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quinta-feira, 16 de junho de 2011

ANIMAIS DOENTES (E SADIOS) CONTINUAM NAS RUAS DE RONDONÓPOLIS


Lamentavelmente continuamos a encontrar centenas de animais (cães e gatos) abandonados nas ruas de Rondonópolis. Muitos apresentam o aspecto característico da Leishmaniose.

O Centro de Controle de Zoonoses que idealizei com tanto carinho não executa as ações necessárias e importantes para garantir a saúde animal, e as conseqüências são altamente prejudiciais tanto para a saúde animal quanto para a saúde humana!

Na Conferência Municipal de Saúde, em 1999 eu mesma coletei as assinaturas dos delegados para a criação do CCZ. Mas a unidade local deixa desejar em todos os sentidos, seja no atendimento, ou seja, nos serviços QUE DEVERIAM SER PRESTADOS...

O elevado número de eutanásias praticado contra os cães jamais irá solucionar o grave problema representado pela Leishmaniose!

Faz-se urgente e necessário eliminar o vetor (Flebótomo) que continua a proliferar de forma assustadora! O número de casos de Leishmaniose continua a aumentar, e também ocorreram inúmeros óbitos provocados pela doença.

UMA SALA DE CASTRAÇÃO DE ANIMAIS...

O Centro de Zoonoses possui profissional (médicos veterinários), dispõe de espaço, depende apenas da sensibilização do gestor municipal para disponibilizar este serviço à população!

Este investimento irá representar mais saúde para a população e para os animais.

Reduzindo a procriação dos cães e gatos dificilmente iremos encontrar animais abandonado, correndo risco de serem atropelados, ou mais grave ainda: Causar graves acidentes envolvendo motociclistas ou ciclistas.

Várias cidades brasileiras oferecem estes serviços, vou citar uma delas: Araraquara-SP.

O município, além de ofertar a castração gratuita dos animais possui também uma unidade volante para prestar o serviço à população.

E também oferece as vacinas (anticoncepcional) para os animais.

Na pré-conferência municipal de saúde apresentei a sugestão para que seja imediatamente oferecido tal serviço.

E apresento também a sugestão de uma unidade móvel de castração, pois as pessoas de menor poder aquisitivo sequer tem como se deslocar até o CCZ.

Uma campanha de cadastro e castração, amplamente divulgada, poderá diminuir consideravelmente o numero de animais abandonados, que circulam pela cidade.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Leishmaniose Canina - Parte II

Encontrei o blog de Camilli, gostei muito e estou publicando aqui seu artigo Leishmaniose Canina - Parte II , pois esclarece, de maneira simples várias dúvidas sobre esta patologia.

(15 de Dezembro de 2008)
A leishmaniose é transmitida por um mosquito.

O flebótomo tem um ciclo de vida único e conhecê-lo é importante para que possamos fazer nosso "dever de casa" na prevenção do mosquito.

Ciclo do flebótomo

- As fêmeas colocam em torno de 50 ovos, por vez, em locais quentes e úmidos, ricos em matéria orgânica. Estes locais "quentes e úmidos, ricos em matéria orgânica" são o entulho acumulado no seu quintal ou o lixo no lote vago ao
lado de sua casa, a linda cerca viva que cresceu junto ao muro, aquele xaxim quase esquecido...
- As larvas e pupas utilizam essa matéria orgânica para se alimentar.
- Os mosquitos adultos vivem por, aproximadamente, 20 dias. Depois de 72h que picam alguém (CÃO ou HUMANO) infectado com LEISHMANIOSE, tornam-se aptos a transmitir a doença enquanto estiverem vivos.

Perguntas interessantes:
1) Por que não há um trabalho do governo de pulverização de inseticidas para eliminar o mosquito?
Resposta do Dr. Leonardo Maciel: Porque a leishmaniose é a 6ª na ordem das "necessidades urgentes" de doenças transmitidas por mosquitos. A 1ª é a dengue, depois vêm a febre amarela, malária... Tem que haver surto de 05 (cinco) doenças antes, para que o governo se mobilize! Mesmo assim, questiona-se a eficácia das pulverizações e os riscos para a saúde.

2) Por que é tão difícil controlar o mosquito?
Resposta do Dr. Leonardo Maciel com complemento meu: Porque as pessoas têm dificuldade de tirar uma latinha que acumula água de dengue... imagine limpar um quintal inteiro?// O mosquito invadiu as cidades porque foi expulso de seu habitat natural. Ele também está tendo que se adaptar a novas mudanças. Entretanto, está em franca vantagem, uma vez que reproduz-se muito mais rápido que nós ou os cães, e isso permite que - através de mutações - adapte-se mais facilmente a este novo "ecossistema urbano".

3) Exterminar cães soropositivos resolve?
Resposta do Dr. Leonardo Maciel: Depende. Em uma cidade de 1000 habitantes, se o diagnóstico e a eutanásia forem feitos em apenas 1 semana, é bem provável que os índices da doença se reduzam drasticamente. Mas, numa cidade como Belo Horizonte - MG, com quase 3 milhões de habitantes, é impossível fazer o diagnóstico e eutanásia em tão pouco tempo, de todos os cães infectados. Aliás, a prefeitura tem aparecido na casa dos proprietários para "buscar os cães doentes", 8 meses depois da coleta do sangue. Durante todo este tempo, eles estão transmitindo a doença.

4) Existe tratamento para a leishmaniose?
SIM, existe! O tratamento não elimina a leishmania do organismo, mas impede que o cão transmita a doença a outros cães ou a seres humanos - por isso o tratamento deve ser feito por toda a vida. Mas, algum infeliz do nosso governo deu uma "canetada" e proibiu o tratamento da doença. Teoricamente, desde de agosto deste ano, todos os cães diagnosticados com a doença, devem ser eutanasiados. Não há cura para a leishmaniose. A leishmaniose é uma doença crônica, como a diabetes ou a hipertensão, ou seja, exige tratamento por toda a vida. Mas, a Associação Bichos Gerais em conjunto com a Anclivepa entrou com uma ação liminar contra essa medida. Vamos torcer pelos animais.
Postado por Camilli Chamone às 6:23 PM