infecção anterior) que reage aos antígenos (vírus).
Esta reação é aumentada devido ao fato dos Anticorpos que, entrando ‘em combate’ com o vírus invasor se voltam também contra as células, onde há o registro da Dengue anterior.
Esta ocorrência desencadeia alta produção de Anticorpos e sua luta contra o vírus destrói também a fina camada do endotélio dos vasos sangüíneos e ocorre o princípio hemorrágico.
Este rompimento da delicada camada endotelial provoca pequenos sangramentos internos (e, evidentemente, invisíveis). São vasos dos órgãos internos: Fígado, rins, pulmão, cérebro, todos são órgãos ricamente vascularizados que, com o rompimento deixam o sangue extravasar no interior do organismo.
Pequenas hemorragias que surgem causam grande desconforto ao paciente. Neste caso, a reposição de líquidos é essencial, chá, sucos e soro caseiro ajudam.
 Se este rompimento de vasos for intenso o paciente está com DENGUE HEMORRÁGICA GRAVE, e necessitam cuidados intensivos (CTI), reposição de líquidos, controle da temperatura, repouso na penumbra, ingerir líquidos constantemente, banhos para regular a temperatura, juntamente com antitérmicos.
Agora pergunto: Se o atendimento básico, normal está deficiente, o que irá ocorrer durante uma EPIDEMIA como a que se anuncia?
Será que a população ira receber uma ‘capenga’ Medicina Curativa?
Por que o nosso país não muda o enfoque, elimina o vetor e garante qualidade de vida à população? Isso se faz praticando Medicina Preventiva, com a somatória das Vigilâncias Epidemiológicas e Sanitárias, isto é, eliminando vetores patogênicos que causam anuamente milhares de infecções e muitos óbitos!
Como especialista em Entomologia Médica questiono: “porque o RIO DE JANEIRO (e o resto do Brasil) espera pela ‘pior epidemia’? (http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/noticia/2012/01/rio-de-janeiro-espera-pior-epidemia-de-dengue-da-historia.html)
O Rio de Janeiro dispõe de uma instituição de pesquisa do nível da FIOCRUZ onde reúne um grande número de pesquisadores, alguns dos quais absolutamente contrários ao uso do ‘fumacê’ (UBV), e eles SABEM PERFEITAMENTE (ou deveriam saber), ser esta a única solução para acabar com este vetor!
E, volto a perguntar: Por quê? Qual o interesse em manter este maldito vetor? Esta recusa em fazer o correto faz parte do enorme iceberg da DENGUE, do qual vislumbramos apenas a pontinha, semi oculta que está, nas lamas caudalosas da ingerência, incompetência, inoperância? As verbas envolvidas são grandes, e por que não é feito o que deve ser feito?
No início do século XX, o mosquito transmissor da doença chegou até mesmo a ser erradicado, graças à atuação do médico e sanitarista Oswaldo Cruz, que ‘batia duro’ e conseguiu erradicar o vetor e a doença
Penso que Oswaldo Cruz, se vivo estivesse, certamente sairia dando pancadas em quem não segue seus ensinamentos e não elimina o mosquito! E é lamentável que alguns que se intitulando pesquisadores,  atrapalhem com teorias confusas e equivocadas o que deve ser feito!
Resumido: O Rio de Janeiro NÃO DEVERIA estar esperando a EPIDEMIA! Deveria estar agindo para evitar!
Para recordar: A epidemia envolve sempre dois anos. Isto quer dizer que haverá muitos casos em 2012 e 2013. Mas não quer dizer que não surgirão novos infectados em 2014, pois a presença constante do vetor é o sinal de alerta!


quarta-feira, 25 de maio de 2011

dengue: “CONTINUAREI A DIZER O QUE PENSO, MESMO QUE ISSO CONTRARIE VELHAS TEORIAS”...

Os primeiro dados sobre a DENGUE foram estudados por Ashburn e Craig em 1909, que descobriram um agente infeccioso filtrável em sangue humano confirmando tratar-se de uma patologia de etiologia viral. No mesmo ano, Bancroft descreveu a forma de transmissão pelo mosquito Aedes aegypti.



Sabin e Schlesinger, durante a Segunda Guerra Mundial, isolaram os dois primeiros sorotipos do vírus do dengue, em 1944 - os sorotipos 1 e 2.


Nas Filipinas a dengue causou epidemias de 1901 a 1907 e, em 1956, Hammon e Col, isolaram os sorotipos 3 e 4 durante outra epidemia (dengue hemorrágico) ocorrida em Manila (Filipinas).


Passei a estudar esta patologia em 1993, ano que acompanhei os primeiros casos da doença, ao vir residir em Mato Grosso. Pouco se sabia sobre o assunto, como também o material para pesquisa era bastante reduzido. As mais diferentes suposições e teorias, de diversos pesquisadores estão publicadas. A grande maioria dos pesquisadores está seguindo uma linha que sugere a existência de vários e diferentes vírus.


Discordo desta teoria e minha hipótese envolve um vírus único.


As sorologias que apresentam diferenças, denominadas DEN 1, DEN 2, DEN 3 e DEN 4, sorologias essas coletadas de diferentes indivíduos, que tiveram 1, 2 ou mais vezes a infecção. O equivoco ocorre pela falta de uma revisão mais aprofundada, um estudo das seqüenciais epidemias ocorridas, por região.


São necessários novos estudos (análise e enfoque diferente) em nível de moléculas e antígenos e as reações que ocorrem num primeiro contato com o vírus e as diferenças moleculares no caso de uma 2ª ou 3ª infecção, visando identificar e classificar cada sorotipo, e uma investigação sobre infecções sofridas pelo indivíduo em anos anteriores. Isso pode ser dificultado devido ao grande número de casos que passam sem registro, subnotificados pela falta de sorologias e isolamento viral, não solicitados pelo médico.


Mas atenção! “Sorotipo circulante” é o indivíduo que sofreu uma, duas ou três Dengues! Não existe “mosquitos do vírus ‘um’ ‘dois’ ou ‘três’”! Esta é a confusão que gera erros de avaliação e até mesmo dificuldades para se criar uma vacina.






TRÊS TEORIAS BUSCAM EXPLICAR A DENGUE HEMORRÁGICA:






o 1. Relaciona a Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) à virulência da cepa infectante, de modo que as formas mais graves sejam resultantes de cepas extremamente virulentas;


o 2. Na teoria de Halstead, a FHD se relaciona com infecções seqüenciais por diferentes sorotipos do vírus do Dengue, num período de 3 meses a 5 anos. Nessa teoria, a resposta imunológica na segunda infecção é exacerbada, o que resulta numa forma mais grave da doença;


o 3. Uma hipótese integral de multicausalidade tem sido proposta por autores cubanos, segundo a qual se aliam vários fatores de risco às teorias de Halstead e da virulência da cepa. A interação desses fatores de risco promoveria condições para a ocorrência da FHD:


Neste caso eu posso dizer o que penso mesmo que isso contrarie velhas teorias! Muitas vezes, quando não há explicação sobre o “por que” de algum fato, surgem hipóteses diversas e, entre estas, uma poderá estar certa, mas, a confirmação, poderá envolver muito tempo de pesquisa até a conclusão final.


Analisando o desastre da dengue, por exemplo, não é tão difícil porque existem tantas contradições e equívocos, pois seguir velhas teorias ou hipóteses, sem rever fatos, discordar de dados, verificar a consistência dos dados obtidos pode provocar um desvio de graves conseqüências.


Utilizando amostragem sistemática, buscando números de pessoas infectadas numa determinada época, exemplo de Cuba, 1987.


Naquela ocasião, foram notificados 344.203 casos, com 34 mil casos de FHD, 10.312 das formas mais severas, 158 óbitos (101 em crianças). O custo estimado da epidemia foi de US$ 103 milhões,






No período de 1986 a outubro de 1999, foram registrados, no Brasil, 1.104.996 casos de dengue em dezenove dos vinte e sete Estados


A média anual, após 1986, foi de 78.928 casos/ano, ficando acima desse valor em 1987, com 82.446 casos; em 1990, com 103.336; em 1995, com 81.608; em 1996, com 87.434; em 1997, com 135.671; em 1998, com 363.010 e 1999, com 104.658 casos


Rio de Janeiro: em 1986/1987, novamente em 2002, o Rio de Janeiro foi castigado por uma epidemia de dengue, agora “com a entrada do vírus tipo 3”. Quase 290 mil pessoas contraíram a doença e 91 morreram em todo o Estado, sendo 65 mortes e 138 mil casos somente na capital. Foi o ano com mais casos de dengue na história do país, concentrados no Rio de Janeiro.


Em 2008, a doença volta a assustar os cariocas. Na atual epidemia(que amenizou a partir do mês de maio), já foram registrados quase 250 mil casos da doença e 174 mortes em todo o Estado (e outras 150 em investigação), sendo 100 mortes e 125 mil casos somente na cidade do Rio de Janeiro. A epidemia de 2008 superou, em número de vítimas fatais, a epidemia de 2002, onde 91 pessoas morreram.


Em 2009 novos casos surgem no Rio, pois cada epidemia envolve parte de um e outro ano.


COMPLICAÇÕES DESENCADEADAS:


No Rio de Janeiro um paciente necessitou uma cirurgia para retirada do baço, “Temos complicações que não conhecíamos, como problema pulmonar, no sistema nervoso central, problemas no coração. “Temos casos de crianças fazendo miocardite, que é uma inflamação no miocárdio”, disse Sousa, médico diretor do Hospital da Posse, que também está preocupado com os quadros em que grávidas são infectadas pelo vírus e podem transmitir a doença para o filho. Estas crianças, aos 04 de vida correm risco de sofrer uma segunda dengue, com reações mais fortes, podendo evoluir para o quadro hemorrágico e óbito, caso não recebam tratamento rápido e adequado. (G1 08/04/2008).


O que vemos pelo Brasil afora são médicos atestando as mais diferentes doenças quando se sabe que na realidade é Dengue. “Derrame no pulmão” foi um diagnóstico e, depois do óbito o atestado: ‘Leptospirose’... (no Acre).


O que está acontecendo? Por que médicos escondem a verdade sobre a Dengue? Ou eles realmente não sabem que é Dengue? Por que existem poucos médicos que se interessam na área de Medicina Tropical/Infectologia? Afinal, moramos num país tropical onde o número de doenças de origem infecciosas é bastante alto


AÇÕES NECESSÁRIAS E URGENTES






Gubler tem proposto, diante das dificuldades encontradas na luta contra o Aedes, a utilização de um sistema de vigilância ativa do dengue com o objetivo de detectar precocemente a ocorrência de epidemias.


Isto possibilitaria pôr em prática medidas de controle imediatas com o objetivo de reduzir a incidência e, desta forma, o risco de ocorrência do dengue hemorrágico.


Essa vigilância ativa estaria centrada principalmente na organização de um sistema de vigilância virológica, epidemiológica, clínica, sorológica e entomológica.


REVENDO VELHAS ESTRATÉGIAS






Acreditar que ações aleatórias possam resolver este grave quadro faz o problema aumentar a cada epidemia. Declarar que “houve redução de x%” na comparação entre um ano e outro também cria ilusão de redução de casos e isto não é verdade!


A partir do momento que decidi cursar Ciências Biológicas e, no mesmo ano de conclusão já busquei especialização na área de Entomologia Médica (estudo de vetores patogênicos ao homem e aos animais) enfrentei todo tipo de perseguição desencadeada por pessoas que ocupavam cargos mas não tinham nenhum comprometimento com o trabalho!


Muitas vezes senti essas pessoas mais preocupadas em atrapalhar minha pesquisa em vez de fazer o trabalho de combate ao mosquito! Montaram um processo de exoneração, após tentarem me forçar a desistir do curso, cortaram meu salário, me afastaram do setor da Dengue e mais: o mesmo grupo está me processando por que questiono em meus artigos seus erros cometidos! Aliás, estas mesmas pessoas estão me processando, porque estariam se sentindo ‘caluniadas’...


Ora, ora, e se eu decidir processar estas pessoas que, quando fui fazer o curso de especialização, me disseram as seguintes palavras de ‘incentivo’, rindo muito da própria piada: “Vai morar em baixo de uma ponte no Rio de Janeiro e beber carote de pinga”...???


Mas não fiquei embaixo da ponte, fiquei na residência de uma maravilhosa família que, mesmo não me conhecendo, abriu as portas da casa e do coração e me acolheu, apoiou e incentivou a prosseguir com este trabalho.


Não é meu hábito criticar por criticar, costumo apresentar projetos e soluções, embora meu projeto tenha permanecido “dormindo” em alguma gaveta ou tenha sido ‘arquivado’... Na cesta do lixo!


Eu questiono o Ministério da Saúde pela indicação de inseticidas errados e ineficientes no combate ao Aedes aegypti, e também por considerar índices de infestação de 1% como “normal”; discordo dos horários inadequados de aplicação e da falta do fumacê. E mais: se estas orientações estivessem corretas, não haveria casos de dengue ou epidemias...






sábado, 8 de janeiro de 2011

ESTE É O RESULTADO DA INEFICÁCIA DAS AÇÕES DETERMINADAS PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE: MAIS DENGUE!

Artigo de Opinião/Opinion Article

This is the result of failure of certain actions by the ministry of health: more DENGUE!



Embora o Ministério da Saúde tenha conhecimento sobre os riscos de epidemias em diferentes estados e regiões do Brasil onde pelo menos 24 cidades estão sob risco de surto epidêmico de dengue, ainda assim o Ministério da Saúde mantém as ações comprovadamente ineficazes utilizadas há mais de vinte anos! Quantos foram vítimas desta patologia, quantos óbitos ao longo destes anos?



Os coordenadores (estado e município) AFIRMAM em entrevistas que o inseto está DENTRO das residências, MAS ESQUECEM de dizer que o inseto está espalhado pela cidade toda, nas empresas, em hospitais, consultórios, em unidades de saúde pública e também presente em clínicas particulares...


Estes coordenadores que mostram uma exagerada preocupação em gerar multas sobre os imóveis e esquecem órgãos públicos onde o mato e a sujeira tomam conta!


É terrível, se pensarmos que é simples acabar com este vetor... É terrível, também, pensar no número de pessoas atingidas pela infecção, epidemia por epidemia e o elevado numero de pessoas de todas as idades que morrem a cada ano!


A alegação de quem deveria realizar as ações, MAS NÃO AS FAZ, de que a população é a culpada, quando o que a coordenação de controle de insetos deveria é fazer uso do inseticida correto, usar metodologia adequada!


Hoje temos uma epidemia se intercalando à outra, por que quem ainda não passou a infecção corre alto risco de passar, outros já estão tendo a patologia pela segunda, terceira ou quarta vez!


Infelizmente as crianças são as vitimas em potencial, seja pela desinformação dos pais que ignoram se a criança já teve uma DENGUE anteriormente, seja durante a gestação ou não (quando a gestante teve DENGUE o bebê também foi infectado), e então uma segunda infecção representa um grave risco se analisarmos:


a) Atendimento de saúde deficiente e, lamentavelmente despreparado.


b) Sendo a segunda DENGUE, o sistema imunológico ‘dispara’ imediatamente um alarme no organismo, com reação bastante exarcebada.


c) O atendimento médico deve ser bastante atento, para evitar/controlar princípios hemorrágicos importantes que certamente irão ocorrer.


Qualquer falha no atendimento a situação poderá se agravar a ponto do paciente ir a óbito.






O QUE SERIA IMPORTANTE FAZER:


Atacar drasticamente o vetor. Mudar o enfoque dado até hoje, pela comprovada ineficácia!


O uso de produto APENAS repelente jamais irá solucionar o grave problema representado pelo Aedes aegypti!


E, como já citei anteriormente, veneno de barata não mata mosquito!


Atenção Ministério Público! Isto é um crime contra o cidadão, que tem sua vida colocada em risco!


Resta agora aguardar as decisões do Secretário Estadual de Saúde, com a expectativa de que ele não mantenha a ‘mesmice’ que já há vários anos impera no Mato Grosso.


Acredito que o leitor, inteligente e ‘escaldado’ pelas seqüenciais epidemias que assiste (e participa ‘doando’ o sangue ao mosquito e recebendo a DENGUE como ‘recompensa’) perceba que em meus artigos o objetivo principal não é criticar, mas sim apontar as falhas e sugerir o procedimento correto, eu tenho um projeto, não apenas para Rondonópolis, para o Mato Grosso e sim para todo Brasil...


Não podemos esquecer que em 2013/2014 (Copa do Mundo, jogos em Cuiabá, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Manaus) DENGUE e turistas e o prognóstico de uma epidemia de grande magnitude que só será descartada caso as ações seja iniciadas agora. Hoje.





sábado, 18 de dezembro de 2010

É URGENTE A NECESSIDADE DE MUDAR O ENFOQUE DAS EPIDEMIAS NO BRASIL

DENGUE: Especialistas afirmam que a doença poderia ter sido evitada se o controle tivesse sido feito a tempo”...


Com medidas de controle e prevenção muitas patologias poderiam ser evitadas. E o termo correto é este mesmo: EPIDEMIA. Podemos denominar como surto, casos eventuais que ocorrem em determinada região.

A Dengue é uma das principais doenças que atingem a população brasileira. Outra é a Leishmaniose. E as duas são transmitidas por mosquitos, o Aedes aegypti e o Flebótomo.

Não são doenças novas. Já haviam sido erradicadas e retornaram graças ao jogo de interesses políticos e o “jogo de empurra”, onde o Governo Federal ‘lavou as mãos’ e transferiu aos estados e municípios o controle e vale lembrar: As verbas também.

INSETICIDA OU APENAS REPELENTE?

O mosquito é um ser “sem pai nem mãe”, pois a partir do momento que o Governo Federal transferiu a incumbência ao Estado para gerenciar as ações, substituiu o inseticida por motivos, digamos obscuros, por outro produto ÚNICO NO MERCADO, só troca o nome, mas todos são Piretróides. O consumidor vem sendo lesado de duas formas:

Quando chega ao supermercado e adquire um inseticida ou veneno, como era antigamente denominado o produto, a pessoa compra, não percebe efeito nenhum, pois o inseto continua ou se afasta temporariamente, então substitui, compra outro, de outra marca e embalagem muitas vezes de preço mais elevado, mas não percebe estar adquirindo o MESMO PRINCÍPIO ATIVO! Todos são Piretróides que possuem apenas momentâneo efeito de repelência, oferecendo proteção mínima, o que não é suficiente para proteger a pessoa.



ZEBRAS E MOSQUITOS

Zebras e mosquitos podem causar graves problemas de saúde pública, devido os equívocos cometidos por certos gestores, que, não possuindo interesses em se qualificar adequadamente acabam confundindo mosquitos com zebras e vice-versa, embora a zebra não seja comum em nosso país... A semelhança entre um e outro está nas listras e no país de origem: África.

A zebra, definição: nome feminino

1. ZOOLOGIA mamífero perissodátilo, da família dos Eqüídeos, domesticável, com pelagem listrada de faixas escuras, representado por várias espécies e subespécies africanas.



A zebra não transmite DENGUE...

Isso qualquer um sabe. Mas, devido a algumas semelhanças podem as zebras ser eliminadas para ‘combater a dengue’, assim como ‘especialistas’ eliminam os cães para acabar com a Leishmaniose, quando o correto seria eliminar o mosquito vetor!



O Aedes aegypti, definição: Aedes (Stegomyia) aegypti é a nomenclatura taxonômica para o mosquito que é popularmente conhecido como mosquito da DENGUE, é um mosquito da família Culicidae proveniente da Africa, atualmente distribuido por quase todas as partes do mundo, especialmente nas regiões tropicais e subtropicais.


Esta é uma fêmea Aedes aegypti, facilmente identificada. A diferença entre um e outro reside aonde mesmo? Ah, sim: Um é vetor da DENGUE. O outro é um animal  da família dos Eqüídeos, domesticavel...

MEDICAMENTO OU VENENO?

O Governo Federal, através do Ministério da Saúde, distribui FARTAMENTE, o medicamento de princípio ativo PARACETAMOL, que é o mesmo TYLLENOL, estranhamente é o único que nunca falta para distribuir nas unidades de saúde pública.

Este ‘medicamento’ teve o uso proibido há muitos anos nos Estados Unidos e, aproximadamente 30 anos, no Rio Grande do Sul foi retirado de circulação pelos graves problemas de saúde desencadeados pelo princípio ativo Paracetamol.

Ocorre também que, passado o efeito do medicamento volta a dor e a febre, e o paciente (ou familiares) faz uso novamente do Produto (medicamento), ocorre então um depósito, pois transforma-se, tornando-se um composto que vai se acumular no fígado.

O uso de tal medicamento juntamente com antiinflamatórios pode paralisar as funções renais levando a um quadro irreversível.

Leia a denuncia do doutor Anthony Wong, toxicologista do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas   http://noticias.uol.com.br/uolnews/saude/entrevistas/2005/12/08/ult2748u82.jhtm

E do doutor Renan Marino:

http://uniaodasdistrofias.blogspot.com/2010/08/dengue-hemorragica-e-paracetamol-vida-e.html

ou

http://www.liderfm.com.br/noticiaDetalhes/99/medicamento-pode-ser-prejudicial-ao-figado-se-utilizado-em-doses-extras



Trata-se de uma tragédia anunciada! Quantos morrem a cada ano pelo uso deste princípio ativo de alta toxicidade? E mais grave ainda: muitas pessoas pensam que o Tyllenol ou Paracetamol (nome do princípio ativo) serve como proteção “para não ter Dengue”!

Muitas mães compram (sem receita médica, não precisa...), e dão ao bebê, em caso de febre, e como a febre retorna ANTES de passar às oito horas de intervalo, repetem a dose! O fígado do bebê é gravemente agredido pelo ‘medicamento’! Então, Caso este bebê esteja com DENGUE à agressão ao órgão hepático é dupla e pode levar ao óbito...

Neste artigo você pode analisar os obscuros fatos que envolvem a DENGUE:

1- Por que o MINISTÉRIO DA SAÚDE adquire e distribui FARTAMENTE um produto que funciona como repelente (temporariamente)? Permetrina não é inseticida!

2- Por que o MINISTÉRIO DA SAÚDE adquire e distribui FARTAMENTE o Paracetamol, medicamento que teve o uso proibido nos Estados Unidos já há muitos anos?

3- Ninguém é obrigado a saber sobre patologias, vetores ou inseticidas... Mas para assumir como gestor de Saúde Pública tem que ter pelo menos a assessoria de especialistas que conheçam sobre insetos vetores, que pertença a área de Infectologia, Biologia, Medicina Veterinária (zoonoses), Agronomia (conhecimento químico de inseticidas). É necessário formação e competência para mudar o quadro epidêmico brasileiro!

Até aonde vai a falta de respeito à saúde do cidadão? Além disto, tudo ainda o governo gasta polpudas verbas na mídia, para culpar o cidadão pela ingerência de seus indicados incompetentes para administrar a Saúde Pública!

É inadmissível que esta situação continue!

sábado, 30 de outubro de 2010

UM MOSQUITO SEM PAI NEM MÃE...

republicando...

* Bia Lopes

E olhe só: é mosquito do qual já se fez o maior número de DNA! Mas as lideranças políticas ainda não descobriram se pertence à família Municipal, Estadual ou Federal! Ninguém assume! Então o insetinho continua sem sobrenome, podendo, futuramente assinar de qualquer uma destas maneiras:


*-Aedes aegypti municipalis


*-Aedes aegypti estadualis


*-Aedes aegypti federalis


O governo federal afirma (e criou Lei e subsídios) que o caso é de competência de cada estado monitorar as ações, fiscalizar o uso das verbas destinadas ao combate do vetor e, ao município, cabe aplicar as ações e os insumos recebidos no combate e erradicação do inseto, o que significa dizer: a eliminação da DENGUE.


No Rio de Janeiro, hoje, está ocorrendo mais uma terrível epidemia. O número de casos é assustador. E o sistema de saúde se mostra completamente despreparado. Faltam condições de atendimento. Salta aos olhos a incapacidade generalizada em Saúde Tropical, essencial em nosso país. São pouquíssimos os especialistas nesta área tão importante.


Faltam: incentivo e oportunidades para quem realmente tem interesse na pesquisa, na busca de solução, e isto não reside exclusivamente na busca de vacinas ou na construção de hospitais...


A medicina não deve ser curativa. Ela deve ser, sim, preventiva.


E, para prevenir, o primeiro passo é eliminar o vetor. Radicalmente.


Chega de pozinhos mágicos; chega de lendas e teorias que fogem da realidade. Hoje, o mais importante, é voltar atrás, usar o velho “fumacê” e acabar com o mosquito antes que ele acabe com toda a gente...


Dói em meu ouvido escutar o ministro da Saúde (e o secretário da Saúde do Rio) ocupar espaço na mídia para negar o que é evidente: negar a ocorrência desta epidemia.


Além de não fazerem o que DEVERIA SER FEITO, que é eliminação do mosquito, tem mais coisas ocorrendo: por que continuam usando o inseticida inadequado? E quem está ganhando com isto?


Anualmente, milhares de pessoas vêm sendo infectadas ou reinfectadas; mortes e mortes ocorrendo e as epidemias se sucedem, uma após outra, enquanto o mosquito continua aí, dominando...


Assistimos o desespero de pessoas em busca de socorro médico; assistimos profissionais da saúde procurando dar atendimento em meio de tanta gente, com pessoas desmaiando e caindo pelo chão; o desespero de familiares ao se depararem com a morte de alguém da família, como o bebê morrendo por dengue, ainda no útero materno e logo depois, também, a morte da própria mãe...


E pior: não é só o mosquito que está ‘sem pai nem mãe’. Com o descaso que se verifica, todos estamos...


Beatriz Antonieta Lopes

  1. Bióloga especialista em Entomologia Médica

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

DENGUE 4 NO BRASIL

A notícia, da Agencia Estado, que publica questionamento da população, sob o titulo: “Sociedade questiona governo e diz que vírus 4 da dengue está no Brasil desde os anos 80” Agencia Estado-AE


O presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), Marcelo Simão Ferreira, disse acreditar que o sorotipo 4 do vírus da dengue "entrou há muito tempo" no país.

Realmente ele tem razão, sobre a presença do vírus no Brasil, apenas é necessário fazer uma ressalva: O vírus ‘não entrou no país’! São pessoas sobreviventes, (poucas) que já tiveram o4 vezes a Dengue!

Já nos anos 80 pessoas que haviam sofrido uma, duas, três vezes a Dengue e sobreviveram, estes, no caso estão sofrendo novamente a DENGUE, e, caso sejam feitos os exames agora, (Sorologias COM Isolamento viral) certamente será detectado o Sorotipo 4.

Diz ainda, sobre sorologias de dengue 4: "sempre esteve lá, desde os anos 80, mas não se detecta porque são casos esporádicos". Ora, muitos não resistiram a uma 2ª Dengue...

Isto é tão evidente que me pergunto:

“O que estão fazendo os virologistas, infectologistas, enfim, os pesquisadores de área, que estão nos laboratórios de pesquisa nas diferentes instituições espalhadas pelo país, que não conseguem observar o óbvio?” Por que ninguém analisa esta informação de forma adequada?

Lamentavelmente são grupos fechados que não permitem o acesso de quem estuda e tem interesse em esclarecer este detalhe, fundamental para a pesquisa de uma vacina, embora eu acredite que o melhor mesmo seria mudar a metodologia e os inseticidas, eliminar o este vetor e outros vetores que retornaram: o da Leishmaniose, da Malária, elefantíase etc.

"Ministério da Saúde está enrolando", diz ainda o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcelo Simão Ferreira, em referencia ao fato de que já havia sido encontrado este resultado de sorotipo 4, em Boa Vista-RR.

Concordo plenamente com esta afirmativa e acrescento ainda que tem mais ‘enrolação’ de parte do ministério da saúde: Por que continuam usando produtos ineficientes no combate ao mosquito vetor? Por que continuam comprando e estimulando o uso do paracetamol, apesar dos problemas graves provocados por este medicamento?

Já o Ministério da Saúde emitiu alerta a todos os Estados sobre quatro casos suspeitos de contaminação pelo sorotipo 4 do vírus da dengue em Boa Vista (RR), depois de 28 anos... Minha explicação ao MS é a mesma: Estas pessoas já haviam sofrido dengue por três vezes anteriormente e agora o mosquito, presença constante em nosso país, picou e transmitiu o vírus da dengue novamente, e o Isolamento Viral detectou a quarta dengue do paciente e não um NOVO VÍRUS como querem fazer crer!

Durante as atividades de fusão viral o receptor do vírus se liga ao receptor da célula e, por endocitose penetra na célula, iniciando a replicação. O vírus da dengue/febre amarela (Flavivírus) possui filamento único de Ácido Ribonucléico positivo (RNA +), com envoltório. Durante a estratégia de entrada na célula ocorre o desenvelopamento e o início da replicação.

Com a entrada do antígeno (vírus) os anticorpos são ativados, iniciando as reações: Febre, calafrios, cefaléia intensa, dor no fundo do olho, dor nos ossos e articulações. Estas reações ocorrem durante a primeira infecção e, dependendo das condições de saúde do indivíduo pode ser um mal estar de alguns dias, podendo ser confundido com um simples resfriado.

Já a segunda infecção os sintomas são mais fortes: Além do mal estar descrito acima o sistema imune possui o registro da Dengue anteriormente sofrida e a ação dos anticorpos é rápida, atacando os antígenos, mas volta-se também contra o registro da memória celular atacando as células, (lesão do endotélio vascular) e isto faz com que se inicie um princípio hemorrágico (processo imune e inflamatório) que, se não controlado adequadamente, poderá se encaminhar para um quadro de choque e o óbito!

A terceira infecção caso o paciente esteja em boas condições físicas e receba atendimento adequado, poderá evoluir lentamente para a melhora. Este paciente terá maiores chances não tendo usado o princípio ativo paracetamol/Tyllenol, pois seu fígado não estará fragilizado pela agressão deste medicamento.

Muito bem: 12 anos ou mais, depois da primeira Dengue, este ‘sobrevivente’ volta a ter a doença! É a sua quarta infecção pelo vírus da Dengue. Na Sorologia com o Isolamento Viral irá acusar DEN 4, o que não quer dizer que exista um mosquito, com um ‘crachá’ com os dizeres: Sou o mosquito do vírus 4!

SINAIS DE ALARME E URGENTE ATENÇÃO MÉDICA

Os “sinais de alarme”, citados em diversos manuais de tratamento, a saber: dor abdominal intensa, vômitos freqüentes, agitação psicomotora/sonolência e palidez cutâneo-mucosa. Estes sinais que podem surgir já na primeira dengue e pode estar ligados ao fato do paciente estar fazendo uso de medicamento que contenha o princípio ativo AAS (Acido Acetil Salicílico) ou outros medicamentos anticoagulantes, muito utilizados em pacientes cardíacos.

Seja a primeira, segunda, terceira ou quarta DENGUE a atenção médica adequada é fundamental para salvar a vida!

O Brasil, um país tropical é altamente propício a estas Patologias Tropicais e cada profissional da área de saúde deve suspeitar e solicitar os exames necessários para comprovar ou descartar a Dengue!

domingo, 18 de julho de 2010

QUANDO NÃO EXISTE INTERESSE EM ACABAR COM UM PROBLEMA...

Série Doenças Negligenciadas


Cada um tem um jeito de agir, de ser... No meu caso, ao vir residir no Mato Grosso, em meio a uma epidemia de Dengue, que sequer eu sabia o que era ou como acontecia se era transmitida por vetor ou o quê, pois bem, a cidade toda estava doente, com Dengue e é evidente que tivemos a patologia também!


Percebi que pouco se sabia sobre a doença, falavam em ‘febrão’ e os médicos declaravam ser ‘uma virose’... Ocorreram óbitos mal esclarecidos, tanto que alguns atestados de óbito, o Ministério da Saúde questionou e pediu que fossem refeitos, com a causa da morte corretamente preenchida!

Esta epidemia ocorreu, envolvendo 1993/1994. Já em 1995 e 1996 surgiram alguns casos novos, mas em menor número. Estes são os chamados ‘surtos’. Tive Dengue. A cefaléia (dor de cabeça), dores no corpo todo,mal estar indescritível, febre alta,medo...

QUATRO ANOS DEPOIS...

Já em 1997 ocorreram vários casos (início da epidemia) para então em 1998, uma nova e explosiva epidemia, veemente negada pela Saúde Pública... Muitos casos e alguns óbitos. Tive Dengue novamente... Estava sozinha em casa, e me senti tão mal que não tive condições de ir ao médico, precisei de uma ambulância. Felizmente o médico que me atendeu foi eficiente, suspeitou que fosse Dengue, solicitou um hemograma para controle das plaquetas (e estavam baixando) quis me internar, não aceitei, após a medicação e hidratação, voltei para casa, para muito lentamente melhorar, sendo a 2ª Dengue não houve evolução para a Dengue Hemorrágica graças ao médico, que sabia exatamente do que se tratava e medicou corretamente.

Já estava pesquisando sobre a dengue e decidida a estudar, gostaria de aprender sobre o vetor, sobre o vírus e a patologia, prestei vestibular na UFMT e passei (Ciências Físicas e Biológicas). Nunca mais parei de estudar tudo sobre a Dengue embora a literatura fosse bastante reduzida, no final do curso, já estava inscrita na FIOCRUZ, onde participei do curso Entomologia Médica.

Foi fácil? Não! Mas isso não importa. Ainda hoje o problema continua. A população sofre com a doença, o descaso de quem coordena a Saúde Pública, tanto no governo federal, estadual ou municipal. Não existe interesse real em eliminar o vetor ou acabar com a Dengue...

Para não melindrar certas ‘autoridades da saúde’ direi que, devido a velhos e repetidos equívocos, as epidemias se sucedem, a cada quatro anos, e sempre surgem novos casos entre uma epidemia e outra. Mortes? Houve muitas. Subnotificação? Muito grande. A não realização das sorologias ou isolamento viral, importantes para o paciente e para comprovar dados estatísticos é um fator que comprova o descaso e desinteresse...

Milhares de pessoas são infectadas em epidemias e muitos perdem a vida, bebês, crianças, adultos e idosos. A dengue, uma das dez principais doenças negligenciadas, lota hospitais, e pronto atendimentos, onde pessoas passando mal, com muito medo, recebem atendimento depois de longa e angustiante espera.

Segundo informa a Agência Brasil, houve no Brasil mais de 737 mil casos de dengue em 2010! E em 2009, 335.265 casos.

E a conta correta é assim 2009: 335.265 casos

                                    2010: + 737.756 casos

                                               __________

                                              1.073.021 pessoas infectadas.

Então, Hum milhão e setenta e três mil e vinte e uma pessoas tiveram dengue durante esta epidemia!

Estes dados se referem a 07 estados brasileiros: Acre, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, e São Paulo.

ATENÇÃO MÉDICA EFICIENTE

Acompanhei, no PSF do Bairro Marechal Rondon, o trabalho do jovem médico, doutor Rodolfo, sua atenção e dedicação aos pacientes que chegavam (vários ao mesmo tempo), ficando difícil avaliar quem deveria ser atendido primeiro, muitos apresentando sintomas hemorrágicos. O atendimento, a avaliação do quadro e a rápida intervenção do médico, o trabalho e a dedicação da enfermeira Vera, do José, o paciente permanecia algumas horas no PSF sob os cuidados da equipe, sendo monitorado, hidratado.

Havendo necessidade de internação, o médico imediatamente entrava em contato e fazia o encaminhamento, a solicitação dos exames necessários! E não esquecia o paciente. Buscava a informação sobre a evolução. O doutor Rodolfo não perdeu nenhum paciente para Dengue! Isto demonstra que, já que não conseguem matar o mosquitinho, pelo menos que alguém se preocupe e faça sua parte bem feita!

sábado, 26 de junho de 2010

É UM CRIME... E DAÍ, QUEM SE IMPORTA?

    A inércia da política pública de combate ao mosquito transmissor da dengue e o jogo de empurra entre os governos federal, estadual e municipal, a demora em perceber a ineficácia dos “inseticidas” (na verdade o piretróide tem função temporária de repelência) utilizados nos últimos anos, permitiram que não só o vetor da Dengue, mas também o vetor da Malária, da Leishmaniose, da Elefantíase se estabelecessem para ficar.


   Epidemias iniciaram ocorrendo a cada 04, 05 anos. Com o surgimento de epidemias em novas cidades/estado, intercalando-se umas nas outras, agora nosso País vive em situação de constante epidemia.

   As autoridades municipais, estaduais e federais não foram capazes de implantar uma política eficaz de combate ao vetor, não parecem ‘enxergar’ onde está o erro na condução das ações:

a) O primeiro erro foi a transferência da responsabilidade no controle aos estados e municípios.

b) A remoção dos servidores da SUCAM, que realizavam o trabalho de controle de insetos vetores.

c) Hoje este controle está por conta dos municípios e se transformou num imenso ‘cabide eleitoreiro’, onde vereadores encaixam seus cabos eleitorais...

d) Capacitação e treinamentos adequados não existem. Também não existe interesse efetivo para fiscalizar ações eventualmente realizadas.



   A Organização Mundial da Saúde (OMS), considera ‘aceitável’ o índice de infestação de 1%,embora eu insisto em afirmar que o índice deve ser ZERO! Pois nem zero, nem 1% são os dados encontrados: de 5% até 10, 12% é a infestação encontrada!

   Podemos dizer que é criminoso o descaso dos governos frente aos números de casos de dengue, aumentou também o numero de pessoas com Dengue Hemorrágica, ou a chamada DCC, Dengue Com Complicações, sempre apresentado casos graves e vários óbitos!

   Óbitos por Dengue, muitos dos quais passam despercebidos, pois devido à evolução do quadro para complicações pulmonares, vai aparecer como “pneumonia”, nos casos que a Dengue afetar (quase sempre) o sistema hepático, a Dengue fica ‘esquecida’ e no Laudo irá aparecer ‘complicações hepáticas’ hepatite, etc.

   Conheço o caso de um paciente que estava com Dengue, com evolução para o quadro hemorrágico grave, atingindo parte do cérebro. Socorrido e encaminhado à Cuiabá foi atestado AVC, (Acidente Vascular Cerebral), passou por cirurgia e foi retirado líquido ali depositado. E a Dengue? A Dengue ficou esquecida no contexto... Ocorre que a Dengue provoca o rompimento dos capilares. Nos casos graves o número de capilares rompidos é grande, se o paciente não for tratado adequadamente, não receber imediata hidratação e cuidados intensivos o prognóstico não é nada bom...

   O repasse de verbas federais aos estados e municípios é feito mensalmente. O controle da aplicação de tais verbas não parece existir...

   O Brasil já se livrou do mosquito Aedes aegypti foi erradicado das áreas urbanas nas décadas de 50 e 70. Mas o governo federal, com as alterações implantadas transferindo o controle aos estados e municípios, a substituição de insumos (inseticidas), aliados ao descaso e ai está o resultado!

   Depois de cada epidemia, com muitos infectados, muita subnotificação e vários óbitos, ainda temos que assistir incompetentes coordenadores , no momento que ocorre redução de casos, afinal, quem estava suscetível foi infectado, assistimos na mídia algum ‘apadrinhado político’ ocupante de cargo dizer que ‘graças as ações desenvolvidas a Dengue está controlada’... “Rondonópolis apresenta baixo índice de casos de dengue”...

   Baixo índice? Controlada? Todos os que tiveram Dengue e sobreviveram estão ai e, caso não seja feito o correto estas pessoas terão a doença novamente e será agravado pelo sintomas hemorrágicos! Esqueceram dos óbitos que houve? Vários adultos, várias crianças, e, não esqueço uma jovem mãe de 03 filhos, que morreu de Dengue e foi sepultada as vésperas do dia das mães em 2009. Nem aquelas duas crianças no início do ano. E agora, 2010, mês de maio, uma jovem gestante que morreu vítima da Dengue Hemorrágica...

   Em 2010, também em maio, uma jovem gestante foi a óbito, não só devido a Dengue Hemorrágica, mas muito mais sua morte se deve ao descaso no controle do vetor...

   No Rio, para cada adulto que morreu de dengue hemorrágica, morreram cinco crianças, vítimas inocentes e indefesas, à mercê da falta de ações efetivas e concretas.



   Alguns ‘mutirões’ (a maioria) possuem conotação política, com muito som e políticos circulando, coisas para a mídia noticiar como trabalho de controle da Dengue!

   Nossas autoridades de saúde sejam elas da área municipal, estadual ou federal, e o fazem o quê? Discutem quem é o responsável pelo mosquito, transferem a responsabilidade e culpam a população pelo que ELES NÃO FIZERAM para evitar o que vem acontecendo...

   A Promotoria que existe para proteger os direitos do cidadão, não entendendo (e não querendo entender) acata explicações sem consistência e arquiva processos, esquecendo que estão no posto que estão, para verificar e cobrar correções de ações que apresentem desvios, acham mais cômodo declarar “acreditar estar corretas ações” que se executadas correta e adequadamente evitaria que muitas pessoas enfrentassem a doença e os transtornos por ela provocados, ou as lágrimas derramadas pelos que não resistiram e foram à óbito. Milhares de pessoas são anualmente infectadas, entre estas estão os perigosos e fatais casos hemorrágicos, onde a população assustada e indefesa vê pessoas queridas perdendo a vida para um mosquito miserável...

   Aceitar a Dengue como uma ‘fatalidade’ atesta uma lamentável falta de capacidade, de inteligência! Há cem anos e com muito menos recursos técnicos pesquisadores desenvolveram ações e controlaram graves problemas de Saúde Pública.

   E hoje? Pessoas que não sabem ler um texto e entender o que nele está enunciado estão na coordenação de setores críticos como a saúde, a educação e o resultado é este que ai está: Quando ocorre a redução de casos e a epidemia lentamente vai terminando ainda completam o quadro indo declarar na mídia que ‘graças às ações desenvolvidas a epidemia foi controlada’, uma mentira cruel e deslavada! E mais: com a redução dos casos de Dengue aflora os casos de Leishmaniose, patologia silenciosa e muitas vezes mortal!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Dengue e o descaso das autoridades

Estou relendo este comentário feito pelo Ailton Avellaneda Couto, que expõe com muita clareza sua opinião (e a de muitos brasileiros).


Abaixo, a opinião de Ailton:

“Gostaria de ver maior empenho das autoridades brasileiras em combater e alertar a população sobre essa epidemia. Não se pode dormir no ponto e deixar mais essa catástrofe mundial nos atingir e depois tentar tampar o sol com a peneira como fazem com a dengue. O governo finge que combate, nós fingimos acreditar e as pessoas continuam morrendo por causa de um pernilongo que havia sido erradicado do Brasil e que por descaso das autoridades é uma praga nacional. O governo federal e os estaduais desmobilizaram importantes serviços estaduais e federais, tornando-os municipais, por interesse político e hoje pessoas sem nenhum conhecimento, visitam nossas casas e nos aborrecem porque sabemos que somente esse trabalho não surtirá efeito contra a dengue. Nada contra esses funcionários municipais dedicados e mal pagos, mas é a política governamental é que dá nojo. Você vê as manobras eleitoreiras em tudo. Por quê dizimar os serviços da SUCEN(SP) e da SUCAN(Federal) que combatiam as doenças endêmicas com conhecimento de causa, mantendo-as controladas, e passá-las para os municípios que trocam todos os funcionários a cada eleição municipal conforme entender o novo prefeito? Doenças endêmicas tem que ser tratadas de modo sério, por profissionais capacitados, experientes, decentemente remunerados.É uma das obrigações do Estado nos garantir Saúde Pública. Até quando vamos fingir que somos bem servidos em Saúde Publica?” (Ailton Avellaneda de Couto)

Evidencia-se assim a necessidade de nós, como cidadãos, exigir nosso direito de sermos respeitados, punindo inclusive, quem, além de não executar suas atribuições corretamente, aplica verbas públicas de forma inadequada, nos taxa de ‘relaxados’ nos acusa de não limpar nossos quintais!
 Precisamos questionar e cobrar:

a) Maior empenho das autoridades brasileiras

b) O governo finge combater, nós fingimos acreditar

c) Pessoas continuam morrendo por causa de um pernilongo

d) O quadro atual é resultado do descaso das autoridades

e) Acabaram com os serviços da SUCEN (SP) e da SUCAN (Federal) que combatiam as doenças endêmicas


A SUCEN continua a executar seu trabalho em São Paulo, e com bons resultados, em vários municípios.

No estado de Mato Grosso, antigos funcionários da SUCAN estão aposentados ou se aposentando. Muitos possuem conhecimento de COMO EXECUTAR AS AÇÕES estão hoje calados (omissos), apenas observando o que ocorre, quando poderiam estar transmitindo seus conhecimentos a novos funcionários (concursados para a área), mas lamentavelmente nem estado nem municípios ‘acordaram’ para esta necessidade!

O retorno dos mais diferentes vetores e pragas que deixam a população doente. Estes funcionários federais conhecedores que são das formas corretas (dá mais trabalho fazer?) e se calam, não questionam nada, apenas observam. Vários deles tiveram, assim como pessoas de suas famílias, Dengue em 2009. Sabem do risco e continuam em silencio.

Quando o governo federal os desmobilizou cruzaram os braços, aguardando o tempo passar... A aposentadoria chegar...

Acho isto muito triste, pois conversei com vários deles e todos sabem que as ações hoje realizadas estão totalmente equivocadas, mas nada fazem, ou pior: em reuniões com os atuais coordenadores municipais ainda os aplaudem!

“Doenças endêmicas tem que ser tratadas de modo sério, por profissionais capacitados, experientes”, e quando isto não é feito acontece o que acompanhamos na mídia local e nacional: EPIDEMIAS EXPLOSIVAS!
A manutenção do vetor e da dengue está condicionada ao trabalho realizado de forma deficiente , verbas empregadas em folders, caras revistinhas editadas,contratação de atores para propagandas na TV., enfim, má gestão do dinheiro público!