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sábado, 13 de junho de 2009

DENGUE: NADA MUDOU NA CONDUÇÃO DAS AÇÕES

Embora o TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO – TCU – tenha realizado investigações sobre a maneira que estão sendo empregadas as verbas destinadas ao controle e erradicação de insetos vetores, estados e municípios continuam com a mesma ineficaz e ultrapassada metodologia.
O uso de inseticida inadequado na eliminação de mosquitos permanece, haja vista os milhares de casos ocorrendo pelo Brasil afora.
Posso me tornar ‘chata’ para alguns ‘especialistas’, que insistem (por quê?) na manutenção de suas ações, mas não vou parar de questionar até ocorrerem às mudanças necessárias.
O uso do princípio ativo Malathion (organofosforado) manteve o Brasil durante muitos anos livre dessas doenças, que, hoje, estão dominando o país: Dengue, Leishmaniose e outras.
Ocorreram acidentes envolvendo inseticidas? Sim! A falta de maior orientação sobre os riscos, o descuido por parte de funcionários aliado a dificuldades tais como o fato do trabalho ser realizado em regiões distantes de suas residências, oportunizaram tais acidentes. Muitas vezes o servidor, depois de trabalhar o dia todo, permanecia com a mesma roupa e, pior, se acomodava sobre as embalagens do inseticida para descansar?!!!
Mas isto hoje não serve como ‘desculpa’ para continuar usando produtos que, além de efeito negativo (caso surtisse efeito não viveríamos surtos epidêmicos), provocam graves reações em diferentes indivíduos.
E, também, me desculpem os ‘ecos-chatos’, mas questionar o uso do inseticida para beneficiar a população do país e permanecer calados frente às milhares de toneladas de agrotóxicos pesados usados na agricultura? Façam o favor!
O uso correto do inseticida durante o período necessário, o controle entomológico, sim, é importantíssimo, pois ao surgimento do primeiro inseto devem-se tomar as medidas imediatas para a eliminação, pois sabemos perfeitamente que basta uma fêmea Aedes aegypti para infestar um bairro, inicialmente, se alastrando posteriormente para toda uma cidade.
O Mato Grosso do Sul, onde teve início uma explosiva epidemia em 2007/2008, está agora, em 2009, passando outra grande epidemia: trata-se de pessoas que estão passando a primeira dengue (se pesquisarmos encontraremos muitas crianças entre os infectados) e outros que tiveram a doença anteriormente (2005) e hoje estão sendo reinfectados.
O que podemos concluir analisando este novo surto do Mato Grosso do Sul: FALHA NO CONTROLE DO VETOR! USO DE INSETICIDAS ERRADOS! E ISSO É PELO BRASIL TODO!
(desculpem por que estou ‘gritando’)... Mas preciso ser ouvida!
Sei que minhas denúncias e pedidos de providências estão em andamento... Mas quantos irão ainda morrer até que as medidas corretas sejam implantadas? É urgência, sim!

Este artigo pode ser utilizado desde que citada fonte e autoria

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Leishmaniose Canina - Parte II

Encontrei o blog de Camilli, gostei muito e estou publicando aqui seu artigo Leishmaniose Canina - Parte II , pois esclarece, de maneira simples várias dúvidas sobre esta patologia.

(15 de Dezembro de 2008)
A leishmaniose é transmitida por um mosquito.

O flebótomo tem um ciclo de vida único e conhecê-lo é importante para que possamos fazer nosso "dever de casa" na prevenção do mosquito.

Ciclo do flebótomo

- As fêmeas colocam em torno de 50 ovos, por vez, em locais quentes e úmidos, ricos em matéria orgânica. Estes locais "quentes e úmidos, ricos em matéria orgânica" são o entulho acumulado no seu quintal ou o lixo no lote vago ao
lado de sua casa, a linda cerca viva que cresceu junto ao muro, aquele xaxim quase esquecido...
- As larvas e pupas utilizam essa matéria orgânica para se alimentar.
- Os mosquitos adultos vivem por, aproximadamente, 20 dias. Depois de 72h que picam alguém (CÃO ou HUMANO) infectado com LEISHMANIOSE, tornam-se aptos a transmitir a doença enquanto estiverem vivos.

Perguntas interessantes:
1) Por que não há um trabalho do governo de pulverização de inseticidas para eliminar o mosquito?
Resposta do Dr. Leonardo Maciel: Porque a leishmaniose é a 6ª na ordem das "necessidades urgentes" de doenças transmitidas por mosquitos. A 1ª é a dengue, depois vêm a febre amarela, malária... Tem que haver surto de 05 (cinco) doenças antes, para que o governo se mobilize! Mesmo assim, questiona-se a eficácia das pulverizações e os riscos para a saúde.

2) Por que é tão difícil controlar o mosquito?
Resposta do Dr. Leonardo Maciel com complemento meu: Porque as pessoas têm dificuldade de tirar uma latinha que acumula água de dengue... imagine limpar um quintal inteiro?// O mosquito invadiu as cidades porque foi expulso de seu habitat natural. Ele também está tendo que se adaptar a novas mudanças. Entretanto, está em franca vantagem, uma vez que reproduz-se muito mais rápido que nós ou os cães, e isso permite que - através de mutações - adapte-se mais facilmente a este novo "ecossistema urbano".

3) Exterminar cães soropositivos resolve?
Resposta do Dr. Leonardo Maciel: Depende. Em uma cidade de 1000 habitantes, se o diagnóstico e a eutanásia forem feitos em apenas 1 semana, é bem provável que os índices da doença se reduzam drasticamente. Mas, numa cidade como Belo Horizonte - MG, com quase 3 milhões de habitantes, é impossível fazer o diagnóstico e eutanásia em tão pouco tempo, de todos os cães infectados. Aliás, a prefeitura tem aparecido na casa dos proprietários para "buscar os cães doentes", 8 meses depois da coleta do sangue. Durante todo este tempo, eles estão transmitindo a doença.

4) Existe tratamento para a leishmaniose?
SIM, existe! O tratamento não elimina a leishmania do organismo, mas impede que o cão transmita a doença a outros cães ou a seres humanos - por isso o tratamento deve ser feito por toda a vida. Mas, algum infeliz do nosso governo deu uma "canetada" e proibiu o tratamento da doença. Teoricamente, desde de agosto deste ano, todos os cães diagnosticados com a doença, devem ser eutanasiados. Não há cura para a leishmaniose. A leishmaniose é uma doença crônica, como a diabetes ou a hipertensão, ou seja, exige tratamento por toda a vida. Mas, a Associação Bichos Gerais em conjunto com a Anclivepa entrou com uma ação liminar contra essa medida. Vamos torcer pelos animais.
Postado por Camilli Chamone às 6:23 PM